Home Data de criação : 09/08/08 Última atualização : 11/10/19 05:06 / 6 Artigos publicados

Destino de um beijo ®  escrito em domingo 09 agosto 2009 09:14


Sinopse

Estα história é α históriα de amor de Kαtαrinα e Bruno desde os seus anos de escolα até ao seu casamento. Tudo começα quαndo Kαtαrinα se declarα α Bruno dando-lhe umα cartα de amor, mas é rejeitadα em frente de todos e aí decide desistir dele pαrα sempre. Curiosαmente no mesmo diα dá-se um terremoto que destrói α cαsα de Kαtαrinα e estα e α suα fαmíliα αcαbαm indo viver pαrα cαsα de Bruno, recomeçαndo αssim o desenvolvimento dα suα relαção. 

Informações

Nome: Destino de um beijo ®
Autor (a): natalia ;
Tema: Romance

Música Tema

 Paramore – My Heart

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Primeiro Capitulo ®  escrito em segunda 10 agosto 2009 07:18

Primeiro Capitulo

Toda menina nasce para encontrar o seu destino.
– Você, Bruno Carter, aceita Katarina Pivatto... nas horas de doença e na hora da morte, para amar e servir, para ser sua esposa ?
– Aceito – disse Bruno em um tom romântico olhando profundamente em meus olhos – Katarina...
– Sim?
– Eu te amo. – ao escutar Bruno, uma lágrima de felicidade caiu pelo meu rosto.
– Eu também, Bruno. – respondi com um ar de desejo. Ele aproximou seu rosto brilhante ao meu tocando suavemente seus lábios ao meu.
agora percebi que... era apenas mais uma ilusão. – Ah, nossa. Minha imaginação correu solta! – comecei a sorrir sem graça.
– Sem erros de impressão, sem erros de gramática! – disse eu sozinha olhando para minha primeira carta de amor. – É perfeito!
Chegando na escola, fui em sua direção estendendo minha mão com a carta.
– Não quero! – disse Bruno com um olhar serio. Ao falar isso, nada mais parecia existir em volta de mim, senti um vazio... Ele nem aceitou a carta... Boatos pela escola inteira estavam rolando *** Ela se declarou para o Bruno? *** Que vergonha! *** Ela não é da Classe-F? *** Ela tem muita coragem de se declarar para alguém da Classe-A igual o Bruno. ***
– ME DEIXE EM PAZ! – Puts, me descontrolei.
– Ah! Ela ficou triste.
– Vocês são tão cruéis! – sai correndo pelo corredor com varias lagrimas caindo dos meus olhos. Entrei na sala de aula, ignorando todos os olhares para mim. Isabella e Mariana (minhas melhores amigas) vieram falar comigo.
– Ei, eu ouvi Katarina! – disse Isabella
– Que coisa precipitada que você fez! – disse Mariana
– Eu só pensei, e se tivesse uma chance mínina dele gostar de mim...? – falei com um tom de arrependimento.
– Ah, fala sério. Isso é impossível – disse Mariana afogada em risadas e sem querer ofender.
– Você é uma criança abençoada, Katarina! – Ela passou a mão em minha cabeça e as duas começaram a rir, deitei minha cabeça sobre a mesa e comecei a chorar.

Dois anos atrás: – Continuando, o discurso de boas vindas aos novatos. – disse seriamente o diretor.
– O menino que vai falar o discurso dizem que é muito inteligente. – comentários rolavam soltos. – Eu sei! Ele foi uns dos melhores estudantes do país inteiro durante seus 3 últimos anos do ensino fundamental, certo?
Gênio número um do país? – pensei. A primeira imagem que se passou pela minha cabeça, foi a de um nerd.
– Representante dos calouros, Bruno Carter. – disse o diretor. Em seguida ele entrou no palco. Me espantei ao ver sua aparência brilhante.
Tão lindo. – pensei, meus olhos brilharam.
– Meu nome é Bruno Carter, da Classe-A. Hoje, por causa dos novos alunos... – Incrível, como ele conseguiu falar seu discurso tão complicado de um jeito tão suave.
E foi assim, me apaixonei pelo Bruno. Pela forma mais escrota e ridícula que se pode imaginar, mas... foi um amor à primeira vista. Dividido por habilidades, Bruno foi colocado na Classe-A, a classe onde juntam as pessoas inteligentes, Eu estou na Classe-F, a pior classe, também conhecida como a classe das sobras. Estudei desesperadamente com o único objetivo de ficar na mesma sala que o Bruno. Tudo bem, era impossivel, Mas, no fim, como era de se imaginar, fiquei na Classe-F. A essa altura, minha vida de ensino médio vai acabar sem ele saber dos meus sentimentos! Não quero que isso aconteça!

– Bem, é verdade que o bruno é um gato e tal, mais ele tem alguns problemas como ser humano. – Debochou Isabella.
– Sim, sim é verdade. – Mariana apoiou Isabella e continuou – Ele nem parece interessado em garotas mesmo com 17 anos de idade.
– Ah! Fala sério Katri, existem vários garotos legais por ai. – Isabella disse coçando sua cabeça.
– KATARINA! – Lucas deu um grito – É verdade que você se declarou para o Bruno? Você gosta daquele nerd maldito? Mesmo já me tendo...Isso não é muito?
¬– Eu não pertenço a você Lucas. – Falei seriamente
– Para que essas palavras tão frias? Não sentamos lado a lado na mesma sala há dois anos? De qualquer jeito, nunca vou perdoar o idiota do Bruno por ter te rejeitado!
– Você não precisa gritar – Disse Isabella entediada.
– Cala a boca! É como se ele estivesse me desafiando abertamente. Isso que estou dizendo!
– Bom, se acalme por enquanto – Antes de Mariana terminar sua frase ele a interrompeu.
– Eu estou calmo, droga! Não ligo se ele é um gênio ou não sei o que. Ele é tão cheio de si! Qyem ele pensa que é?
– Já chega. Como você disse, eu não tinha pensado antes de fazer. Agora que paro para pensar, já sabia que seria rejeitada, mas... – Falei com um jeito entristecido.
– Katarina... – Disse Isabella com um jeito consolador.
– E também, talvez ele nem seja uma pessoa legal. Se nem leu a carta.
– Também acho! – Disse o Lucas me apoiando.
– Tenho um péssimo gosto para homens! – Delirei – Tudo bem. Irei desistir.
– O que estão fazendo? A aula já começou! Nos seus lugares, Vou fazer a chamada. – Disse o professor. O tempo passou rápido e finalmente acabou as aulas, nós estávamos indo para casa.
– Ah é, já se mudou para sua casa nova Katarina? – Balancei a cabeça dizendo sim.
– Uma casa novinha, que legal!
– Vamos todos na casa dela, na próxima vez.
– Isso parece legal.
– Por favor, não vão! Vocês vão rir. É uma casa estilo japonesa autêntica, mesmo nos dias de hoje.
– Seu pai é um chefe de cozinha, não é Katarina?

– Eu estava esperando uma casa mais moderna – falei ignorando Mariana.
– Como só é a Katarina e o pai dela na casa, parece que não vai ser um problemão quando ela se casar. – Disse Isabella.
– Serio? Ei. Eu posso entrar na família. – Disse o Lucas de um jeito totalmente sem nexo.
– Pare de falar sozinho. – Mariana disse já entediada das palhaçadas do Lucas. Ah! Oh não. O Bruno vem vindo, tentei me esconder atrais das meninas de um jeito inútil. O amigo do Bruno que no caso é o Igor disse:
– Aquela não é a garota de hoje sedo? – O bruno olhou seriamente em meus olhos.
– Vamos.
– O que aquele pivete... – Disse o Lucas
– Bom, é a realidade – Disse Mariana. – Não deixe isso te afetar Katarina.
– Espere ai! – Lucas deu um grito – Não pode tratar minha Katarina assim só porque você é um nerd maldito da Classe-A! Você recusou a carta dela, certo?
– Pare! por favor Lucas. – Dizia eu tentando acalmá-lo
– Você ao menos tem sangue correndo pelas veias?!
– Já chega, pare!
– Eu odeio meninas estúpidas! – disse ele se virando – vamos Igor.
– MALDITO! – Gritava o Lucas.
–Poxa, isso é tão cruel! Como ele pode dizer algo assim de mim? Não acredito! – Pensei – Só de pensar que gostava dele há dois anos. – Comecei a sentir lagrimas quentes se passando pelo meu rosto. Cheguei em casa, se passou um tempo e me sentei na mesa junto com o meu pai.
– Casas novas são tão legais! – Disse meu pai – Né Katarina? Eu fiz você passar por tempos difíceis Katarina. Mas... nós, pai e filha podemos até construir uma casa se trabalharmos juntos.
– Bem, mais essa casa não faz alguns barulhos esquisitos às vezes?
– Não seja boba! Essa casa é bem construída! Algum dia, seu marido vai morar...
– Sem chance, não vou te dar outro filho.
– Você esta dizendo que vai deixar seu único pai depois de se casar? Como pode ser uma filha tão insensível – nesse instante a campainha tocou.
– Ah, visitas! Quem pode ser a essa hora? – Abri a porta e dei de cara com todos os meus amigos.
– Oi! Viemos
– Vocês vieram mesmo!

– Sim. Parabéns pela conclusão da casa nova. Roberto.
– Estamos entrando!
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– A comida foi deliciosa!
– É verdade, parabéns Roberto.
– Na verdade, o Lucas veio mesmo aqui para te consolar do que aconteceu hoje. – Disse Mariana no meu ouvido
– Ele está caidinho por você né Katri? – Isabella disse e sorrio
– Ei, não acha que esse suco esta meio inclinado? – Disse mariana
– Você quis dizer, que a casa está inclinada? – Disse Isabella.
– Como poderia? – perguntei
– Exatamente! – caímos na risada – De qualquer jeito, esqueça logo do Bruno, certo Katri?
– Nunca mais fale esse nome! – disse o Lucas furiosamente. – Aquele idiota! MERDA! – Ele dava vários socos na parede.
– Não quebre a casa Lucas. – Alertou Isabella
– O que foi isso? – Roberto perguntou assustado.
– Não fiz nada! – Disse o Lucas
– Um terremoto? Parece um dos grandes! – Todos estavam em pânico.
– Vamos sair rápido daqui pai! – falei apavorada e puxando ele para fora – O que foi pai?
– Tenho que pegar o retrato da Mãe!
– Pai! Paaaaai! – A casa ficou totalmente destruída, caída aos pedaços. Comecei a chamar o nome do meu pai e a chorar

Em seguida os bombeiros chegaram para ajudar. Lucas ficou apavorado e tirando tudo do seu caminho, com a esperança de encontrar o meu pai.
– Ei! Eu estou aqui. – A voz do meu pai estava vindo debaixo da casa totalmente destruída.
– Roberto? – Lucas perguntou.
– Eu estou aqui! – Lucas olhou para baixo.
– O altar esta em cima de mim, não consigo me mexer. – Lucas tirou as coisas de cima do meu pai.
– Graças a deus! – eu disse, foi um alivio saber que tudo esta certo, na verdade, nem tudo. Agora a nossa casa esta destruída.
– Eu fui tentar pegar o retrato da mãe de volta – disse meu pai – mas, ao invés disso, fui protegido por ela.
Tinha muitas pessoas em volta do acidente. *** Não era uma casa nova? *** Coitadinhos! ***
Na noite passada ás 8:40, teve um terremoto no meio da área Kanto, o terremoto em Tokyo atingiu a escala dois.
Poxa, já basta a carta rejeitada e agora é a casa que destrói. Na escola, o assunto de hoje sou eu. *** Você viu o jornal? *** Vi. Uma casa desmorono de um simples tremor nível-2. ***
– Você é o alvo das fofocas toda manhã, hein? – disse Mariana, enquanto eu ficava com cara de taxa, mais do que já tava.
– Desculpa – disse com a maior tristeza. – Eu estou causando problemas pra vocês também.
– , Mas, foi algo extraordinário. – disse Isabela.
– Então, já decidiram aonde vocês vão ficar? – Mariana perguntou preocupada.
– Talvez na casa do amigo do meu pai. Não podemos ficar no hotel para sempre.

– Entendo, deve ser difícil. – disse Isabella juntando as sobrancelhas.
De repente tive uma sensação de desconforto, como se tivesse alguém tirando fotos de mim. Olhei para os lados e definitivamente tinha alguém tirando fotos de mim. Uma mulher com um disfarce esquisito, óculos escuros e tal.
– Desculpa! – disse a mulher antes de sair correndo. Deve ser um repórter idiota!
– Ei, você virou uma celebridade. – comentou Mariana e Isabela concordou.
– Isso não me deixa nem um pouco feliz. – abaixei a cabeça. Lucas veio ao meu lado tentando me consolar.
– Ei – levantei minha cabeça e olhei para ele, sim era o Bruno. – Me deixe passar.
– Bru...Bruno! – falei assustada. Enquanto ele olhava furiosamente para mim.
– Você! – disse o Lucas com raiva. – Culpa de quem você acha que é que a Katri esta sofrendo tanto agora?
– Culpa do tremor de escala dois, certo? – disse ele entediado e olhando no fundo dos olhos de Lucas. Meu Deus, Lucas, cala a boca!
– Cala a boca! É porque você disse aquelas coisas horríveis à Katarina. – disse furioso o Lucas – Aquilo que causou tantas coisas terríveis para ela.
– Você quer dizer que eu causei o terremoto?
– Isso mesmo!
– Lucas, por favor pare – disse para ele segurando seu braço.
– Esta bem. – disse o Bruno. – Você não vai reclamar se eu doar, certo? – ele tirou algumas notas do bolso e estendeu a mão – toma. – Em seguida eu dei um tapa na mão dele, espalhando todo o dinheiro.

– Não me faça de idiota! – dei um grito – foi um desperdício sentir algo por você nesses dois últimos anos. – Algumas lagrimas começaram a descer – Não quero sua ajuda nem se eu estivesse morrendo!
– Tem certeza que quer fazer isso? – disse ele friamente.
– Claro que sim! Não tem o porque você cuidar de mim. – falei expressando toda raiva em meu olhar. – Não me trate como uma idiota só por que sou burra! – ele se virou e começou a rir.
O tempo passou, as aulas se acabaram, agora eu e meu pai estávamos indo para a casa desse tal “amigo” dele. Dentro do carro eu e meu pai conversamos horas, sobre vários assuntos. Finalmente chegou a tal casa desejada
– O filho do Fernando tem a mesma idade que você. – disse meu pai
– Que mansão incrível – fiquei admirada.
– E mais, parece que ele freqüenta a mesma escola que você. – Na parede tinha escrito Carter, espera um pouco, Carter não é o sobrenome do Bruno? Ah, que nada, não passa de uma coincidência, comecei a rir sem motivo.
– O que esta fazendo? Se apresse! – falou meu pai.
– Está bem, pai.
– Bem vindos! Podem entrar. – disse o amigo do meu pai quando abriu a porta, Ele não parece nada com o Bruno, como pensei, é só mesmo uma coincidência.– Essa que é a Katarina Pivatto? – perguntou ele.
– Prazer em conhecê-lo – falei com timidez. Ele se virou e gritou:
– Ei! Filho! Katarina e seu pai chegaram!
– Parece que tem o consentimento do filho dele também

– Bem vindos! – não pode ser... – Sou o filho mais velho, Bruno, prazer em conhecê-lo. – senti meu coração batendo desesperadamente, ele evitava olhar para mim, olhava para meu pai, Deus, porque fez isso comigo? – Ele tem uma bela filha, não é? – disse o pai do Bruno. O bruno cossou a cabeça e olhou para mim.
– Estou sem palavras – disse ele serio.
– Estou surpreso. Você é bem mais bonita pessoalmente do que nas fotos. – disse o pai do bruno admirado.
– Fotos? – perguntei.
– Bem vindos! Obrigada por vir Katarina. Estávamos te esperando! Meu nome é Raquel.
– Não é Fernando? Ela é uma menina muito bonita, como eu disse. – em seguida ela amostrou a minha foto quando eu estava no colégio, exatamente, era ela aquela mulher que pensei que fosse uma repórter. – Não agüentei esperar. Desculpe-me – disse ela rindo – Mais do mesmo jeito, deve ter sido muito difícil, não é, Kata? Então, vamos entrando!
– Com licença. – disse meu pai – Venha Katarina, diga algo também.
– Licença – falei totalmente sem graça.

– Filho, você conhece ela de vista não é? – disse Raquel.
– Sim. Nossas classes são bem distantes. – disse ele segurando o riso. – Muitas coisas aconteceram ultimamente, não é Katarina? – naquele momento eu estava totalmente envergonhada.
– Mas, estou tão feliz. – disse Raquel, ela parece ser muito legal. – Vai ser muito divertido de hoje em diante! Vou fazer compras com a Katarina, fazer bolos com ela, e também... – Em seguida uma criança abriu a porta do quarto, era igualzinho o Fernando. Baixinho e com um rosto parecido com de japonês.
– Ah, Guilherme. – disse Raquel, empolgada. – Venha aqui cumprimentá-los. Esse é um bom amigo do seu pai, Roberto, e sua filha, Katarina.
– Ele é o irmão mais novo? – perguntei.
– Sim
– Prazer em conhecê-los. Sou Guilherme Carter. – disse ele com uma cara de desânimo – Estou no terceiro ano do ensino fundamental.
– Que rapaz com cara de inteligente. – disse meu pai
– Sou Katarina Pivatto. Prazer em conhecê-lo, Guilherme. – ele olhou no fundo dos meus olhos, pude sentir uma energia de ignorância.
– Katarina, estou fazendo minha lição de casa... então, você pode por favor me ensinar a lição de matemática? – disse Guilherme, com um olhar firme.
– Claro. – senti uma gota de suor passar pelo meu rosto, sou péssima em matemática.
– Deixe-me ver... – ele me mostrou. – Ér... – Nós aprendemos isso no ensino fundamental!? Quando eu olhei de volta para ele, continuava com a mesma cara. Meu Deus, o que eu faço. – 7x6?... 52, talvez. – fiquei com uma cara de preocupação.
– E o segundo?
– 9x8?... 84.
– E o terceiro?
– 12x4?...56.
– E o quarto?
– 14x7?... 110. – ele fecho os olhos com uma cara de deboche. Ta, devo te errado tudo.
– É 42, 72, 48 e 98. – Guilherme disse com uma tremenda ignorância. – Você tem 17 anos e não sabe tabuada. Você é retardada?
– Guilherme, isso é muito grosseiro! Peça desculpa. – disse Raquel, colocando as mãos nos ombros de Guilherme.

– Não! – Guilherme gritou, tirando as mão de Raquel. – Idiota! Odeio você! – Meu Deus, minha cara caiu no chão, que pirralho irritante.
– Guilherme. – gritou seu pai Fernando. Guilherme virou, deu língua para mim e saiu correndo, eu não sabia o que fazer.
– Desculpa por isso Katarina. – disse Fernando.
– Desculpa, aquele menino é demais. – disse Raquel, lamentando pelo o que seu filho fez. Bruno deu umas risadas, mas eu ignorei. Fui rejeitada pelos dois irmãos...
– Isso mesmo, Katarina. Deixe-me te mostrar o seu quarto. – Raquel falou sem graça, mas com o maior carinho. – Coloquei todo meu coração pra decorá-lo.
– Ok. – respondi.
– Pode entrar, é isso. – disse Raquel abrindo a porta. Babei, muito lindo, meus olhos brilharam na hora. – Então, gostou?
– Sim, é muito fofo. – dei umas risadas sem graça.
– Sempre quis ter uma menina, sempre esperei por algo assim. – Raquel falou com a maior felicidade.
– Isso costumava ser o quarto do Guilherme. – disse Bruno na porta, com os braços cruzados. – Graças a você, tive que levar a mesa dele para o meu quarto, agora tá tudo apertado. – minha cara caiu.
– Bruno, não diga coisas assim! – Raquel me defendeu. – Não ligue para ele Kata.
– Ok... – respondi.
– Por favor ajude a Katarina a desfazer as malas, ok? – disse Raquel olhando para Bruno. – Tenho que preparar o jantar. Te vejo depois Kata. – ela deu uma piscada para mim e saiu do quarto.
– E então, com o que devo te ajudar? – disse ele pegando minhas malas que estava na porta.
– Tá tudo bem, posso fazer sozinha.
– Ah, é mesmo. – na mesma hora eu largo as malas. – Não tem porque eu cuidar de você, certo? – meus olhos arregalaram. – Você estar aqui ou não, não faz diferença. Por favor não bagunce o meu estilo de vida. – disse ele fechando a porta junto com seu irmão Guilherme dando língua para mim.
 

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Segundo Capitulo ®  escrito em segunda 10 agosto 2009 07:20

Segundo Capitulo

No dia seguinte, estávamos todos na mesa do café da manhã, é isso mesmo, eu estava tomando café junto com o Bruno, que estranho.
– E como foi, Katarina? – disse o pai do Bruno – Dormiu bem noite passada?
– Sim – dei um sorriso após falar
– Seu pai ainda está dormindo, não é?
– Me desculpe por isso – falei sem graça.
– Que nada, ela é um chefe de cozinha, afinal. – ele deu uma risada simpática – sei que ele vai dormir bem tarde.
– Ele deve estar cansado com tudo que aconteceu também – disse Raquel
– Verdade, muitas coisas aconteceram – pensei.
– Obrigado pela refeição – disse o Bruno se retirando da mesa. Guilherme seu irmão mais novo, sempre quer ser igual ao Bruno, então se retirou da mesa também.
– Ei Guilherme! Você ainda tem tempo, então coma tudo! – disse Raquel – Katarina, por favor, vá a escola com o Bruno.
– Tudo bem – disse sem graça
– Me solta mãe! Eu quero ir também.
– Estamos indo – falei, quando o Bruno já tinha aberto a porta e saído.
– Mãe, eu também quero ir – disse Guilherme gritando
– Não, você vai atrapalhar os dois. – abri a porta correndo e sai. Ele andava um pouco a frente e eu atrás.

– Ei. – disse ele olhando friamente em meus olhos – não conte para ninguém que estamos morando juntos. E claro, também não fale comigo na escola – ele começou a andar novamente, a vontade que eu tinha, era de jogar os pedaços de minha antiga casa destruída em cima dele. Agora estávamos dentro do ônibus, estava lotado, aponto de você não conseguir andar. Minha bolsa está tão longe, e, além disso, está tão difícil de respirar. Bruno parece tão calmo
– As portas irão abrir a esquerda. – Não acredito! Veio um tumulto em cima de mim
– Minha bolsa! Por favor, me de licença! – todos me empurrando do ônibus.
– As portas estão se fechando. – arregalei os olhos
– Espere! Vou entrar! – comecei a correr em direção ao ônibus e sem pensar gritei o nome do bruno, que estava dentro do ônibus e ao lado da porta. Quando cheguei em frente o ônibus as portas se fecharam.
– Bruno? – o ônibus começou a andar, e ele sem nem olhar pra mim começou a folhear seu livro. – Não acredito. Após um tempo, cheguei atrasada na escola. Vi o Bruno passando.
– Espere. – falei com raiva
– Falei que não era para você falar comigo.

– Eu ia entrar, você não poderia segurar a porta para mim... No mínimo?
– Odeio meninas distraídas mais do que as estúpidas. – me joguei no chão e ele saiu.
– Gelo corre por suas veias! – gritei. Passou um tempo, eu e minhas amigas estávamos no corredor.
– Arg, odeio fim de semestre – disse Mariana.
– Eu também ou desistir dessa vez. – disse Isabella
– Estou ferrado se falhar de novo – disse o Lucas e deu uma respiração funda – Katarina, você parece inspirada.
– Dessa vez, eu vou fazer. – todos seguraram o riso – Eu vou ser melhor que o Bruno Carter – Fiz questão de destacar o nome dele no final. Todos caíram na risada.
– Essa é boa! – disse Lucas
– Ah, por favor, Kata, os deuses ficaram bravos mesmo sendo só uma piada.
– Estou falando serio.
– Você está bem? – perguntou Isabella. – Está estranha.
– Já chega! – dei um grito. – Em outras palavras, estou sentindo esse nível de determinação. Vou aparecer no quadro de noticias!
– Nunca na história um aluno da Classe-F entrou nos melhores! – disse Lucas.
– Então vou mudar a história! Eu sei que não tenho chance de ser melhor do que ele. Mas, no mínino, vou ter meu nome no mesmo quadro que ele. – disse com a maior firmeza.
Passo um tempo, fui para casa... Cheguei ao meu quarto e fui estudar.

– Ah, não... Não entendi nada. – pensei. – Por onde começo? Nem sei o que não entendi! – ah, acho que não vai dar certo, não sei de nada. Abaixei a cabeça desesperada. De repente alguém bateu na porta. – Sim? – respondi rapidamente.
– Kata, está acordada? Trouxe um lanche. – disse Raquel com um sorriso imenso no rosto.
– Desculpa pelo incômodo, Raquel. – levantei, sorrindo.
Retirei meus livros, e ela colocou o lanche na mesa, dei minha primeira mordida depois que engoli, disse rapidamente.
– Isso esta delicioso! – disse sorrindo para ela.
– Isso não é maravilhoso? – Raquel falou com a maior felicidade e com as mãos juntas. – Me sinto como uma verdadeira mãe agora. Bruno nunca estuda. Então, não posso nem fazer lanches assim pra ele. – Ela colocou as mãos em seu rosto fazendo uma cara triste.
– Ele não estuda?! – perguntei assustada. – Mas o Bruno é o melhor aluno da escola!
– Pois é. Meio inacreditável, não acha? Ele é meio antipático por isso.
– Então, o que ele ta fazendo agora? – perguntei com meus olhos arregalados.
– Dormindo! – Ela olhou para mim com cara de preocupada.
– Ele é mesmo um gênio! – gritei super assustada.
– Você devia pedir pra ele te ajudar com o que você não entende. – disse Raquel.
–Quem me dera.
– Ei, gostaria de fazer uma pausa rápida? – disse ela segurando um livro azul com uma malicia em seu olhar. – Vou te mostrar algo interessante.
– Ah, isso é do Bruno? – perguntei.
– Sempre quis mostrar isso para alguém. – Ela respondeu dizendo um SIM com a cabeça. – Bruno quando pequeno. – pensou ela
– Hã? – arregalei os olhos – Ela é tão fofa.
– Né? – Ela aproximou-se um pouco de mim e falou ao meu ouvido – Esse é o Bruno. – dei um pulo da cadeira espantada.

– Mas, parece tanto com...
– Queria muito uma menina. Eu tinha tanta certeza que ia nascer uma menina, então só comprei roupas de menina. Fique bem chocada quando o Bruno nasceu, não queria comprar roupas novas. Então, vestia ele como menina até ele ter idade suficiente pra reclamar. – ela abaixou a cabeça e continuo dizendo em quanto eu olhava apavorada o álbum. – Ele é muito rancoroso sobre isso. Pergunto-me se é o motivo que trás de sua frieza. Guilherme também não sabe disso, então por favor guarde em segredo.
– Claro! –respondi. – Aquele Bruno tem... – expressei malicia em meu sorriso.
No outro dia na escola...
– Ei Katarina, aonde você esta morando agora? – perguntou Lucas.
– Ah, na casa do amigo do meu pai. – tentei ser a mais seria possível quando respondi essa pergunta.
– Em que área? – perguntou Mariana.
– perto de Setagaya, eu acho (OBS: cidade japonesa)
– Fala serio, que legal. – comentou Isabella, quando o Bruno apareceu na porta.
– Katarina. Pegue sua bolsa e venha comigo. – todos fizeram uma cara que não dá para caracterizar no momento. Em fim...
– Parece que minha mãe trocou nossos lanches. – disse ele friamente quando estavamos andando no corredor.
– Eu sabia! Meu lanche esta grande demais. – de longe, Isabella, Mariana e Lucas nos observavam.
– Parece que eles estão trocando algo. – disse Mariana
– Não consigo ouvir nada que eles estão falando. – disse Isabela

– Não me diga que ele mudou de idéia e agora pediu para sair com a Kata? – comentou Mariana.
– Nunca! Isso seria impossível.
– É tarde demais para você se apaixonar idiota! – disso o Lucas.
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Que droga, essas confusões acontecem por nós freqüentarmos a mesma escola. – disse o Bruno.
É verdade – demonstrei malicia em meu olhar. – Você pode até pegar o uniforme errado e usar o meu, Bruno. – comecei a rir.
– Porque eu usaria o seu por engano?
– Bem, é por que... Parece que você usava saias quando pequeno. Você era tão fofinho, Bruno. – levantei o braço com a foto na mão e ele se espantou
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– Er, o que foi isso? – perguntou Isabella
– Parece que o nerd foi rejeitado dessa vez – Lucas deu gargalhadas
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– Da onde você tirou isso? – perguntou o Bruno nervoso
– Sua mãe me deu uma. – dei gargalhadas
– Me de isso!
–Não!
– O que disse?
– Porque você fica tirando sarro de mim o tempo inteiro. Não posso fazer o mesmo uma vez?
– Quando eu tirei sarro de você?
– Até gênios tem seu ponto fraco – falei olhando para a foto.
– Eu disse, devolva!
– Espere, eu devolvo com uma condição.
– Condição?
– Os exames do fim de semestre são em duas semanas, então... Quero que seja meu professor.
– Eu ser seu professor?

–Exatamente! Eu devolvo se você me deixar nos 50. Fechado?
– Me recuso! Isso é obviamente impossível
– Ah é? – Abri meu celular. – Então eu vou mandar e-mail com essa foto para todos do colégio.
– Esta bem então. – disse ele gritando.
– Mesmo? Eba!
– Mas não posso prometer nada. Os melhores 50 são a maioria alunos da Classe-A e B toda vez.
– Iria precisar de intervenção divina para alguém da Classe-F como você pra conseguir entrar.
– Acho que tem razão – pensei.
– Hoje a noite então. – disse ele antes de sair.
– KATARINA! – vieram todos os meus amigos atrás de mim.
– O que vocês estavam falando?
– Você o rejeitou não é? Diga que sim.
– Não é nada disso que vocês estão pensando. – falei antes de sair também.
– Intervenção divina, hein? Vou te mostrar! – pensei

Já era de noite e estávamos em casa, estudando. Ainda não acredito que ele é meu “professor”. Vou dar o meu melhor. O Guilherme abriu a porta para interromper:
– Bruno! Ajude-me a estudar também! – disse Guilherme olhando para mim
– Você não consegue as melhores notas sem a minha ajuda? – disse o Bruno. Guilherme fez uma careta e em seguida saiu. Agora que estamos novamente sozinhos, estou um pouco nervosa.
– Ei, eu ouvi dizer que você nunca estuda. – falei, tentando quebrar o silêncio. – Como vai tão bem nas provas?
– Não é normal você se lembrar das coisas que você depois de ouvir ou leu uma vez? – disse ele sem olhar para mim.
– Em que país isso é normal? – pensei.
– Você deve conseguir uns oitentas pontos se conseguir fazer esses – disse ela amostrando o caderno com algumas questões. Peguei o caderno e quando eu fui ler as questões eu me arrependi de ter pedido ajuda.
– Parece um código secreto – pensei. As horas se passaram, ele só ficava olhando para mim.
– Você ainda não consegue resolver? – perguntou ele
– Ah, espere, eu... Eu errei não foi? – sorri sem graça. Ele olhou apavorado para o caderno.
– Como que saiu desse jeito? Cadê a fórmula? – perguntou ele
– Fórmula? O que é isso mesmo? – perguntei sem graça
– O que você estava fazendo na sala? – perguntou gritando – Gostaria de saber o que tem dentro de sua cabeça! Bem, vamos começar do básico – disse ele abaixando seu tom de voz. – Escute bem!
– Si-sim, – gaguejei. Passou um tempo.
– X igual a 72? – perguntei.
– Correto. – disse ele de saco cheio.
– Eba!
– Ainda faltam 9 perguntas. – disse ele serio olhando para mim. Em seguida veio um flash na nossa cara.
– Ah, me desculpe por atrapalhar – disse Raquel rindo, atrás da janela.
– O que esta fazendo? – perguntou o Bruno com raiva.
– Mas, vocês dois ficam tão bem juntos, eu não agüentei. – disse Raquel contente – Vocês deviam se casar – disse ela com um olhar de malicia. Ele pulou da cadeira

– O que esta pensando? Isso é ridículo! – Raquel deu a volta e entrou no quarto
– Bem, aqui esta o lanche. Tchau. – disse ela ignorando o que o Bruno disse.
– Vamos continuar – disse o bruno com a cabeça baixa cheio de decepção.
– Ok – falei sem jeito
No outro dia na escola...
– Você parece tão cansada ultimamente, Katarina. – disse a Isabella.
– É, tenho estudado. – respondi
– Vamos, fale a verdade, Katarina. Você tem trabalhando até não agüentar na casa nova, não é? Você diz que esta estudando só para não nos preocupar. Eu sei que estão te explorando. Eu vou lá naquela casa... Katarina? – eu já tinha saído a anos, se você não percebeu, Lucas ¬’
– Ela disse que vai passar na biblioteca antes de sair para casa... – disse Mariana. Já era de noite e eu já estava em casa.
– Diz, “Quando eu estava na escola primária”? – perguntei ao Bruno segurando o livro
– Deus! Até o português não faz sentido. – disse ele se jogando na mesa. – Isso é coisa de ensino fundamental. – o tempo passou rapidamente
– Ei esse aqui... – olhei para o lado e ele estava dormindo apoiando sua cabeça sobre a mesa. Deitei minha cabeça também e fiquei olhando para ele.
– Seus olhos ficam lindos quando estão assim. – pensei. – o Bruno que eu admirava. – apaguei no sono também.
– Com licença. Trouxe um lanchinho. – disse Raquel, em seguida percebeu que nós dois estávamos dormindo. – Que problemas temos aqui – Raquel sorriu maliciosamente e bateu uma Foto.
No outro dia de manhã quando estávamos indo para a escola a Raquel veio correndo atrás.
– Kata, Boa sorte nas suas provas. Isso é um amuleto da sorte – disse ela me entregando.
– Obrigada. – respondi supresa.
– Não abra antes do resultado.
– Pode deixar. – respondi e em seguida pisquei.
– Ora, isso não é um vestibular. – comentou Bruno.

Chegamos no terminal e como sempre no pior horário, sempre está lotado. Bruno já estava dentro do ônibus e eu ainda estava fora, as portas iriam fechar, tentei correr o mais rápido possível, quando cheguei em frente as portas se fecharam, na verdade, Algo impediu que as portas se fechassem. Era o Bruno, meus olhos brilharam. Varias pessoas atrás de mim me empurraram para dentro do ônibus, querendo entrar. Chegamos na escola...
– Queria agradecer ele, ao menos uma palavra. – pensei. – Mais provavelmente ele vai ficar bravo comigo, pois não posso falar com ele na escola. Ele vai me ignorar de qualquer jeito. Ah, droga, tenho que ir para a sala. Quando ele estava entrando em sua sala eu passei rapidamente e agradeci.
– Obrigada.
– Boa sorte. – aproveitou ele para dizer. Fiquei pasma, quando escutei o sinal tocar, corri para a sala de aula, o professor já estava entregando as provas, então, fui correndo para minha carteira, apesar de já está ciente de que irei levar um esporrão.
– Então, podem começar as provas. – disse serio o professor.
– Essas questões... São exatamente iguais ao que o Bruno fez pra mim! – Graças a Deus, consegui terminar a prova com a maior facilidade. As aulas se passaram, e cada prova diferente. Agora, seria a ultima prova, de literatura clássica.
– Acabou o tempo! – disse o professor recolhendo as provas.
– Katarina, como foi? – perguntou Isabella com a cara de “quem errou tudo”.
– Bem, e acho que consegui fazer – respondi empolgada.
– Por que parece tão relaxada? – perguntou Mariana.
– Só vai passar vergonha depois – continuou Isabella
– Vamos lá, vamos nos divertir hoje, Katarina. – disse o Lucas.
– Espere, Lucas!
– Não vou te largar, não importa o que disser. – Enquanto isso, Bruno e seu amigo passaram
– Espere ai, aquela garota não é aquela que se declarou para você? Então, ela já está com aquele garoto.
– Não é problema nosso. – respondeu o Bruno.

Uma semana depois
Vim correndo até o quadro ver minhas notas,
– Com licença. – falei para as pessoas que estavam na frente. – Numero 1... Bruno conseguiu. Graças a deus. Bem, eu nem estou no quadro.
– Você nunca olha os resultados. – comentou o amigo do bruno. – Ei, numero um é naquela ponta. Esse lado é... Ei. Bruno... – Bruno foi em minha direção.
– Parabéns pelo primeiro lugar. Pontuação perfeita. – falei.
– Claro, foi a primeira vez que estudei tanto. – respondeu ele. – E você também conseguiu. – me espantei. – Você não viu? – Olhei para o quadro, e meu nome estava lá, no ultimo dos 50. – dei um grito de felicidade.
– Bruno, consegui o 50º! – ele estendeu a mão, eu segurei a mão dele e agradeci.
– Obrigada, Obriga...
– Não é isso! Devolva o que prometeu.
– Ah, é mesmo. – sorri sem graça, peguei a foto e levantei a mão, ele pegou a foto rapidamente.
– Ei, não deixe todos ver, droga. E também, já disse tantas vezes, mas, por favor, não fale comigo na escola. – ele deu as costas e foi andando. Em seguida gritei:
– Obrigada Bruno!
– Logo depois de eu ter falado! – reclamou Bruno.
– Ele é o primeiro e eu a ultima – pensei. – Mais mesmo assim, estou no mesmo papel que o Bruno.
Fui para a sala de aula, sentei na minha carteira e comecei a bisbilhotar a minha bolsa.
– Ei, senhorita número 50. – disse Mariana quando chegou por trás e colocou a mão em meu ombro. – Você não se sente como o Bruno da Classe-F?
– Não muito. – respondi rindo.
– Ei, você derrubou algo, Katarina.
– Isso é... Ah, eu tinha esquecido.
– O que é isso?
– É o amuleto da sorte que me ajudou a entrar nos melhores 50.
– Não quer mostrar pra gente? – perguntou Lucas após chegar.
Tirei o que tinha dentro, era uma... Lucas deu um grito.

– Que diabos é isso? – perguntou Lucas apavorado.
– Lucas, agüenta firme cara.
– Ei, Katarina, pode começar a se explicar. – disse Mariana
– Ummm, bom...
– Por que você e o Bruno estão dormindo juntos tão... felizes? – perguntou Isabella
– Me perdoe! – Mesmo quebrando a vontade do Bruno, não tinha outra opção, afinal, eles eram meus amigos, não dava mais para esconder. Expliquei tudo.
– Então, seus pais são amigos? – perguntou Lucas
– Você fez o Bruno te preparar para os testes, certo? – Perguntou Mariana
– É. – respondi
– Isso explica você chegar nos melhores 50, Ele é mesmo um gênio. – comentou Isabella.
– Que jeito cruel de falar isso. – falei.
– Mais eles não parecem muito íntimos nessa foto? – perguntou Mariana. – Com vocês morando junto, o coração do Bruno, ou talvez suas preferências mudaram?
– Não seja boba! – gritou Lucas.
– Isso mesmo! – concordei
– Mesmo em casa, ele me ignora completamente. Ele me odeia.
– Katarina... – Mariana disse com uma voz consoladora.
– Coitadinha.
– Mais eu não ligo para aquele cara sem coração, estou bem gente. – sorri. sem coração? me lembrei das noites sem dormir que ele passou por minha causa, quando ele segurou a porta do ônibus, quando me desejou boa sorte, quando falou “você conseguiu”... – De qualquer jeito, só estou morando com ele por alguns tempinhos. Ah, e por favor, guardem segredo, beleza? Por favor.
– Pode deixar. – todos os três falaram juntos, olhando um para o outro e rindo.
No outro dia na escola durante o intervalo...
– KATARINA! – Bruno gritou. – Venha comigo! – Quando estávamos lá fora eu disse:
– Ei, você disse para eu não falar com você na escola, boatos vão se espalhar.
– Os boatos já espalharam! – disse ele nervoso e eu sem entender. Ele me levou em um canto onde tinha um cartaz colado na parede. Com dois bonecos desenhados dormindo juntos. Escrito “O CASAL DE QUEM TODO O MUNDO ESTÁ FALANDO AGORA ESTÃO MORANDO JUNTOS” “3-A and 3-F”

– Que diabos é isso? – Gritei
– É o que eu quero saber, droga.
– Aqueles caras, Isso porque eu implorei para guardar em segredo. – pensei
– Já estou cheio disso! – disse o Bruno tirando o papel da parede e rasgando. – pode não ser nada para você, mais é um problemão para mim. Não bagunce mais a minha vida! – gritou ele dando as costas e saindo.
– O que esta acontecendo comigo? Não importa o quando ele me ofenda... eu odeio ele! Eu deveria estar bem com isso. Eu consegui agüentar quando ele me recusou a carta. Mas então... porque eu...? Eu acho, eu realmente amo o Bruno.

Já era de noite e eu já estava em casa, em meu quarto. Derramando lagrimas pelo meu rosto deitada em minha cama segurando a carta.
– A primeira carta de amor que escrevi... – pensei – nem foi lida. Não acredito que ainda estou apaixonada por aquele sem coração. Eu sou masoquista? Mesmo ele estando tão perto.. É deprimente... – horas se passaram e eu dormi ao lado da carta.
– Ei, o banheiro está livre, pode ir. – disse Bruno após abrir a porta.
Ele percebeu que acabou de falar sozinho, eu estava dormindo, ele notou a presença da carta ao meu lado. Ele se aproximou, pegou a carta, acendeu a luz e começou a ler: Prazer em te conhecer, Bruno. Eu sou a Katarina Pivatto, da Classe-F. Você não sabe quem eu sou certo? Mais, eu sei quem você é. Por dois anos, te admirei por inteligência e popularidade depois do seu discurso da cerimônia de calouros. Não tenho esperança nenhuma de ficar na mesma sala que você... Então, escrevo meus sentimentos nessa carta, com todo meu coração. Bruno, eu te amo... No outro dia (28 de maio. festival esportivo na escola)
– Toalha: ok. Faixa: ok. Roupa esportiva: ok. E também água. Carteira e dinheiro do ônibus no bolso. Ótimo, tudo pronto – falei – Mas, não estou com humor para isso. – reclamei sozinha.
Sai do meu quarto e fui juntar-me a mesa com todos para tomar o café da manhã.
– Mal posso esperar para o festival de esportes! – disse Raquel – façam o melhor, vocês dois. Katarina, no que esta participando?
– Estou na corrida de revezamento mista e na corrida do empréstimo. – respondi.
– E você bruno? – perguntou seu pai.
– Os 100 metros e o revezamento misto.
– Ah! Então vocês dois vão correr na mesma pista? – perguntou Raquel – Que maravilhoso! Vou gravar cada minuto no vídeo do começo ao fim! – sorri sem graça – Podem contar comigo para gravar cenas de vocês dois juntos.
–Dá um tempo – respondeu Bruno totalmente com frieza se retirando da mesa.
– Ele realmente me odeia não é? – pensei.

Chegamos na escola e em fim, estava na hora do festival.
– Os meninos da Classe-f estão depositando todas suas esperanças nesse dia. Não é? – comentei
– Comparado a eles... – disse Isabella olhando para Classe-A – Classe-A não só se importa... Alguns deles estão até estudando.
– Mas, fora a F e E, eles são quase os mesmo que as outras turmas. – falei.
– Mas olhe! Ali tem uma placa que se destaca – disse mariana apontando.
– Ah, verdade. – respondi. – Ei, espere... É a família Carter.
– Katarina! Torça pelo Bruno! – disse Raquel acenando.

– Isso realmente se destaca – comentou Mariana.
– Não é o que mais aparece? – disse Isabela
– Olha! Os 100m masculino está começando! – disse Mariana
– Em seus lugares – disse o carinha dando um tiro para cima.
– Bruno! – pensei. – faça o seu melhor.
Lucas, querendo não perder do Bruno conseguiu ficar em primeiro lugar. Ganhou mais por raiva e não por definitivamente querer.
– Parece que o Lucas é muito mais rápido afinal – comentou Mariana
– Mas, o Bruno ganhou em segundo – falei tentando defender.
– Ah! Você está acobertando ele – falou Isabella
– Não, não to... – mais é que ver o Bruno perdendo é inacreditável.
– E o evento final para a sessão matinal é o programa 12: A corrida do empréstimo das meninas do terceiro ano.
Bruno estava andando por ai enquanto sua mãe chega por trás
– Bruno! Vamos, rápido! Vamos torcer pela Katarina juntos.
– Mas por que?
– Em seus lugares – disse o carinha dando um tiro para o céu.
– Por favor que seja algo facil... – pensei
Fui a barraquinha de papeis. Peguei um papel virei e tinha escrito “A pessoa que você ama”

– Sem chance! – gritei sozinha. – O que é isso? Mas a pessoa que eu amo é... Se for a pessoa que eu amo, então tem que ser... – Olhei para onde estava a família Carter. Corri até eles e mostrei o papel.
– Bru... (eu posso fazer isso! – pensei) Bru – Olhei para o bruno e ele estava olhando para mim de uma maneira que derrubaria qualquer um no chão. – Ele está me encarando – pensei – Fernando (pai do Bruno), por favor, corra comigo!
– Eu? – perguntou ele surpreso
– Nossa, É uma grande responsabilidade Fernando! – disse Raquel. – Vá e boa sorte!
– Está certo! Vamos Katarina. – começamos a correr
– Isso não está certo – pensei – Por que tudo acabou desse jeito? – acabei ficando em ultimo lugar, por causa do Fernando.
– Me desculpe Katarina. É minha culpa que você chegou por ultimo. – disse o Fernando.
– Tudo bem, é só uma brincadeira mesmo – respondi juntando as sobrancelhas e rindo sem graça.
– Ah, falando nisso, quem você deveria chamar?
– Você acredita? Era, “A pessoa que você ama”. – disse o Fernando, e em seguida Raquel colocou suas mãos em sua boca tapando-a.
– “A pessoa que você ama?” – perguntou o Bruno olhando para mim.
– É que você tava me encarando – falei num tom baixo olhando para o lado.
– O programa da tarde começou! – disse a mulherzinha da rádio. – Estudantes, por favor, voltem aos seus luares.
– Bruno, para o revezamento, você é a ancora de novo, certo? – falei – Vai correr contra o Lucas de novo. – comentei. – na verdade, fiquei aliviada de ver você perder. Era como se, mesmo o Bruno pudesse perder. Como se fosse igual a nós, achei.
– Não me rebaixe ao seu nível. – disse ele friamente – Sem chances eu usaria força total para algo assim.

– A ultima programação é a corrida de revezamento misto dos alunos do terceiro ano. Participantes unam-se no portão da frente. – disse a mulherzinha da rádio.
– Isabela! – gritei – Você que começa, então corra o mais rápido que puder.
– O que é isso, tão de repente? – murmurou Isabela – Entendi.
– Em seus lugares! – Disse o carinha atirando para cima.
– Vai! – gritei
Todos já começaram a correr, Isabella estava na frente. A família Carter estava torcendo por todos. Todos estavam torcendo, gritando e tudo mais
– A Classe-F está na frente, eles são fortes! – disse a mulher da radio.
A corrida acabou e felizmente a Classe-F ganhou. Estou feliz por isso. Agora eu e umas garotas vamos correr agora...
Vitoria fácil da Classe-F – comentou o Lucas olhando para o Bruno. – Katarina, conto com você!
Quando quase comecei a correr o Lucas me entregou o bastão lá.
– Aqui!
–Peguei.
– Classe-F agora em seu terceiro corredor. – disse a mulher da radio enquanto algumas pessoas corriam junto comigo.
– Classe-A em terceiro lugar? – pensei correndo – Nesse caso, sinto muito, mais a Classe-F vai ganhar antes que eu possa ver as habilidades do Bruno! – sorri

Faltava apenas pouco para chegar na linha de chegada. Quando vi o bruno...
– Bruno! – murmurei.
– Ah! Aí vem a Katarina! – comentou Lucas. – Desculpa aí Sr.Classe-A, pois eu vou na frente! – zombou Lucas.
– O Bruno está olhando para mim. – pensei. – Ele gentilmente está estendendo sua mão para mim. É a primeira vez que sinto isso. *-*
– Aqui, Katarina! – disse Lucas
– Bruno! – falei em direção a ele com os braços abertos para dar em um abraço.
OBS: Katarina estava se imaginando uma noiva e o Bruno ela estava imaginando um príncipe. Como Isabela ( sua amiga), já disse em alguns capítulos atrás... Katarina, você é uma criança abençoada.
– Sai fora! – disse o Bruno quando percebeu que eu estava indo abraçá-lo.
Ele saiu da frente e eu cai no chão, em cima do Lucas.
– O que está fazendo Katarina? – perguntou Lucas sem graça.
– Bruno *-* – falei ainda sonhando.
– Ka-Katarina. – disse Lucas como um tom de, tipa-çin “Acorda”.
– Hã? Lucas, porque eu...? Cadê o Bruno?
– Porque você está toda boba? – perguntou Lucas. – Anda logo e me passa o bastão.
– Bastão? – dei um grito. – é mesmo.
– O terceiro corredor da Classe-F acabou de colidir com o ancora. – disse a mulher da rádio.
– Idiota! – disse o Bruno atrás de mim. – Classe-E acaba de passar na frente.
– Classe-E está agora liderando após ser entregue o bastão ao ancora. – continuou a mulher da radio.
– Tudo bem Katarina, deixe comigo! – disse o Lucas correndo quando já se afastava.
– Ah, não – pensei. – Como pude cometer um erro desses? Não consegui ver nada além do Bruno.

– Classe-F está passando na frente! Estão em primeiro lugar novamente apesar da entrega tardia do bastão. – disse a mulher da radio. – Ah! Nossa, inacreditável, até a Classe-A passou na frente da Classe-E! A Classe-A está aumentando o passo! O ancora da Classe-A é o grande... Bruno!
OBS: Estava assim, Lucas (F) na frente e Bruno (A) logo atrás de Bruno, e um garoto lá que não conheço, em ultimo lugar, que no caso (E).
– Bruno, Lucas... – pensei
– Classe-F e A estão lutando pela liderança. Só falta meia volta! – olhei para eles e arregalei os olhos – Bruno é rápido! Os dois se aproximam rapidamente! – disse a mulher da radio – Ah, Bruno passou na frente! Bruno da Classe-A agora é o primeiro! Só falta mais 50 metros para a final.
– Não acredito! – pensei – Bruno... – dois garotos estavam me cutucando, ansiosos – Ei, não empurra – falei antes de cair na pista. Bruno passou pela faixa e em seguida tropeçou em mim.
– Katarina! Bruno! – Raquel deu um grito lá de trás que deu para todos ouvir.
– Ah, não! Bruno tropeçou e caiu em cima de uma menina perto da final! – disse a mulher da radio.
– Sua idiota! – gritou Bruno furioso – Porque está dormindo em um lugar como esses? – eu o ignorei e continuei na mesma posição com os olhos fixados. – HÃ?... Ei, Katarina. – murmurou bruno.
– Está doendo! – me virei quase chorando.
– Que saco! Porque tenho que ficar cuidando de você? – disse ele me pegando no colo.
– Desculpe – murmurei.
– Katarina, você está bem? – gritou Lucas. – Bruno, seu idiota, porque caiu em cima da Katarina?!
– Saia da frente! – disse o Bruno.
– O que há com você? Onde acha que vai levar minha Katarina? – perguntou Lucas
– Na enfermaria, obviamente. – Disse Bruno de saco cheio.
– Eu faço isso! – gritou Lucas. – Você e sua arrogância! – Bruno desviou do caminho e saio andando.
– A desculpa de um mau perdedor? – disse o Bruno continuando a andar.
– Maldição! – gritou Lucas.

– Você acredita? O Bruno da A, levando a Katarina da F, para a enfermaria. – Disse a mulher da rádio.
Raquel pegou em sua câmera, e começou a filmar. (novidade ¬)
– Muito bem Filhão! – disse Raquel.
– Ei, tudo bem fazer isso? – perguntei em cima da corcunda do Bruno.
– Já me acostumei – disse ele sorrindo.
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– Ei, por mais quanto tempo vai ficar vendo esse vídeo até ficar satisfeita? – perguntou Bruno para a Raquel.
– Mas, vocês dois façam tão lindos juntos! Vocês deviam se casar logo! – disse Raquel sorrindo. – Filho, na verdade, seu tipo de menina é alguém como a Katarina, não é?
– Mesmo? – perguntei arregalando os olhos
– Claro que não – disse ele com os braços cruzados.
– Você também não é o meu tipo. – respondi virando a cabeça.
– Ah, é mesmo? – perguntou Bruno com um olhar de malicia. – Eu também tinha certeza disso. Mesmo você tendo me mandado uma mensagem tão apaixonada. “Prazer em te conhecer, Bruno. Sou Katarina da Classe-F...”
–Não pode ser... Será que...? – perguntei.
– “Por dois anos, te admirei por sua inteligência e popularidade depois do seu discurso depois da cerimônia de calouros. Não tenho esperança nenhuma de ficar na mesma sala que você...” – disse o Bruno e eu dei um grito.
– Sobre o que é isso? – perguntou Raquel juntando suas mãos. – Então, filho, o que isso significa?
– “Bruno, eu te amo” – continuou o Bruno.
Eu me levantei e dei um tapa na cara dele. Todos ficaram surpresos com a minha reação. Ele ficou olhando seriamente em meu olhos, com a boca meio que aberta com um olhar furioso e ao mesmo tempo inocente.
– Você... Leu sem minha permissão! – gritei – isso é terrível!
– Você escreveu para mim, não foi? – perguntou Bruno furioso.
– Você não tinha que memorizar! – senti uma lagrima escorrendo pelo meu rosto.

– Não é minha culpa se consigo memorizar tudo depois que leio uma vez. Diga...
– Katarina, será que você..., escreveu uma carta de amor para o Bruno? – perguntou Raquel com os olhos brilhando e interrompendo o Bruno.
Respondi que sim com a cabeça.
– É verdade, Katarina? Sem me contar?! – perguntou meu pai.
– Então, o que eu disse antes não foi apenas um sonho! – disse Raquel abrindo um sorriso enorme em seu rosto.
– Espere Aí! – Disse o Lucas, atrás da janela aberta.
– Lucas, porque está aqui? – perguntei confusa.
– Para te proteger desse idiota, obviamente. – disse Lucas dando a volta e entrando na casa. – Olá, todos da família Carter. É a primeira vez que nos conhecemos. Sou amigo de Katarina, Lucas. Sou completamente devotado a Katarina. Meu coração é inteiro da Katarina. Minha paixão é a numero um do mundo. Tenho certeza de que não serei ultrapassado por ninguém.
– Espere Lucas, O que...?
– Ah, nossa. Você é bem popular com os garotos Katarina. Isso é um problema. – disse Raquel.
– Eu não...
– Comparando a isso, o Sr.Gênio aqui... Não só ama a Katarina, ele odeia ela. Casamento fica fora de cogitação. Bem, isso é algo que ele teria que dizer. – disse Lucas
– Não sei sobre isso – respondeu Bruno, e todos arregalaram os olhos. – Os sentimentos podem mudar... Por exemplo, você pode odiar alguem hoje, mais pode vir a amar essa pessoa amanhã.
– O que disse? – perguntou Lucas furioso.
– Por favor, sinta-se à-vontade – disse Bruno indo para seu quarto.
– Ei, não acabei de falar! – gritou Lucas.
OBS: E, do lado de fora, Isabela e Mariana escutando tudo, ah, safadinhas...
– “Pode amar”...? – pensei – Bruno disse isso? Não acredito.

No outro dia na escola, estava andando pelo corredor.
*** É a Katarina!*** Ela e o Bruno são um casal inesperado.***
–Eu fiz algo de errado? – perguntei-me
– Ei! – disse o Bruno.
– Fala... – ele está bravo?
– Venha. – disse ele me puxando pelos braços
– Huh? Sobre o que é isso? – pensei indo em direção a ele.
– O que foi dessa vez?
– Aquilo, de uma olhada – disse ele apontando.
OBS: Era outro cartaz, escrito: Eles fizeram seus votos de matrimonio ontem. Bruno: Vamos nos casar um dia. Katarina: Estou muito feliz. 3-A Bruno Carter. Esposa, Katarina.
– Quem ia desenhar? – perguntei.
– É o que eu quero saber. – disse o Bruno furioso. – Desenhando essas besteiras de novo.
– Não é exatamente besteira. – Falei olhando para o Bruno com raiva.
– O que disse? – perguntou ele juntando as sobrancelhas.
– Porque... Ontem você disse que tinha uma oportunidade de você vir a me amar.
– Eu disse por causa da situação! – disse ele sem jeito.
Comentários: *** Tá esquentando o clima aqui...*** Eles já estão tendo uma briga de marido e mulher ***
– E também, nada de bom aconteceu depois que você apareceu. – continuou ele, me segurei para não rir. Estávamos andando juntos pelo corredor discutindo.

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Terceiro Capitulo ®  escrito em segunda 10 agosto 2009 07:22

Terceiro Capitulo


– Faz quatro meses desde que... A família Carter começou a cuidar da nossa. Finalmente me acostumei a morar com eles – bocejei de um jeito bem preguiçoso
– Que boca grande. – reclamou Bruno – Se apresse, eu também preciso usar o banheiro para escovar os dentes, droga.
– Espera – fiz uma careta colocando pasta na escova de dente.
Credo, ele é tão tirano. Mas... ele é o Bruno, o cara que eu amo... Olhei para o Bruno. Ele foi ao meu lado e passou pasta na escova dele também.
– Nossa, vocês dois acordam cedo nas férias de verão. – disse Raquel
– Hmm, Bom dia – sorri com a escova de dente na boca
– Eu tenho atividades do clube. – disse Bruno – Parece que a razão dela é um pouco diferente.
– Katarina – gritou Lucas na janela – Vamos para a aula extra juntos!
Raquel e Bruno olharam para mim. Terminei de escovar os dentes e fui até a janela.
– LU-LUCAS! O que está fazendo aqui?
– Aula extra? Kata, você não ficou no lugar de numero 50? – perguntou Raquel
– Aqueles foram no meio de semestre – falei sem graça
– Você foi mal na finais, certo? – disse Bruno com um olhar provocador
– Cala boca – murmurei empurrando o Bruno pro lado para eu passar.
Fui em frente ao espelho enorme da sala para escovar meu cabelo.
– Você é mesmo estúpida. – disse Guilherme.
– De que você esta falando? – perguntei entediada.
– Aula extra, certo? Você é inútil sem a ajuda do meu irmão. Como pensei – disse Guilherme dando um sorriso debochado e fazendo anotações em seu caderno.
– O que está fazendo? – perguntei tomando o caderno de suas mãos
– Não olhe! É minha pesquisa de verão. – disse ele pegando de volta o caderno.
– Como? Já começou? – perguntei
– Claro. É lição de casa afinal.
– Honestamente, lição de casa de verão só deve ser feita nos dois últimos dias de férias.
– E é por isso que você tem que ir para aula extra.
Fiz uma careta.
– Estou indo. – Disse o Bruno em direção a porta.

– Ah! Droga. Eu tenho que correr! – gritei – Esqueci minha bolsa!
Fui correndo para meu quarto busca-la.
– Nossa, que menina barulhenta. Mas, isso torna perfeito desde o inicio. – disse Guilherme segurando o livro.
OBS: titulo do livro: Anotações sobre observações da Katarina.
Anotação– 26 de Julho, férias de verão começam hoje. Porém Katarina já estava em pânico para ir para sua aula extra. Eu pensei, “Não quero virar estudante igual a ela. ” –
Bruno já estava em frente a casa e deu de cara com o Lucas.
– Bom dia Sr.Gênio! – disse Lucas com deboche. Bruno ignorou. – Que chique, jogando Tênis de manhã.
– Você parece estar se esforçando bastante também! – disse o Bruno friamente.
– Humpf! Você não sabe como ser chamado de gênio o tempo inteiro o torna um monstro! – disse Lucas
– É verdade. – disse ele já andando, e Lucas fez uma cara de taxo.
– Lucas, desculpa te fazer esperar. – falei correndo em sua direção – Vamos?
– Sim. – disse Lucas
– Divirtam-se! – gritou Raquel.
Raquel olhou para o correio e viu que tinha uma carta.
– Os pais vão ter uma reunião escolar? – perguntou Raquel sozinha, lendo a carta. – Entendi – disse Raquel com malicia.

Na escola...
– Katarina, bom dia! – disse Isabella
– Ei, ei. Você não era o Bruno da Classe-F? – perguntou Mariana
– Bem... Acho que o efeito de inteligência acabou – falei sem graça
– Típico de você. – zombou Isabella
– Ah... Pensando bem, seu marido está aqui. – disse Mariana olhando pela janela da sala que dava na quadra.
Fomos até a janela.
– Meninas, o que estão assistindo? – perguntou Lucas após chegar
– Bruno é tão lindo – falei com um tom de desejo.
– AAAH! Katarina, tenha mais um homem do que beleza! – gritou Lucas
As aulas voaram e já estava na hora de saída
– Hmmm, Katarina, afinal, como anda a construção da nova casa? – perguntou Lucas
Parei por um tempo para pensar.
– Na verdade, nem eu sei. – respondi
– HÃ?
– Meu pai também não me falou quase nada.
– Nossa, nesse caso, vamos dar uma olhada. – disse Lucas
– Agora? – perguntei
– Claro! – respondeu Lucas – vamos ver como está indo. Você deve sair da casa daquele demônio quanto antes possível.
Saindo da escola, fomos até a casa, ela não tinha começado quase nada.
– Ah, cara. Você está de brincadeira! – gritei
– Bixo, não progrediu nada! – disse Lucas
– Eles só fizeram esse tanto em quatro meses? – perguntei – qual o significado disso?
Fiz uma cara de lembrar de algo e sai correndo.
– Ei, Katarina! – gritou Lucas

Os pais planejando criar uma casa:
– Vamos fazer esse aqui o quarto do Guilherme – disse o pai do Bruno apontando para o desenho no papel.
– Isso mesmo. Ele vai ficar grande logo! – disse Raquel
– Então, não tem problema fazer dessa sala a sala de karaokê. – disse o pai do Bruno.
– Coloque isso no porão, por favor. – disse Raquel apontando para o desenho. – Ah, mais importante, temos que ver o quarto do Bruno e da Katarina! E do bebê também.
– Você não precisa se preocupar tanto conosco – disse meu pai
– Ah, que nada. – disse Raquel – Primeiro, temos que esperar eles se formarem ano que vem. Então, podemos proceder com o plano.
– Proceder com que plano? – perguntou friamente Lucas após flagrar a conversa.
– Nada. –respondeu Raquel entediada
– Arh, filho – disse o pai do Bruno assustado
– Cheguei em casa! – gritei abrindo a porta rapidamente – Pai, a nova casa...!
– Isso não é engraçado. Eu casar com ela? – gritou Bruno.
– Casar? – pensei
– Por favor, se acalme filho! – disse o pai do Bruno.
– Mas, você ia se opor se eu contasse. – disse Raquel
– Claro! Não tem como eu ficar com alguém como ela para sempre! – disse Bruno
Fiz uma careta e abri a porta do quarto.
– O que quer dizer com isso? – gritei

– Só estou dizendo que eu tenho o direito de escolher. – respondeu Bruno.
– Mesmo que você diga que quer se casar comigo depois, eu definitivamente não irei casar! – falei
– Isso me acalma! – disse o Bruno – De qualquer jeito, vamos terminar essa discussão! – Bruno saiu do quarto
– Porque o Bruno tem que ser assim? – perguntou Raquel com um rosto triste.
Subi para meu quarto.
– Já chega! – joguei o travesseiro no chão – Ele não tinha que falar comigo desse jeito.
Meu telefone começou a tocar
– É a Isabella! – atendi – Oi? Hmmm, Mundo da Agua? Quando vocês vão? 26 de agosto? O dia depois que acaba nossas aulas, certo? Ir à piscina com todos? Sim, eu vou!
OBS: Raquel estava ouvindo a conversa atrás da porta.
– Katarina vai para a piscina? – pensou Raquel com malicia
Guilherme em seu quarto:
–Katarina continua com suas ações idiotas! – murmurou Guilherme sozinho, fazendo anotações em seu caderno – 5 de agosto, Minha mãe fez um bolo, depois que Katarina começou a ajudar no meio do caminho, virou algo nojento. Ela definitivamente é uma idiota. 10 de agosto, meu irmão disse que o ronco da Katarina é incrivelmente alto. Gostaria de confirmar eu mesmo da próxima vez.
No outro dia:
– Desculpe por isso, Raquel – disse o pai do Bruno – Nós vamos ficar fora por uma semana.
– Não se preocupe. É um reencontro, não é? E também, faz um tempo que vocês não voltam à cidade de seus pais. Por favor, não se apressem. – disse Raquel.
– Katarina, trago uma lembrancinha para você. – disse meu pai
– Não precisa pai – falei abraçando ele – Tenham uma boa viagem!
– Então, estamos indo! – disse eles em coral saindo e fechando a porta.

– Parecem animados – comentei
– Katarina, você está de verias de verão, deveria sair e se divertir. – disse Raquel com um tom doce.
– Acho que tem razão. – concordei
– Por exemplo, que tal ir à piscina? – perguntou Raquel
– Hmmm, eu e minhas amigas estamos planejando ir ao Mundo das águas depois da aula extra amanhã.
– Que bom, Kata. – disse Raquel sorrindo – Hmmm, pode me ajudar a molhar as plantas no jardim?
– Claro! – respondi
No outro dia, depois da aula extra no Mundo das águas:
– Não tem nenhum gatinho por aqui? – perguntou Isabella com desanimo
– Lugares como esses são cheio de pessoas trazendo seus filhos. – comentou Mariana.
– Ah, acho que sim. – disse Isabella – Mas mesmo que tivesse, com o maiô que a Katarina está usando... – ela riu
– O que foi? – perguntei
– Hmmm, meio fora de moda. – disse Mariana
– Ei! O que isso quer dizer? – fiz uma careta
– Na verdade, Katarina fica linda independente do que usa. – disse Lucas.
– Algo de errado com o que eu estou usando? – perguntei
– Que roupa de banho sem graça! – disse Guilherme ao lado de Bruno.
– Bru-Bruno! – gritei
– Que isso? Você está nos seguindo! – disse Lucas – bom trabalho.

– Acho que o Bruno iria preferir se eu estivesse usando um biquíni igual o da Isabella. – pensei
– Então era isso, quando Guilherme falou que ele só podia vim se eu fosse com ele. No mínimo minha mãe planejou tudo. Que estupidez – pensou Bruno
– É uma boa idéia vocês da aula extra estarem aqui? – perguntou Guilherme – Vocês não terminaram sua lição, não é?
– Já te falei, termino só nos dois últimos dias! – falei
–É férias de verão, afinal. Esqueça coisas tipo lição de casa! – disse Lucas – Qual a graça se você não se divertir? Venha Katarina, vamos lá. – ele me puxou pelos braços e Guilherme fez uma careta.
Nós nos divertimos muito. Fomos em várias piscinas diferentes, brincamos de quem nada mais rápido (Sim, é estúpido. Foi Lucas que deu a idéia, embora ninguém quisesse) Chupamos vários picolés... Agora estávamos em uma piscina simples, de adulto. E Guilherme na de crianças.
– Não vou conseguir enxergar se não chegar perto. – pensou Guilherme. – Ei, Bruno! Quero sorvete! – gritou Guilherme
– Sorvete? Hmpf, espere aqui até eu voltar. – disse Bruno se levantando e fechando o livro.
Enquanto Bruno ia comparar o sorvete de Guilherme, ele saiu da piscina de crianças e correu em frente à de adultos.
– Anotações sobre observações da Katarina. Hoje ela está usando a roupa de banho do colégio.
Guilherme terminou de anotar, largou o livro e foi entrar na piscina de adultos. Guilherme obviamente não tinha altura o suficiente para aquela piscina e também não sabia nadar, então, ele estava se afogando.

– Baunilha? – perguntou o sorveteiro
– Sim. – respondeu Bruno.
– Parece que uma criança quase se afogou. – comentou alguém.
Bruno olhou para trás e saiu correndo.
– Ei, senhor! – gritou o sorveteiro
– Guilherme! – murmurou Bruno
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– Guilherme! – falei olhando ele deitado no chão e balançando-o – Guilherme!
Ele acorda assustado.
– Onde estou? – perguntou ele.
– Ainda bem! – soltei um ar de alivio.
– Porque vocês...?
– Ei,isso é coisa de se falar quando a Katarina acaba de te salvar? – disse Lucas
– Salvar? – perguntou Guilherme

Bruno acaba de chegar com um rosto preocupado e escuta a fala de Guilherme “Salvar”
– Você não deve entrar em uma piscina onde suas pernas não alcançam o fundo. – falei sorrindo.
– Mas, criancinha, você não sabe nadar? – perguntou Lucas colocando a mão na cabeça de Guilherme.
– Cala boca! Não me toque idiota. – gritou Guilherme – especialmente por você ser do bando da aula extra
– O que disse?! – perguntou Lucas com uma careta
Guilherme sai correndo e senta em um lugar para poder observar todos na piscina adulta.
– Que saco, o que há com eles? Tratando-me igual uma criança. – pensou Guilherme
– Ei, Guilherme! – gritei
– Veio rir de mim? – perguntou Guilherme com raiva e seu rosto virado para o outro lado.
– Não. – respondi
–Então, por que...? – perguntou Guilherme virando-se para mim.
Sorri e me sentei ao seu lado.
– Vamos andar lá! – falei apontando para um tobo-águas gigantesco.
Guilherme fez uma cara de espanto
– É um tobo-águas famoso pelo seu tobogã. Vamos?
Guilherme fez um pouco de silêncio e olhou para baixo
– É férias de verão, tem que se divertir, certo? – falei segurando sua mão – Vamos! – puxei ele
– Ta, mas me solta! – debochou Guilherme
– Vamos! – sorri
– Sua estupidez vai me contagiar!
– Humpf! Nossa.
Bruno ficou de longe olhando

– Eu disse me solta, estúpida! – gritou ele e eu morrendo de rir.
Lucas e Guilherme fizeram uma aposta em descer o todo-águas, e não paravam de gritar “Não vou perder pra você”
– Fico feliz que o Guilherme parece bem. – falei aliviada
– Lucas se da bem com aquela criança. – comentou Mariana
– Você quer dizer que o Lucas é como uma criança do ensino fundamental? – zombou Isabela
–Se apresse e desce também, Katarina! – gritou Lucas lá de baixo
– Tá com medinho? – zombou Guilherme
– Haha, agora você vai ver! – falei
Sentei no tobo-águas e comecei a descer gritando e sorrindo, do nada uma enorme dor surge em minha perna acabando com toda a minha felicidade.
– Deu câimbra em minha perna! – sussurei.
Comecei a gritar até que caio na piscina. Não consegui nadar por causa da câimbra então eu estava me afogando, eu já estava sem ar, quando alguém me puxa pelos braços.
– Você está bem? – perguntou Bruno me segurando e preocupado
Comecei a tossir.
– Bruno... – falei sem pensar
Ele me tirou da piscina e me sentou no chão, começou a massagear meu pé.
– Bruno. – murmurei – Obrigada.
– Sem problema. Você também salvou o Guilherme, certo?
–Hmmm, sim.
Olhei para suas mãos em meus pés e sorri
– Bruno é tão gentil – pensei
De longe agora Lucas nos observava, gritando com o maior ódio possível. Guilherme cutucou Lucas.
– O que quer droga? – gritou Lucas
Guilherme balançou a cabeça dizendo “não” e isso fez com que Lucas se calasse. E novamente voltou a me observar percebendo que estava vermelha com Bruno por perto. Misteriosamente um flash veio em nossa cara. Perai, me deixe adivinhar... Raquel. Ela sorrio maliciosamente
– Nossa Bruno, mesmo você comentando essas coisas... – disse Raquel sozinha – Ok, só mais um empurrão.

Chegamos em casa e Guilherme logo foi fazer suas anotações em seu maldito caderno.
Anotações sobre a Katarina: 26 de agosto, fui à piscina hoje. Katarina quase se afogou com sua roupa de banho sem graça. Então, eu salvei ela.
Virou noite e logo em seguida amanheceu. Eu estava no sofá da sala lendo umas revistas.
– Katarina. – disse Raquel aproximando-se. – Desculpe, aconteceu algo e eu vou ter que ir para a casa da minha mãe também. – disse Raquel com as mãos dadas ao Guilherme e com malas prontas.
– O que houve? – me espantei
– Recebi uma ligação hoje cedo dizendo que minha mãe não estava se sentindo bem.
Me levantei do sofá – Coitada. – fiz um rosto triste
– Parece que não é nada sério. Mas, fiquei preocupada, então quero ir vê-la.
Bruno se aproximou.
– Tudo bem, então.
– Levarei o Guilherme comigo, então, deixarei a casa para você e o Bruno.
– Ok... O QUÊ? – gritei
– Porque só eu? – reclamou Guilherme
– Não reclame,vamos ! – disse Raquel indo até a porta
– Não! Quero ficar.
– Não!
Eles saíram e a casa ficou silenciosa. Percebi a presença do Bruno.
– Vou ficar sozinha com o Bruno. – pensei fazendo a maior careta possível.
– Ei. Por favor, cuide da janta. – disse friamente o Bruno se retirando.
Não sei cozinhar bem, na verdade, nem sei cozinhar. Fui até a mesa com mais de mil livros com receitas.

– Ok, vou fazer algo incrível e surpreender o Bruno! – Coitada de mim, eu ainda tinha esperanças. Haha
Tempos depois só viram uma fumacinha saindo da janela da cozinha.
– Porque acabou assim? – murmurei
Bruno chegou na cozinha e tentou dar um jeito. Ele fez a comida (Me desculpe Bruno, mais você ficou lindo com um avental, OIASOAISA)
– Desculpa, Bruno. – falei sem jeito – Você sabe cozinhar! – fiz uma cara de malicia
– Acabei de aprender. – disse Bruno olhando para o livro de receitas
Logo depois Bruno terminou de cozinhar e fomos à mesa comer.
– Não acredito que estou jantando com o Bruno. – pensei – parecemos recém-casados. É isso! –Bruno... está gostoso?
Bruno fez uma careta como resposta e eu sorri sem graça. Tenho que pensar em algo para falar.
– Hmmm, Bruno...
– Que foi? – perguntou Bruno.
– Sobre a lição...
– Terminei tudo em um dia.
Me engasguei com a comida.
– Bem lembrado, você não vai conseguir acabar tudo só em dois dias com essa sua cabeça. – zombou Bruno.
– É mesmo tão difícil? – perguntei
– Ts! Boa sorte.
– Você não quer me ajudar um pouco...? – perguntei sem graça
– Não. – respondeu friamente o Buno.
– Que frio – pensei
Em outro lugar... Raquel com seu filho:
– Mãe, o que eu estou fazendo aqui? – perguntou Guilherme entediado.
– Será que os dois já criaram um bom clima? – Raquel riu – Quem sabe, pode estar indo mais rápido que imagino.
Em casa, Katarina estudando:
– Estou com problemas serio! – bocejei – Talvez essa não seja a melhor hora de me preocupar se estou sozinha com o Bruno. – deitei a cabeça sob a mesa. – Bruno já deve estar dormindo. Como ele já terminou a lição... Isso! Ele terminou!
Nas pontas dos pés fui até o quarto do Bruno.
– Querido Deus, por favor, me perdoe. Quero ver as respostas só um pouquinho. Infiltrando como o evento, a ninja Katarina aparece! – falei abrindo a porta do quarto do Bruno.

Logo de cara eu bati meu pé no cômodo. Quando eu ia gritar de dor lembrei-me que iria acordar o Bruno. Bruno abriu um olho.
– O que ela está fazendo? – pensou Bruno
Em outro cômodo, fui olhando os livros com a lanterna. Um livro me chamou mais a atenção.
ANOTAÇÕES DA KATARINA.
– Que diabos de livro...?
Fui passando as páginas.
ANOTAÇÃO: 28 de agosto. Férias de verão acabam em três dias. Mas, a Katarina ainda nem começou a fazer suas lições. Ela deve ta chorando igual um bebê. Estou ansioso por isso.
– Que pirralho...
Peguei a primeira caneta que encontrei e comecei a escrever em seu livro:
ANOTAÇÃO DA KATARINA COMO GUILHERME: Posso ter escrito um monte de coisas, mas na verdade a Katarina é uma amiga muito bonita, gentil, e maravilhosa. Eu amo ela!
– Arrumado! – falei – Oh! Não é isso que eu vim fazer Katarina!
Fui rodeando o quarto tentando achar o carderno do Bruno.
– Cadê o caderno do Bruno? – fui revirando tudo – AHÁ! Achei.
Peguei o livro e fui em direção a porta quando uma mão segura meu braço me impedindo de sair. Gritei o mais alto que pude.
– O que está fazendo? – perguntou Bruno
Joguei o livro no chão.
– Não fiz nada!
– Hmmm.
Ele olhou para sua lanterna em minhas mãos que eu acabara de pegar.
– Não roubei nada! – Joguei a lanterna no chão também

– Eu sei. – disse o Bruno sorrindo maliciosamente
O Bruno me pegou e me jogou em sua cama e segurou meus braços
– Não se preocupe, não vou te deixar com vergonha. Lucas disse antes: “Você nunca sabe quando um gênio vai se tornar um monstro”
Bruno aproximou sua cabeça. Eu fechei meus olhos com força
– Não! Bruno, eu gosto de você, Mas... Ainda é muito cedo. Devemos ter um relacionamento saudável primeiro e...
Percebi ele rindo de minha cara. Ele me soltou
– Não se preocupe. – disse ele rindo demais – Não ligue para a parte do saudável, não pretendo ter nada com você.
Me levantei da cama.
– AH! Você estava me enganando! – falei indo em direção a porta.
– Ei, você esqueceu algo. – disse o Bruno com seu caderno na mão
Sai do quarto e fechei a porta.
– Que pena. Eu estava pensando em te emprestar o caderno para recompensar o susto que te dei. Azar se você não quer.
Segundos depois abri a porta rapidamente.
– Vou aceitar já que você insiste! – falei
Ele fez uma cara de taxo.
– Hmmm, vou precisar da ajuda de copiar também!
A cara de taxo dele piorou
Na mesa:
– Ah, sim. – sorri – Acho que entendi.
– Ela realmente é fora do serio – pensou Bruno
– Ei, Bruno, o que é isso? – perguntei
– HÃ? Você não disse que entendeu agora mesmo?
– Bem, eu entendi quando você explicou.
– Inacreditável.
– Assim?
– Errado!
– Mesmo? Porque?
– Porque estou me esforçando tanto? – pensou Bruno
Bruno pegou a régua e bateu de leve em minha cabeça.
– Ai!

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Quarto Capitulo ®  escrito em segunda 10 agosto 2009 07:26

Quarto Capitulo

Hoje, é a nossa festa comemorativa do ano novo. Que esse ano seja bom. Olhei para o Bruno. Peguei um papelzinho que nem todos pegaram, nele estava escrito:
– “Ótima sorte”! – falei contente
– Que bom! Disse Raquel atrás de mim.
Guilherme leu o seu papel e em seguida fez uma careta.
– O que foi Guilherme? – perguntei curiosa tomando seu papel
– “Prestar atenção para não ficar doente”? – li o que estava escrito de seu papel e em seguida comecei a rir.
Guilherme tomou o papel rapidamente da minha mão
– Superstições bobas!
– E você conseguiu entrar na sua faculdade! Isso é um sinal de coisas boas que estão por vir. – disse meu pai a mim
– Agora só falta as coisas derem certo com você e o Bruninho – disse Raquel e em seguida sorriu.
– Bom... – falei sem graça
Bruno amassou o seu papel e jogou no lixo, logo todos percebem sua reação e ficaram curiosos.
– Seus estudos estão indo bem? –perguntou meu pai
– Sim – sorri – Bruno vai conseguir entrar na faculdade de Tóquio, não é?
– Fernando, é um bacharel lá afinal. – disse meu pai
– Ainda não decidi se ainda vou para a universidade de Tóquio. – disse Bruno olhando para mim
Todos se espantaram.

– Ei, você está falando serio? – perguntou Fernando
– Calma, calma. – disse Raquel – ele pode decidir depois de fazer a primeira fase. Ah! Filho, o que estava escrito em sua sorte?
– Nada de importante.
OBS: Escrito, má sorte.
[...]
No outro dia, na escola:
– Bom dia pessoal! – falei
–Ah, Katarina, bom dia! – disse Mariana
– Bom dia! – respondi
– Boa sorte essa ano, Kata! – disse Isabela
– Para você também – sorri – Seremos universitárias em três meses – sorri
– Ei! Feliz ano novo! – disse Lucas se aproximando
– Lucas! – falei – quanto tempo.
– O que você tem feito? Ficamos preocupadas com você, já que sumiu. – disse Isabela
– Você re-fez o exame? – perguntou Mariana
– Errado. Não vou para a faculdade!
Todos se esperam na sala de aula.
–HAHA, estarei um passo a frente de vocês para me tornar um adulto. – disse Lucas – Com isso, estarei pronto pra você a qualquer hora, Katarina.
Fiz uma cara de entediada
– Quer dizer que você vai arrumar algum emprego? – perguntei
– Isso mesmo. E já achei onde trabalhar.
– Que tipo de empre...– perguntou Isabella
– SEGREDO! – gritou Lucas interrompendo Isabela. – Mas, logo irei convidar todos lá.
– Lucas... Desculpe por estragar sua felicidade... Mas, a Katarina vai para a faculdade e vai conhecer todos os tipos de garotos. – disse Mariana

– Ahã, e tem mais, não parece que ela vai sair da residência Carter tão cedo. – disse Isabela olhando para Mariana
–Sim, tem razão. – concordou Mariana – Porque não desiste logo?
– Que ingênua! – disse Lucas – Eu tenho o plano “Eu amo” perfeito! – ele deu gargalhadas
– Plano “Eu amo”? – perguntei – que diabos de plano é isso?
– Ele é bem persistente – sussurrou Mariana em meu ouvido
Saímos da nossa sala e fomos dar uma espiada na sala 3-A.
– A Classe-A está fazendo estudo de ultima hora pra primeira fase? – perguntou Isabela
– Então, o Bruno vai tentar a universidade de Tóquio? – perguntou Mariana
– Sim, provavelmente. – respondi
– Então, ele deve passar sem problemas – disse Isabella andando na frente e Mariana foi logo atrás.
Fiquei parada olhando o Bruno.
– Eu queria muito na mesma faculdade que o Bruno. – pensei – Mas, não tem nada a se fazer... Boa sorte, Bruno.
20 de Janeiro, em casa:
– Tem certeza de que não esqueceu nada? – perguntou Raquel ao Bruno. – Sua inscrição da prova?
– Eu peguei, não se preocupe. – respondeu o Bruno
Bruno tossiu
– Tosse? – perguntou Raquel colocando a mão na cabeça de Bruno – Ah, você está com febre.
– É isso! Espere aí! – falei me retirando
Depois de uns minutos voltei com um copo D’água e uns comprimidos.
– Isso é bem eficiente! – falei – Você vai ser curado imediatamente!
Bruno pegou o comprimido, enfiou na boca e em seguida pegou o copo e bebeu a água.
– Ei, espero que não seja o que eu estou pensando, mas... Esse remédio não causa sonolência, não é?
Fiz uma cara espantada
– Por favor evite dirigir, após tomar – falei sem graça – O que vamos fazer? Coloca pra fora!
– Esqueça! – disse friamente o Bruno.
– Deve ficar tudo bem! – disse Raquel sem graça – Filho, você devia se apressar.
– Sim, estou indo.
– Boa sorte – murmurei

No lugar dos testes do Bruno:
Bruno estava enxergando tudo embasado, não conseguiu ler nem uma pergunta da prova morrendo de sono.
– Estou me sentindo meio tonto. – murmurou o Bruno sozinho – Maldição!
Em casa:
– Nossa, o que eu fiz? – perguntei sozinha indo até a janela – Querido Deus, por favor, faça com que o Bruno vá bem no exame.
Olhei pela janela e vi o Bruno passando na rua.
– Bruno!
Desci correndo as escadas e abri a porta da casa para o Bruno.
– Bruno... Como foi o exame? – perguntei sem graça
– Eu estava vendo em dobro quando olhava o papel do exame. – disse o Bruno
– E então...?
– Saia da frente. – disse friamente o Bruno
– Hmmm, desculpe – falei saindo de sua direção
– Minha cabeça também não estava lá. Posso não conseguir. – disse o Bruno indo até o seu quarto.
– O que devo fazer? – perguntei sozinha – Foi por minha culpa, o futuro do Bruno...
Depois de uns dias, de noite, no horário da janta em outro lugar:
– Boa sorte! – gritou todos formando um coral e fazendo um barulho com os copos formando um brinde.

– Parabéns por passar na primeira fase! – disse o Fernando
– Parabéns, Bruno! – falei
– Gênio é outra história! – disse meu pai
– Bem, eu sempre achei que o Bruno iria bem. – disse Raquel.
– Isso está bom até o resultado oficial. – disse o Fernando olhando o papel e amostrando a todos
– Uau, isso é incrível! – disse meu pai
– Eu sabia que ia passar depois de checar as questões sozinho.
– Nossa, você deveria ter me contado antes, então. – queixei – Fiquei preocupada quando você disse que talvez não conseguisse.
– Mas, eu não estava brincando quando disse que eu estava tonto. – disse o Bruno
– É porque sempre a Katarina faz coisas desnecessárias. – disse Guilherme
– Sim, como essa. – disse o Bruno amostrando um papel com vários dados e coisas da universidade com um desenho do lado da Katarina escrito Boa sorte.
– Que lindo! – disse Raquel.
Ri sem graça
– O examinador rio de mim e foi constrangedor – disse o Bruno. – Honestamente... Me drogar, fazer eu te dar aulas, e espalhar fofocas pelo colégio.
– Desculpa. – falei sem graça

– Você não entende, Bruno. – disse Raquel – é melhor ter uma vida cheia de suspense e drama.
– Como isso seria divertido? – perguntou Guilherme. – A Katarina é o azar do Bruno – ele apontou para mim
– Azar? – fiz uma cara de taxo
– Não é mesmo, Bruno? – perguntou Guilherme
Bruno ignorou
– Bruno?
Em seguida a porta se abriu
– Boa noite! – gritou Lucas
– Lu...Lucas! – falei
– Katarina! – disse o Lucas espantado.
– O que está fazendo aqui? – perguntei
– Agora não tem o que dizer, já que você descobriu. – disse o Lucas – Katarina, vou me tornar um chefe! Vou trabalhar nessa loja. Vou me casar com você e permitir que seu pai descançe sem preocupações. Uma ótima idéia, matar dois coelhos com uma só cajadada.
– Espera aí! – falei – Então o plano “eu amo” que você estava falando aquele dia...
– Sim, é isso! – disse Lucas
– Ei, ainda não aceitei ser seu professor.
– Ei, calma, não seja assim. – disse Lucas – Vou vir aqui todos os dias até você me aceitar. Te vejo depois, Katarina! – disse o Lucas antes de sair.
– Acho que a única chance é fazer o nosso filho se tornar um chefe de cozinha! – comentou Raquel
– Ei, ele vai entrar para minha empresa! – disse Fernando – Por isso, primeiramente, ela vai a faculdade de Tóquio.
– Por favor, não decidem minha vida por mim. – disse o Bruno – Já disse antes, não sei se entro na faculdade de Tóquio sim ou não.
– O que? Então para onde você vai? – perguntou Fernando
– Quem sabe, uma lanchonete com boa comida. – zombou ele

– Pare de brincadeira! – gritou seu pai – Escute aqui, Bruno! Se você continuar subestimando a vida, uma hora vai ter problemas sérios!
– Por mim, tudo bem. – disse o Bruno
– Você e essa sua atitude...! – disse Fernando
– Papa, tudo bem. – disse Raquel – Ele fez a primeira fase pelo menos. Ah, olhe as horas! Katarina, vamos?
– Ok. – respondi
– Temos algo a fazer, então vamos na frente. Vamos, Kata.
– Estamos indo.

Nos levantamos da mesa e saímos. Chegando em casa, fomos para a cozinha fazer bolo.
– É um sonho meu. –disse Raquel em um tom doce – Fazer chocolates pro dia dos namorados juntas desse jeito. Amanhã será o dia de determinar o seu futuro, Kata. Tenho certeza que vai conseguir.
– Hmmm, obrigada. Farei o meu melhor! – falei alegre. – Me pergunto se o Bruno realmente está planejando não ir para a Universidade de Tóquio. – fiquei um pouco mais quieta.
– Ah... – disse Raquel e depois de um tempo continuou – Eu acho que o Bruno deve ir para a faculdade que ele quiser.
– Ele é tão sortudo! – admirei – Ele pode fazer o que quiser.
– Sabe... Essa é a parte ruim. – murmurou Raquel
– Hã? – fiquei confusa
– Por não ter nada que ele consiga fazer, ele não tem objetivos, ou sonhos. – Raquel se deprimiu – Eu acho que ele não seria uma pessoa tão distante se ele não conseguisse achar isso.
Raquel entornou o chocolate na vasilha. Fiquei alguns minutos sem falar nada até que me lembrei de um dia que nós dois estávamos sozinhos.
“– Você é mesmo incrível – disse ele sério – Sinto um pouco de inveja.”
– Você e o Bruno podem ter possibilidades opostas... Mas eu acho que vocês formam um bom casal, porque um compensa o que falta no outro. – continuou Raquel
– Raquel...
– Então... Se esforce para amanhã – disse ela em um tom mais alegre
Dei um sorriso como resposta.
-------------------
– Terminamos! –exclamei pegando um biscoitinho e provando – Tenho um bom pressentimento sobre isso.
Guardamos as coisas em um local onde os homens da família não vissem. Raquel foi arrumar seus sapatos no multiuso e eu fui tomar banho, com a água quente caindo sob meu corpo. Logo terminei de tomar o banho e logo apaguei em minha cama. Eu estava tão cansada que acordei atrasada no outro dia.
– Ah não! Já é tão tarde? – perguntei sozinha após acordar olhando o relógio.
Escutei o bruno lá de baixo falando:
“– Estou indo.”
– Você não vai esperar a Katarina? – perguntou Raquel

– Por que deveria? – perguntou Bruno com desanimo
– Cara, você é tão frio! – gritei da janela
Arrumei-me hiper rápido, desci as escadas toda desajeitada ainda com sono.
– Kata, o Bruno já saiu, rápido! – avisou Raquel
Abri a porta e corri até que caio da escada
– Katarina, você está bem? – perguntou Raquel preocupada.
– Estou sim! – mentira é feio, Katarina.
– Boa sorte! – gritou ela
Corri até o terminal, só que o ônibus acabara de sair.
– Sem chance... – murmurei

Chegando da escola, fui dar uma espiada na sala do Bruno 3-A, que, já não é nenhuma novidade. Percebi, a sala sem nenhuma movimentação. Um nerd da sala 3-A entra na sala e me vê na porta, ele fez uma cara de retardado e continua o seu trajeto.
– A Classe-A definitivamente não vai está em clima pro Dia dos namorados. – murmurei
Bruno percebeu minha presença na porta, me olhou com reprovação. Dei um sorriso sem graça e acenei, ele ignorou e olhou para frente.
Saí dali e fui conversar com minhas amigas.
– Hã? Você ainda não foi dar o chocolate para ele? – perguntou Isabella
– Não tenho coragem de entrar na Classe-A durante a época de exames... – murmurei com um tom inocente em minha voz.
– AF, O que você está fazendo? – perguntou Mariana já entediada.
– Mas, eu definitivamente irei dar o chocolate para ele no intervalo. – falei confiante – Afinal, fiquei a noite inteira fazendo isso.
Minutos de silêncio e der repente fiz uma cara de dor.
– Ai! – falei
– Que ouve? – perguntou Isabela
– Meu estomago dói... – murmurei
– Ah, não. Você comeu algo estranho? – perguntou Mariana
– Não. – respondi – Não tive tempo de tomar o café da manhã.
Isabela se escorou em Mariana.
– Lembrei! – exclamei – Eu provei os chocolates.
– Sério? Isso não é péssimo? – perguntou Isabela
– Acho que você deveria re-considerar entregar esses chocolates pro Bruno. – disse Mariana
O professor iniciou a aula. Ele explicava várias coisas. Todos olhavam fingindo prestar a atenção, mais no fundo ninguém entendia nada. Inclusive eu, não estava dando um pingo de atenção, estava morrendo de dor, deitei minha cabeça sob a mesa e comecei a fazer “AAI” Bem baixo, para que ninguém ouvisse.
Chegando em casa, Raquel veio fazer seus interrogatórios, é claro.

– Você não deu para ele? – perguntou ela
– Sim. – murmurei – Se eu fizer ele passar mau por causa dos chocolates, vou repitir o mesmo erro dos remédios.
– Como está o seu estomago afinal, Kata? – perguntou Raquel preocupada
– Agora está bem. – falei mais animada
– Que bom. – disse ela com um pouco de alivio – Mas que pena que teve que desistir dos chocolates. Me pergunto se há algum outro jeito.
– Outro jeito? – perguntei pensativa
No outro dia, quando ele estava saindo, tomei sua bolsa da mão e comecei a prender uma coisinha.
– Pronto! – falei
– Que diabos é isso? – perguntou Bruno irritado
– Amuleto da sorte. – sorri – Eu fiz quando rezava para você passar.
– É isso ai Kata! – exclamou Raquel
– Você não aprendeu com os chocolates aquela vez? – perguntou Guilherme entediado.
– Ei Guilherme! – gritou Raquel
– A Katarina não passou mal depois de comê-los?
– Vai dar certo dessa vez! – falei – Tenho certeza que está abençoado por Deus. – Me virei para Bruno – Boa sorte! – sorri
– Boa sorte, filho. – disse Raquel
Bruno olhava o amuleto com reprovação.
– Muito obrigado, Kataria! – disse o pai do Bruno – Vamos, diga algo também – ele olhou pro Bruno.
– Tá, ta... Valeu. – ele disse com desanimo.

– Ei! – reclamou seu pai
– Está tudo bem, eu não ligo. – falei sorrindo sem graça
– Você tem tempo ainda? – perguntou Raquel – Vai se atrasar se perder tempo aqui.
– Ainda falta bastante. – respondeu ele entediado
– Não fuja! – disse seu pai
– Como se eu fosse fazer isso agora?! – Bruno aumentou seu tom de voz.
– Eu devo ir com você? – perguntei
Todos se espantaram
– Me decidi! Vou ver com meus próprios olhos o Bruno entrando no centro de exame na universidade de Tóquio!
– Como é? – gritou ele
– É uma boa idéia! – concordou seu pai – conto com você, Katarina.
– Sim! – falei confiante
Bruno colocou sua mão na cabeça com um jeito de desprezo.
Estávamos dentro do ônibus.
– Ei, você está nervoso? – perguntei
– Não. – respondeu ele tranquilamente
– Incrivel! – falei – eu ficava indo no banheiro no exame de entrada do ensino médio. – sorri
Novamente senti aquela dor, porém bem mais forte.
– Ai...
– Que foi? – perguntou ele
– Nada. – Dessa vez eu não comi nada de estranho para meu estomago novamente volte a doer.
Entraram mais pessoas no ônibus.
– E, nós descemos na próxima parada não é? – perguntei
– Ahã. – respondeu ele
Logo ele fez uma cara esquisita.
– Que foi? – perguntei
– Minha bolsa está presa. – respondeu ele
Olhei para a janela e era logo o amuleto que estava do lado de fora.
– Ei, a próxima parada a porta abre...
– Do outro lado! – continuou ele minha frase

As portas do outro lado se abriram
– Bruno... vá na frente, eu tento tirar! – falei
– Não posso ficar de mão abanando! – disse ele
Puxamos com força a mochila até que soltou.
– Soltou! – falei alegre
Nós olhamos quando as portas estavam se fechando.
– Espere, estamos saindo! – gritei
Conseguimos sair do ônibus.
– Foi por pouco! – falei – ainda bem que eu vim!
– Isso não teria acontecido se você não tivesse me dado esse amuleto, droga!
Bruno fez uma cara de reprovação e saiu andando. Depois ele parou de andar e olhou para trás.
– Já chega, volte para casa. – disse ele em um tom mais calmo se lembrando do que dizia na sorte dele.
Balancei a cabeça dizendo não.
– Como quiser. – disse ele
Novamente a dor voltou.
– Meu estomago esta doendo novamente. – murmurei com dor – Até o Bruno atravessar o portão da universidade de Tóquio... Isso mesmo, tenho que ter certeza.
Depois de um tempo, chagamos lá.
– Está feliz agora? Até depois! – disse Bruno
– Boa sorte! – acenei tentando esconder a dor que eu sentia
Sai de perto rapidamente. Depois de um tempo o Bruno escuta uma mulher perguntar:
– Você está bem?
Bruno voltou e olhou... Ele me viu sentada no chão com os braços apertando a barriga, cheia de dor.

– Ei! – gritou Bruno
– To bem, vá Bruno! – tentei me levantar mais em um passo cai.
– Ei! Katarina! – gritou Bruno já me pegando no colo – Onde tem um hospital por perto? – perguntou Bruno para a moça.
– Hmmm, o hospital da universidade é lá pra baixo. – ela apontou
Bruno estava indo em direção ao hospital me carregando no colo (uiquilind*-)
– O exame... – murmurei
Chegamos no hospital, estava deitada em uma cama, com uma roupa cafona.
– Ela esta... – disse o médico e antes de ele terminar sua frase eu cai no sono e não escutei o resto – ela provavelmente está agüentando em um bom tempo.
– Bruno, vá – murmurei sonhando
Depois lentamente abri meus olhos e vi todos ali.
– Kata. – dizia Raquel preocupada
– Filha! – disse meu pai
– Como tá dor? Já parou? – perguntou Raquel – Katarina, era apendicite. Mas está tudo bem, eles disseram que você recebe alta essa noite.
– “Apendicite”? – repiti
– Nossa, você me assustou agora. – disse meu pai – Achei que meu coração iria sair voando quando o Bruno me ligou.
AHÁ, LEMBREI!
–Bruno! Cadê ele? – perguntei
– Tudo bem. Ele deve está no meio dos exames agora. – disse Raquel calma – Ele com certeza volta assim que acabar, fique calma.
Imediatamente a porta se abre lentamente.
– Bruno! – gritei
– Ah, você está aqui. – disse ele também calmo
– Filho, não foi fazer os exames? – perguntou Raquel
– Não, eu estava com fome, então fui comer. – respondeu ele
– Então e o exame? – perguntou Raquel desesperada
– Não fiz.
Arregalei os olhos

– Não fez? – perguntei – É minha culpa... Realmente dessa vez é minha culpa. É minha culpa que o futuro do Bruno... – senti uma lágrima cair dos meus olhos
Voltamos para casa de noite, subi para meu quarto e de lá fiquei ouvindo as conversas, meu pai se desculpando, Raquel feliz porque o Bruno iria estudar na mesma faculdade que eu e o marido de Raquel confuso. Quando já era tarde, todos já haviam se deitar, eu arrumei minhas roupas em uma bolsa.
– Obrigada todos – murmurei só – Mas não posso ficar mais aqui.
Coloquei uma carta em cima do móvel. E sai da casa.
– Adeus, todos da família Carter! – murmurei – Obrigada por tudo que fizeram por mim. Vou morar silenciosamente em um lugar longe das vistas do Bruno.
– Ei, isso ai parece pesado. –disse o Bruno da janela me olhando com seu lindo sorriso e dentes brancos e deslumbrantes.
– Bruno? – me assustei
– Você deveria está se recuperando.
– Não me pare. Não posso mais... – abaixei minha cabeça
– Mas eu não estou tentando te impedir.
Fiz uma cara de bunda
– Está indo em bora porque eu não entrei na universidade? – perguntou Bruno
– Por causa do remédio daquela vez, e o que aconteceu agora... E como o Guilherme disse, eu só trago azar para você. Provavelmente vou causar mais coisas ruins se eu ficar. Não quero mais causar problemas para as pessoa que eu amo!
– Só para você saber... Não foi sua culpa que eu não fiz o exame – ele olhou para o lado – Eu teria trago a tempo mesmo depois de te levar ao hospital.
– Bruno... – olhei para cima
– Sempre tentei descobrir o que eu faria depois que entrasse na universidade de Tóquio. – disse o Bruno – Até você disse, aquela universidade é aonde você decide o que quer fazer. Mas de qualquer jeito, ultimamente, ter você por perto tornou a vida mais interessante.
Meus olhos brilharam.
– Eu estava achando que seria uma boa idéia entrar no sistema de inclusão da faculdade. – disse o Bruno

– Você quer ir na mesma faculdade que eu, porque eu vou estar? – hesitei
Bruno arregalou os olhos e depois abaixou a cabeça.
– Você não tem que realçar isso. – disse o Bruno – Em fim, eu disse que queria ir, então vou.
– Mas...
– Tá frio, vou fechar a janela, tchau. – disse ele me interrompendo.
– Espere! – gritei
Ele olhou para mim
– Não vou te causar mais problemas, Então... Posso ficar mais um pouco? – perguntei sem jeito.
– Acho que seria impossível você não causar problemas. – disse Bruno
– Hmmm, verdade – murmurei – Então, prometo que sua vida ficará cheia de aventuras.
– Você consegue convencer qualquer um. – disse Bruno
– Isso é certeza...
–Entre rápido antes que minha mãe perceba. – disse Bruno
Sorri e ele quase fechou a janela
– Ei. – falei
– O que foi? – perguntou ele tranqüilo.
– Hmmm, Bruno, eu te amo. – falei sem jeito.
Ele se calou um tempo.
– Já ouvi isso demais. – disse o Bruno fechando a janela
No outro dia de manhã:
– Terminei! – gritei segurando o chocolate – Certo, dessa vez é certeza!
Bruno chegou na cozinha
– Hmmm, Bruno. – falei – isso é uma demonstração de meus sentimentos...
– Não quero. – disse ele friamente
– Essa situação parece bem familiar – murmurei – Mas, eu me dei todo o trabalho, então pelo menos pegue uma mordida...
– Não como doces – disse ele friamente e saindo da cozinha.

– Quando eu me tornar uma universitária, vou ser uma grande mulher e ele vai pensar: “Ela é mesmo uma ótima menina.” Entraremos na mesma faculdade afinal. – comecei a rir maliciosamente com os olhos fechados
– E só para avisar...
– O que? – perguntei
– Você escreveu errado. – disse ele apontando para o chocolate
– L-O-V-E – li o que estava escrito – Ei, o que há de errado?
– Estou falando do “from”.
Levei um susto.
OBS: Ela escreveu flom ¬’
Bruno olhou para mim e sorriu.

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