Segundo Capitulo
No dia seguinte, estávamos todos na mesa do café da manhã, é isso
mesmo, eu estava tomando café junto com o Bruno, que
estranho.
– E como foi, Katarina? – disse o pai do Bruno –
Dormiu bem noite passada?
– Sim – dei um sorriso após falar
– Seu pai ainda está dormindo, não é?
– Me desculpe por isso – falei sem graça.
– Que nada, ela é um chefe de cozinha, afinal. – ele
deu uma risada simpática – sei que ele vai dormir bem
tarde.
– Ele deve estar cansado com tudo que aconteceu também
– disse Raquel
– Verdade, muitas coisas aconteceram – pensei.
– Obrigado pela refeição – disse o Bruno se retirando
da mesa. Guilherme seu irmão mais novo, sempre quer ser igual ao
Bruno, então se retirou da mesa também.
– Ei Guilherme! Você ainda tem tempo, então coma tudo!
– disse Raquel – Katarina, por favor, vá a escola com o
Bruno.
– Tudo bem – disse sem graça
– Me solta mãe! Eu quero ir também.
– Estamos indo – falei, quando o Bruno já tinha aberto
a porta e saído.
– Mãe, eu também quero ir – disse Guilherme
gritando
– Não, você vai atrapalhar os dois. – abri a porta
correndo e sai. Ele andava um pouco a frente e eu atrás.
– Ei. – disse ele olhando friamente em meus olhos
– não conte para ninguém que estamos morando juntos. E claro,
também não fale comigo na escola – ele começou a andar
novamente, a vontade que eu tinha, era de jogar os pedaços de minha
antiga casa destruída em cima dele. Agora estávamos dentro do
ônibus, estava lotado, aponto de você não conseguir andar. Minha
bolsa está tão longe, e, além disso, está tão difícil de respirar.
Bruno parece tão calmo
– As portas irão abrir a esquerda. – Não acredito! Veio
um tumulto em cima de mim
– Minha bolsa! Por favor, me de licença! – todos me
empurrando do ônibus.
– As portas estão se fechando. – arregalei os
olhos
– Espere! Vou entrar! – comecei a correr em direção ao
ônibus e sem pensar gritei o nome do bruno, que estava dentro do
ônibus e ao lado da porta. Quando cheguei em frente o ônibus as
portas se fecharam.
– Bruno? – o ônibus começou a andar, e ele sem nem
olhar pra mim começou a folhear seu livro. – Não acredito.
Após um tempo, cheguei atrasada na escola. Vi o Bruno
passando.
– Espere. – falei com raiva
– Falei que não era para você falar comigo.
– Eu ia entrar, você não poderia segurar a porta para mim...
No mínimo?
– Odeio meninas distraídas mais do que as estúpidas. –
me joguei no chão e ele saiu.
– Gelo corre por suas veias! – gritei. Passou um tempo,
eu e minhas amigas estávamos no corredor.
– Arg, odeio fim de semestre – disse Mariana.
– Eu também ou desistir dessa vez. – disse
Isabella
– Estou ferrado se falhar de novo – disse o Lucas e deu
uma respiração funda – Katarina, você parece inspirada.
– Dessa vez, eu vou fazer. – todos seguraram o riso
– Eu vou ser melhor que o Bruno Carter – Fiz questão de
destacar o nome dele no final. Todos caíram na risada.
– Essa é boa! – disse Lucas
– Ah, por favor, Kata, os deuses ficaram bravos mesmo sendo
só uma piada.
– Estou falando serio.
– Você está bem? – perguntou Isabella. – Está
estranha.
– Já chega! – dei um grito. – Em outras palavras,
estou sentindo esse nível de determinação. Vou aparecer no quadro
de noticias!
– Nunca na história um aluno da Classe-F entrou nos melhores!
– disse Lucas.
– Então vou mudar a história! Eu sei que não tenho chance de
ser melhor do que ele. Mas, no mínino, vou ter meu nome no mesmo
quadro que ele. – disse com a maior firmeza.
Passo um tempo, fui para casa... Cheguei ao meu quarto e fui
estudar.
– Ah, não... Não entendi nada. – pensei. – Por
onde começo? Nem sei o que não entendi! – ah, acho que não
vai dar certo, não sei de nada. Abaixei a cabeça desesperada. De
repente alguém bateu na porta. – Sim? – respondi
rapidamente.
– Kata, está acordada? Trouxe um lanche. – disse Raquel
com um sorriso imenso no rosto.
– Desculpa pelo incômodo, Raquel. – levantei,
sorrindo.
Retirei meus livros, e ela colocou o lanche na mesa, dei minha
primeira mordida depois que engoli, disse rapidamente.
– Isso esta delicioso! – disse sorrindo para ela.
– Isso não é maravilhoso? – Raquel falou com a maior
felicidade e com as mãos juntas. – Me sinto como uma
verdadeira mãe agora. Bruno nunca estuda. Então, não posso nem
fazer lanches assim pra ele. – Ela colocou as mãos em seu
rosto fazendo uma cara triste.
– Ele não estuda?! – perguntei assustada. – Mas o
Bruno é o melhor aluno da escola!
– Pois é. Meio inacreditável, não acha? Ele é meio antipático
por isso.
– Então, o que ele ta fazendo agora? – perguntei com
meus olhos arregalados.
– Dormindo! – Ela olhou para mim com cara de
preocupada.
– Ele é mesmo um gênio! – gritei super assustada.
– Você devia pedir pra ele te ajudar com o que você não
entende. – disse Raquel.
–Quem me dera.
– Ei, gostaria de fazer uma pausa rápida? – disse ela
segurando um livro azul com uma malicia em seu olhar. – Vou
te mostrar algo interessante.
– Ah, isso é do Bruno? – perguntei.
– Sempre quis mostrar isso para alguém. – Ela respondeu
dizendo um SIM com a cabeça. – Bruno quando pequeno. –
pensou ela
– Hã? – arregalei os olhos – Ela é tão
fofa.
– Né? – Ela aproximou-se um pouco de mim e falou ao meu
ouvido – Esse é o Bruno. – dei um pulo da cadeira
espantada.
– Mas, parece tanto com...
– Queria muito uma menina. Eu tinha tanta certeza que ia
nascer uma menina, então só comprei roupas de menina. Fique bem
chocada quando o Bruno nasceu, não queria comprar roupas novas.
Então, vestia ele como menina até ele ter idade suficiente pra
reclamar. – ela abaixou a cabeça e continuo dizendo em quanto
eu olhava apavorada o álbum. – Ele é muito rancoroso sobre
isso. Pergunto-me se é o motivo que trás de sua frieza. Guilherme
também não sabe disso, então por favor guarde em segredo.
– Claro! –respondi. – Aquele Bruno tem... –
expressei malicia em meu sorriso.
No outro dia na escola...
– Ei Katarina, aonde você esta morando agora? –
perguntou Lucas.
– Ah, na casa do amigo do meu pai. – tentei ser a mais
seria possível quando respondi essa pergunta.
– Em que área? – perguntou Mariana.
– perto de Setagaya, eu acho (OBS: cidade japonesa)
– Fala serio, que legal. – comentou Isabella, quando o
Bruno apareceu na porta.
– Katarina. Pegue sua bolsa e venha comigo. – todos
fizeram uma cara que não dá para caracterizar no momento. Em
fim...
– Parece que minha mãe trocou nossos lanches. – disse
ele friamente quando estavamos andando no corredor.
– Eu sabia! Meu lanche esta grande demais. – de longe,
Isabella, Mariana e Lucas nos observavam.
– Parece que eles estão trocando algo. – disse
Mariana
– Não consigo ouvir nada que eles estão falando. –
disse Isabela
– Não me diga que ele mudou de idéia e agora pediu para sair
com a Kata? – comentou Mariana.
– Nunca! Isso seria impossível.
– É tarde demais para você se apaixonar idiota! – disso
o Lucas.
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Que droga, essas confusões acontecem por nós freqüentarmos a mesma
escola. – disse o Bruno.
É verdade – demonstrei malicia em meu olhar. – Você
pode até pegar o uniforme errado e usar o meu, Bruno. –
comecei a rir.
– Porque eu usaria o seu por engano?
– Bem, é por que... Parece que você usava saias quando
pequeno. Você era tão fofinho, Bruno. – levantei o braço com
a foto na mão e ele se espantou
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– Er, o que foi isso? – perguntou Isabella
– Parece que o nerd foi rejeitado dessa vez – Lucas deu
gargalhadas
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– Da onde você tirou isso? – perguntou o Bruno
nervoso
– Sua mãe me deu uma. – dei gargalhadas
– Me de isso!
–Não!
– O que disse?
– Porque você fica tirando sarro de mim o tempo inteiro. Não
posso fazer o mesmo uma vez?
– Quando eu tirei sarro de você?
– Até gênios tem seu ponto fraco – falei olhando para a
foto.
– Eu disse, devolva!
– Espere, eu devolvo com uma condição.
– Condição?
– Os exames do fim de semestre são em duas semanas, então...
Quero que seja meu professor.
– Eu ser seu professor?
–Exatamente! Eu devolvo se você me deixar nos 50.
Fechado?
– Me recuso! Isso é obviamente impossível
– Ah é? – Abri meu celular. – Então eu vou mandar
e-mail com essa foto para todos do colégio.
– Esta bem então. – disse ele gritando.
– Mesmo? Eba!
– Mas não posso prometer nada. Os melhores 50 são a maioria
alunos da Classe-A e B toda vez.
– Iria precisar de intervenção divina para alguém da Classe-F
como você pra conseguir entrar.
– Acho que tem razão – pensei.
– Hoje a noite então. – disse ele antes de sair.
– KATARINA! – vieram todos os meus amigos atrás de
mim.
– O que vocês estavam falando?
– Você o rejeitou não é? Diga que sim.
– Não é nada disso que vocês estão pensando. – falei
antes de sair também.
– Intervenção divina, hein? Vou te mostrar! –
pensei
Já era de noite e estávamos em casa, estudando. Ainda não acredito
que ele é meu “professor”. Vou dar o meu melhor. O
Guilherme abriu a porta para interromper:
– Bruno! Ajude-me a estudar também! – disse Guilherme
olhando para mim
– Você não consegue as melhores notas sem a minha ajuda?
– disse o Bruno. Guilherme fez uma careta e em seguida saiu.
Agora que estamos novamente sozinhos, estou um pouco nervosa.
– Ei, eu ouvi dizer que você nunca estuda. – falei,
tentando quebrar o silêncio. – Como vai tão bem nas
provas?
– Não é normal você se lembrar das coisas que você depois de
ouvir ou leu uma vez? – disse ele sem olhar para mim.
– Em que país isso é normal? – pensei.
– Você deve conseguir uns oitentas pontos se conseguir fazer
esses – disse ela amostrando o caderno com algumas questões.
Peguei o caderno e quando eu fui ler as questões eu me arrependi de
ter pedido ajuda.
– Parece um código secreto – pensei. As horas se
passaram, ele só ficava olhando para mim.
– Você ainda não consegue resolver? – perguntou
ele
– Ah, espere, eu... Eu errei não foi? – sorri sem
graça. Ele olhou apavorado para o caderno.
– Como que saiu desse jeito? Cadê a fórmula? –
perguntou ele
– Fórmula? O que é isso mesmo? – perguntei sem
graça
– O que você estava fazendo na sala? – perguntou
gritando – Gostaria de saber o que tem dentro de sua cabeça!
Bem, vamos começar do básico – disse ele abaixando seu tom de
voz. – Escute bem!
– Si-sim, – gaguejei. Passou um tempo.
– X igual a 72? – perguntei.
– Correto. – disse ele de saco cheio.
– Eba!
– Ainda faltam 9 perguntas. – disse ele serio olhando
para mim. Em seguida veio um flash na nossa cara.
– Ah, me desculpe por atrapalhar – disse Raquel rindo,
atrás da janela.
– O que esta fazendo? – perguntou o Bruno com
raiva.
– Mas, vocês dois ficam tão bem juntos, eu não agüentei.
– disse Raquel contente – Vocês deviam se casar –
disse ela com um olhar de malicia. Ele pulou da cadeira
– O que esta pensando? Isso é ridículo! – Raquel deu a
volta e entrou no quarto
– Bem, aqui esta o lanche. Tchau. – disse ela ignorando
o que o Bruno disse.
– Vamos continuar – disse o bruno com a cabeça baixa
cheio de decepção.
– Ok – falei sem jeito
No outro dia na escola...
– Você parece tão cansada ultimamente, Katarina. –
disse a Isabella.
– É, tenho estudado. – respondi
– Vamos, fale a verdade, Katarina. Você tem trabalhando até
não agüentar na casa nova, não é? Você diz que esta estudando só
para não nos preocupar. Eu sei que estão te explorando. Eu vou lá
naquela casa... Katarina? – eu já tinha saído a anos, se você
não percebeu, Lucas ¬’
– Ela disse que vai passar na biblioteca antes de sair para
casa... – disse Mariana. Já era de noite e eu já estava em
casa.
– Diz, “Quando eu estava na escola primária”?
– perguntei ao Bruno segurando o livro
– Deus! Até o português não faz sentido. – disse ele se
jogando na mesa. – Isso é coisa de ensino fundamental.
– o tempo passou rapidamente
– Ei esse aqui... – olhei para o lado e ele estava
dormindo apoiando sua cabeça sobre a mesa. Deitei minha cabeça
também e fiquei olhando para ele.
– Seus olhos ficam lindos quando estão assim. – pensei.
– o Bruno que eu admirava. – apaguei no sono
também.
– Com licença. Trouxe um lanchinho. – disse Raquel, em
seguida percebeu que nós dois estávamos dormindo. – Que
problemas temos aqui – Raquel sorriu maliciosamente e bateu
uma Foto.
No outro dia de manhã quando estávamos indo para a escola a Raquel
veio correndo atrás.
– Kata, Boa sorte nas suas provas. Isso é um amuleto da sorte
– disse ela me entregando.
– Obrigada. – respondi supresa.
– Não abra antes do resultado.
– Pode deixar. – respondi e em seguida pisquei.
– Ora, isso não é um vestibular. – comentou
Bruno.
Chegamos no terminal e como sempre no pior horário, sempre está
lotado. Bruno já estava dentro do ônibus e eu ainda estava fora, as
portas iriam fechar, tentei correr o mais rápido possível, quando
cheguei em frente as portas se fecharam, na verdade, Algo impediu
que as portas se fechassem. Era o Bruno, meus olhos brilharam.
Varias pessoas atrás de mim me empurraram para dentro do ônibus,
querendo entrar. Chegamos na escola...
– Queria agradecer ele, ao menos uma palavra. – pensei.
– Mais provavelmente ele vai ficar bravo comigo, pois não
posso falar com ele na escola. Ele vai me ignorar de qualquer
jeito. Ah, droga, tenho que ir para a sala. Quando ele estava
entrando em sua sala eu passei rapidamente e agradeci.
– Obrigada.
– Boa sorte. – aproveitou ele para dizer. Fiquei pasma,
quando escutei o sinal tocar, corri para a sala de aula, o
professor já estava entregando as provas, então, fui correndo para
minha carteira, apesar de já está ciente de que irei levar um
esporrão.
– Então, podem começar as provas. – disse serio o
professor.
– Essas questões... São exatamente iguais ao que o Bruno fez
pra mim! – Graças a Deus, consegui terminar a prova com a
maior facilidade. As aulas se passaram, e cada prova diferente.
Agora, seria a ultima prova, de literatura clássica.
– Acabou o tempo! – disse o professor recolhendo as
provas.
– Katarina, como foi? – perguntou Isabella com a cara
de “quem errou tudo”.
– Bem, e acho que consegui fazer – respondi
empolgada.
– Por que parece tão relaxada? – perguntou
Mariana.
– Só vai passar vergonha depois – continuou
Isabella
– Vamos lá, vamos nos divertir hoje, Katarina. – disse
o Lucas.
– Espere, Lucas!
– Não vou te largar, não importa o que disser. –
Enquanto isso, Bruno e seu amigo passaram
– Espere ai, aquela garota não é aquela que se declarou para
você? Então, ela já está com aquele garoto.
– Não é problema nosso. – respondeu o Bruno.
Uma semana depois
Vim correndo até o quadro ver minhas notas,
– Com licença. – falei para as pessoas que estavam na
frente. – Numero 1... Bruno conseguiu. Graças a deus. Bem, eu
nem estou no quadro.
– Você nunca olha os resultados. – comentou o amigo do
bruno. – Ei, numero um é naquela ponta. Esse lado é... Ei.
Bruno... – Bruno foi em minha direção.
– Parabéns pelo primeiro lugar. Pontuação perfeita. –
falei.
– Claro, foi a primeira vez que estudei tanto. –
respondeu ele. – E você também conseguiu. – me
espantei. – Você não viu? – Olhei para o quadro, e meu
nome estava lá, no ultimo dos 50. – dei um grito de
felicidade.
– Bruno, consegui o 50º! – ele estendeu a mão, eu
segurei a mão dele e agradeci.
– Obrigada, Obriga...
– Não é isso! Devolva o que prometeu.
– Ah, é mesmo. – sorri sem graça, peguei a foto e
levantei a mão, ele pegou a foto rapidamente.
– Ei, não deixe todos ver, droga. E também, já disse tantas
vezes, mas, por favor, não fale comigo na escola. – ele deu
as costas e foi andando. Em seguida gritei:
– Obrigada Bruno!
– Logo depois de eu ter falado! – reclamou Bruno.
– Ele é o primeiro e eu a ultima – pensei. – Mais
mesmo assim, estou no mesmo papel que o Bruno.
Fui para a sala de aula, sentei na minha carteira e comecei a
bisbilhotar a minha bolsa.
– Ei, senhorita número 50. – disse Mariana quando
chegou por trás e colocou a mão em meu ombro. – Você não se
sente como o Bruno da Classe-F?
– Não muito. – respondi rindo.
– Ei, você derrubou algo, Katarina.
– Isso é... Ah, eu tinha esquecido.
– O que é isso?
– É o amuleto da sorte que me ajudou a entrar nos melhores
50.
– Não quer mostrar pra gente? – perguntou Lucas após
chegar.
Tirei o que tinha dentro, era uma... Lucas deu um grito.
– Que diabos é isso? – perguntou Lucas apavorado.
– Lucas, agüenta firme cara.
– Ei, Katarina, pode começar a se explicar. – disse
Mariana
– Ummm, bom...
– Por que você e o Bruno estão dormindo juntos tão...
felizes? – perguntou Isabella
– Me perdoe! – Mesmo quebrando a vontade do Bruno, não
tinha outra opção, afinal, eles eram meus amigos, não dava mais
para esconder. Expliquei tudo.
– Então, seus pais são amigos? – perguntou Lucas
– Você fez o Bruno te preparar para os testes, certo? –
Perguntou Mariana
– É. – respondi
– Isso explica você chegar nos melhores 50, Ele é mesmo um
gênio. – comentou Isabella.
– Que jeito cruel de falar isso. – falei.
– Mais eles não parecem muito íntimos nessa foto? –
perguntou Mariana. – Com vocês morando junto, o coração do
Bruno, ou talvez suas preferências mudaram?
– Não seja boba! – gritou Lucas.
– Isso mesmo! – concordei
– Mesmo em casa, ele me ignora completamente. Ele me
odeia.
– Katarina... – Mariana disse com uma voz
consoladora.
– Coitadinha.
– Mais eu não ligo para aquele cara sem coração, estou bem
gente. – sorri. sem coração? me lembrei das noites sem dormir
que ele passou por minha causa, quando ele segurou a porta do
ônibus, quando me desejou boa sorte, quando falou “você
conseguiu”... – De qualquer jeito, só estou morando com
ele por alguns tempinhos. Ah, e por favor, guardem segredo, beleza?
Por favor.
– Pode deixar. – todos os três falaram juntos, olhando
um para o outro e rindo.
No outro dia na escola durante o intervalo...
– KATARINA! – Bruno gritou. – Venha comigo!
– Quando estávamos lá fora eu disse:
– Ei, você disse para eu não falar com você na escola, boatos
vão se espalhar.
– Os boatos já espalharam! – disse ele nervoso e eu sem
entender. Ele me levou em um canto onde tinha um cartaz colado na
parede. Com dois bonecos desenhados dormindo juntos. Escrito
“O CASAL DE QUEM TODO O MUNDO ESTÁ FALANDO AGORA ESTÃO
MORANDO JUNTOS” “3-A and 3-F”
– Que diabos é isso? – Gritei
– É o que eu quero saber, droga.
– Aqueles caras, Isso porque eu implorei para guardar em
segredo. – pensei
– Já estou cheio disso! – disse o Bruno tirando o papel
da parede e rasgando. – pode não ser nada para você, mais é
um problemão para mim. Não bagunce mais a minha vida! –
gritou ele dando as costas e saindo.
– O que esta acontecendo comigo? Não importa o quando ele me
ofenda... eu odeio ele! Eu deveria estar bem com isso. Eu consegui
agüentar quando ele me recusou a carta. Mas então... porque eu...?
Eu acho, eu realmente amo o Bruno.
Já era de noite e eu já estava em casa, em meu quarto. Derramando
lagrimas pelo meu rosto deitada em minha cama segurando a
carta.
– A primeira carta de amor que escrevi... – pensei
– nem foi lida. Não acredito que ainda estou apaixonada por
aquele sem coração. Eu sou masoquista? Mesmo ele estando tão
perto.. É deprimente... – horas se passaram e eu dormi ao
lado da carta.
– Ei, o banheiro está livre, pode ir. – disse Bruno
após abrir a porta.
Ele percebeu que acabou de falar sozinho, eu estava dormindo, ele
notou a presença da carta ao meu lado. Ele se aproximou, pegou a
carta, acendeu a luz e começou a ler: Prazer em te conhecer, Bruno.
Eu sou a Katarina Pivatto, da Classe-F. Você não sabe quem eu sou
certo? Mais, eu sei quem você é. Por dois anos, te admirei por
inteligência e popularidade depois do seu discurso da cerimônia de
calouros. Não tenho esperança nenhuma de ficar na mesma sala que
você... Então, escrevo meus sentimentos nessa carta, com todo meu
coração. Bruno, eu te amo... No outro dia (28 de maio. festival
esportivo na escola)
– Toalha: ok. Faixa: ok. Roupa esportiva: ok. E também água.
Carteira e dinheiro do ônibus no bolso. Ótimo, tudo pronto –
falei – Mas, não estou com humor para isso. – reclamei
sozinha.
Sai do meu quarto e fui juntar-me a mesa com todos para tomar o
café da manhã.
– Mal posso esperar para o festival de esportes! –
disse Raquel – façam o melhor, vocês dois. Katarina, no que
esta participando?
– Estou na corrida de revezamento mista e na corrida do
empréstimo. – respondi.
– E você bruno? – perguntou seu pai.
– Os 100 metros e o revezamento misto.
– Ah! Então vocês dois vão correr na mesma pista? –
perguntou Raquel – Que maravilhoso! Vou gravar cada minuto no
vídeo do começo ao fim! – sorri sem graça – Podem
contar comigo para gravar cenas de vocês dois juntos.
–Dá um tempo – respondeu Bruno totalmente com frieza se
retirando da mesa.
– Ele realmente me odeia não é? – pensei.
Chegamos na escola e em fim, estava na hora do festival.
– Os meninos da Classe-f estão depositando todas suas
esperanças nesse dia. Não é? – comentei
– Comparado a eles... – disse Isabella olhando para
Classe-A – Classe-A não só se importa... Alguns deles estão
até estudando.
– Mas, fora a F e E, eles são quase os mesmo que as outras
turmas. – falei.
– Mas olhe! Ali tem uma placa que se destaca – disse
mariana apontando.
– Ah, verdade. – respondi. – Ei, espere... É a
família Carter.
– Katarina! Torça pelo Bruno! – disse Raquel
acenando.
– Isso realmente se destaca – comentou Mariana.
– Não é o que mais aparece? – disse Isabela
– Olha! Os 100m masculino está começando! – disse
Mariana
– Em seus lugares – disse o carinha dando um tiro para
cima.
– Bruno! – pensei. – faça o seu melhor.
Lucas, querendo não perder do Bruno conseguiu ficar em primeiro
lugar. Ganhou mais por raiva e não por definitivamente
querer.
– Parece que o Lucas é muito mais rápido afinal –
comentou Mariana
– Mas, o Bruno ganhou em segundo – falei tentando
defender.
– Ah! Você está acobertando ele – falou Isabella
– Não, não to... – mais é que ver o Bruno perdendo é
inacreditável.
– E o evento final para a sessão matinal é o programa 12: A
corrida do empréstimo das meninas do terceiro ano.
Bruno estava andando por ai enquanto sua mãe chega por trás
– Bruno! Vamos, rápido! Vamos torcer pela Katarina
juntos.
– Mas por que?
– Em seus lugares – disse o carinha dando um tiro para
o céu.
– Por favor que seja algo facil... – pensei
Fui a barraquinha de papeis. Peguei um papel virei e tinha escrito
“A pessoa que você ama”
– Sem chance! – gritei sozinha. – O que é isso?
Mas a pessoa que eu amo é... Se for a pessoa que eu amo, então tem
que ser... – Olhei para onde estava a família Carter. Corri
até eles e mostrei o papel.
– Bru... (eu posso fazer isso! – pensei) Bru –
Olhei para o bruno e ele estava olhando para mim de uma maneira que
derrubaria qualquer um no chão. – Ele está me encarando
– pensei – Fernando (pai do Bruno), por favor, corra
comigo!
– Eu? – perguntou ele surpreso
– Nossa, É uma grande responsabilidade Fernando! –
disse Raquel. – Vá e boa sorte!
– Está certo! Vamos Katarina. – começamos a
correr
– Isso não está certo – pensei – Por que tudo
acabou desse jeito? – acabei ficando em ultimo lugar, por
causa do Fernando.
– Me desculpe Katarina. É minha culpa que você chegou por
ultimo. – disse o Fernando.
– Tudo bem, é só uma brincadeira mesmo – respondi
juntando as sobrancelhas e rindo sem graça.
– Ah, falando nisso, quem você deveria chamar?
– Você acredita? Era, “A pessoa que você ama”.
– disse o Fernando, e em seguida Raquel colocou suas mãos em
sua boca tapando-a.
– “A pessoa que você ama?” – perguntou o
Bruno olhando para mim.
– É que você tava me encarando – falei num tom baixo
olhando para o lado.
– O programa da tarde começou! – disse a mulherzinha da
rádio. – Estudantes, por favor, voltem aos seus luares.
– Bruno, para o revezamento, você é a ancora de novo, certo?
– falei – Vai correr contra o Lucas de novo. –
comentei. – na verdade, fiquei aliviada de ver você perder.
Era como se, mesmo o Bruno pudesse perder. Como se fosse igual a
nós, achei.
– Não me rebaixe ao seu nível. – disse ele friamente
– Sem chances eu usaria força total para algo
assim.
– A ultima programação é a corrida de revezamento misto dos
alunos do terceiro ano. Participantes unam-se no portão da frente.
– disse a mulherzinha da rádio.
– Isabela! – gritei – Você que começa, então
corra o mais rápido que puder.
– O que é isso, tão de repente? – murmurou Isabela
– Entendi.
– Em seus lugares! – Disse o carinha atirando para
cima.
– Vai! – gritei
Todos já começaram a correr, Isabella estava na frente. A família
Carter estava torcendo por todos. Todos estavam torcendo, gritando
e tudo mais
– A Classe-F está na frente, eles são fortes! – disse a
mulher da radio.
A corrida acabou e felizmente a Classe-F ganhou. Estou feliz por
isso. Agora eu e umas garotas vamos correr agora...
Vitoria fácil da Classe-F – comentou o Lucas olhando para o
Bruno. – Katarina, conto com você!
Quando quase comecei a correr o Lucas me entregou o bastão
lá.
– Aqui!
–Peguei.
– Classe-F agora em seu terceiro corredor. – disse a
mulher da radio enquanto algumas pessoas corriam junto
comigo.
– Classe-A em terceiro lugar? – pensei correndo –
Nesse caso, sinto muito, mais a Classe-F vai ganhar antes que eu
possa ver as habilidades do Bruno! – sorri
Faltava apenas pouco para chegar na linha de chegada. Quando vi o
bruno...
– Bruno! – murmurei.
– Ah! Aí vem a Katarina! – comentou Lucas. –
Desculpa aí Sr.Classe-A, pois eu vou na frente! – zombou
Lucas.
– O Bruno está olhando para mim. – pensei. – Ele
gentilmente está estendendo sua mão para mim. É a primeira vez que
sinto isso. *-*
– Aqui, Katarina! – disse Lucas
– Bruno! – falei em direção a ele com os braços abertos
para dar em um abraço.
OBS: Katarina estava se imaginando uma noiva e o Bruno ela estava
imaginando um príncipe. Como Isabela ( sua amiga), já disse em
alguns capítulos atrás... Katarina, você é uma criança
abençoada.
– Sai fora! – disse o Bruno quando percebeu que eu
estava indo abraçá-lo.
Ele saiu da frente e eu cai no chão, em cima do Lucas.
– O que está fazendo Katarina? – perguntou Lucas sem
graça.
– Bruno *-* – falei ainda sonhando.
– Ka-Katarina. – disse Lucas como um tom de, tipa-çin
“Acorda”.
– Hã? Lucas, porque eu...? Cadê o Bruno?
– Porque você está toda boba? – perguntou Lucas.
– Anda logo e me passa o bastão.
– Bastão? – dei um grito. – é mesmo.
– O terceiro corredor da Classe-F acabou de colidir com o
ancora. – disse a mulher da rádio.
– Idiota! – disse o Bruno atrás de mim. –
Classe-E acaba de passar na frente.
– Classe-E está agora liderando após ser entregue o bastão ao
ancora. – continuou a mulher da radio.
– Tudo bem Katarina, deixe comigo! – disse o Lucas
correndo quando já se afastava.
– Ah, não – pensei. – Como pude cometer um erro
desses? Não consegui ver nada além do Bruno.
– Classe-F está passando na frente! Estão em primeiro lugar
novamente apesar da entrega tardia do bastão. – disse a
mulher da radio. – Ah! Nossa, inacreditável, até a Classe-A
passou na frente da Classe-E! A Classe-A está aumentando o passo! O
ancora da Classe-A é o grande... Bruno!
OBS: Estava assim, Lucas (F) na frente e Bruno (A) logo atrás de
Bruno, e um garoto lá que não conheço, em ultimo lugar, que no caso
(E).
– Bruno, Lucas... – pensei
– Classe-F e A estão lutando pela liderança. Só falta meia
volta! – olhei para eles e arregalei os olhos – Bruno é
rápido! Os dois se aproximam rapidamente! – disse a mulher da
radio – Ah, Bruno passou na frente! Bruno da Classe-A agora é
o primeiro! Só falta mais 50 metros para a final.
– Não acredito! – pensei – Bruno... – dois
garotos estavam me cutucando, ansiosos – Ei, não empurra
– falei antes de cair na pista. Bruno passou pela faixa e em
seguida tropeçou em mim.
– Katarina! Bruno! – Raquel deu um grito lá de trás que
deu para todos ouvir.
– Ah, não! Bruno tropeçou e caiu em cima de uma menina perto
da final! – disse a mulher da radio.
– Sua idiota! – gritou Bruno furioso – Porque
está dormindo em um lugar como esses? – eu o ignorei e
continuei na mesma posição com os olhos fixados. – HÃ?... Ei,
Katarina. – murmurou bruno.
– Está doendo! – me virei quase chorando.
– Que saco! Porque tenho que ficar cuidando de você? –
disse ele me pegando no colo.
– Desculpe – murmurei.
– Katarina, você está bem? – gritou Lucas. –
Bruno, seu idiota, porque caiu em cima da Katarina?!
– Saia da frente! – disse o Bruno.
– O que há com você? Onde acha que vai levar minha Katarina?
– perguntou Lucas
– Na enfermaria, obviamente. – Disse Bruno de saco
cheio.
– Eu faço isso! – gritou Lucas. – Você e sua
arrogância! – Bruno desviou do caminho e saio andando.
– A desculpa de um mau perdedor? – disse o Bruno
continuando a andar.
– Maldição! – gritou Lucas.
– Você acredita? O Bruno da A, levando a Katarina da F, para
a enfermaria. – Disse a mulher da rádio.
Raquel pegou em sua câmera, e começou a filmar. (novidade ¬)
– Muito bem Filhão! – disse Raquel.
– Ei, tudo bem fazer isso? – perguntei em cima da
corcunda do Bruno.
– Já me acostumei – disse ele sorrindo.
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– Ei, por mais quanto tempo vai ficar vendo esse vídeo até
ficar satisfeita? – perguntou Bruno para a Raquel.
– Mas, vocês dois façam tão lindos juntos! Vocês deviam se
casar logo! – disse Raquel sorrindo. – Filho, na
verdade, seu tipo de menina é alguém como a Katarina, não é?
– Mesmo? – perguntei arregalando os olhos
– Claro que não – disse ele com os braços
cruzados.
– Você também não é o meu tipo. – respondi virando a
cabeça.
– Ah, é mesmo? – perguntou Bruno com um olhar de
malicia. – Eu também tinha certeza disso. Mesmo você tendo me
mandado uma mensagem tão apaixonada. “Prazer em te conhecer,
Bruno. Sou Katarina da Classe-F...”
–Não pode ser... Será que...? – perguntei.
– “Por dois anos, te admirei por sua inteligência e
popularidade depois do seu discurso depois da cerimônia de
calouros. Não tenho esperança nenhuma de ficar na mesma sala que
você...” – disse o Bruno e eu dei um grito.
– Sobre o que é isso? – perguntou Raquel juntando suas
mãos. – Então, filho, o que isso significa?
– “Bruno, eu te amo” – continuou o
Bruno.
Eu me levantei e dei um tapa na cara dele. Todos ficaram surpresos
com a minha reação. Ele ficou olhando seriamente em meu olhos, com
a boca meio que aberta com um olhar furioso e ao mesmo tempo
inocente.
– Você... Leu sem minha permissão! – gritei –
isso é terrível!
– Você escreveu para mim, não foi? – perguntou Bruno
furioso.
– Você não tinha que memorizar! – senti uma lagrima
escorrendo pelo meu rosto.
– Não é minha culpa se consigo memorizar tudo depois que leio
uma vez. Diga...
– Katarina, será que você..., escreveu uma carta de amor para
o Bruno? – perguntou Raquel com os olhos brilhando e
interrompendo o Bruno.
Respondi que sim com a cabeça.
– É verdade, Katarina? Sem me contar?! – perguntou meu
pai.
– Então, o que eu disse antes não foi apenas um sonho!
– disse Raquel abrindo um sorriso enorme em seu rosto.
– Espere Aí! – Disse o Lucas, atrás da janela
aberta.
– Lucas, porque está aqui? – perguntei confusa.
– Para te proteger desse idiota, obviamente. – disse
Lucas dando a volta e entrando na casa. – Olá, todos da
família Carter. É a primeira vez que nos conhecemos. Sou amigo de
Katarina, Lucas. Sou completamente devotado a Katarina. Meu coração
é inteiro da Katarina. Minha paixão é a numero um do mundo. Tenho
certeza de que não serei ultrapassado por ninguém.
– Espere Lucas, O que...?
– Ah, nossa. Você é bem popular com os garotos Katarina. Isso
é um problema. – disse Raquel.
– Eu não...
– Comparando a isso, o Sr.Gênio aqui... Não só ama a
Katarina, ele odeia ela. Casamento fica fora de cogitação. Bem,
isso é algo que ele teria que dizer. – disse Lucas
– Não sei sobre isso – respondeu Bruno, e todos
arregalaram os olhos. – Os sentimentos podem mudar... Por
exemplo, você pode odiar alguem hoje, mais pode vir a amar essa
pessoa amanhã.
– O que disse? – perguntou Lucas furioso.
– Por favor, sinta-se à-vontade – disse Bruno indo para
seu quarto.
– Ei, não acabei de falar! – gritou Lucas.
OBS: E, do lado de fora, Isabela e Mariana escutando tudo, ah,
safadinhas...
– “Pode amar”...? – pensei – Bruno
disse isso? Não acredito.
No outro dia na escola, estava andando pelo corredor.
*** É a Katarina!*** Ela e o Bruno são um casal
inesperado.***
–Eu fiz algo de errado? – perguntei-me
– Ei! – disse o Bruno.
– Fala... – ele está bravo?
– Venha. – disse ele me puxando pelos braços
– Huh? Sobre o que é isso? – pensei indo em direção a
ele.
– O que foi dessa vez?
– Aquilo, de uma olhada – disse ele apontando.
OBS: Era outro cartaz, escrito: Eles fizeram seus votos de
matrimonio ontem. Bruno: Vamos nos casar um dia. Katarina: Estou
muito feliz. 3-A Bruno Carter. Esposa, Katarina.
– Quem ia desenhar? – perguntei.
– É o que eu quero saber. – disse o Bruno furioso.
– Desenhando essas besteiras de novo.
– Não é exatamente besteira. – Falei olhando para o
Bruno com raiva.
– O que disse? – perguntou ele juntando as
sobrancelhas.
– Porque... Ontem você disse que tinha uma oportunidade de
você vir a me amar.
– Eu disse por causa da situação! – disse ele sem
jeito.
Comentários: *** Tá esquentando o clima aqui...*** Eles já estão
tendo uma briga de marido e mulher ***
– E também, nada de bom aconteceu depois que você apareceu.
– continuou ele, me segurei para não rir. Estávamos andando
juntos pelo corredor discutindo.
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