Primeiro Capitulo
Toda menina nasce para encontrar o seu destino.
– Você, Bruno Carter, aceita Katarina Pivatto... nas horas de
doença e na hora da morte, para amar e servir, para ser sua esposa
?
– Aceito – disse Bruno em um tom romântico olhando
profundamente em meus olhos – Katarina...
– Sim?
– Eu te amo. – ao escutar Bruno, uma lágrima de
felicidade caiu pelo meu rosto.
– Eu também, Bruno. – respondi com um ar de desejo. Ele
aproximou seu rosto brilhante ao meu tocando suavemente seus lábios
ao meu.
agora percebi que... era apenas mais uma ilusão. – Ah, nossa.
Minha imaginação correu solta! – comecei a sorrir sem
graça.
– Sem erros de impressão, sem erros de gramática! –
disse eu sozinha olhando para minha primeira carta de amor. –
É perfeito!
Chegando na escola, fui em sua direção estendendo minha mão com a
carta.
– Não quero! – disse Bruno com um olhar serio. Ao falar
isso, nada mais parecia existir em volta de mim, senti um vazio...
Ele nem aceitou a carta... Boatos pela escola inteira estavam
rolando *** Ela se declarou para o Bruno? *** Que vergonha! *** Ela
não é da Classe-F? *** Ela tem muita coragem de se declarar para
alguém da Classe-A igual o Bruno. ***
– ME DEIXE EM PAZ! – Puts, me descontrolei.
– Ah! Ela ficou triste.
– Vocês são tão cruéis! – sai correndo pelo corredor
com varias lagrimas caindo dos meus olhos. Entrei na sala de aula,
ignorando todos os olhares para mim. Isabella e Mariana (minhas
melhores amigas) vieram falar comigo.
– Ei, eu ouvi Katarina! – disse Isabella
– Que coisa precipitada que você fez! – disse
Mariana
– Eu só pensei, e se tivesse uma chance mínina dele gostar de
mim...? – falei com um tom de arrependimento.
– Ah, fala sério. Isso é impossível – disse Mariana
afogada em risadas e sem querer ofender.
– Você é uma criança abençoada, Katarina! – Ela passou
a mão em minha cabeça e as duas começaram a rir, deitei minha
cabeça sobre a mesa e comecei a chorar.
Dois anos atrás:
– Continuando, o discurso de boas vindas aos novatos. –
disse seriamente o diretor.
– O menino que vai falar o discurso dizem que é muito
inteligente. – comentários rolavam soltos. – Eu sei!
Ele foi uns dos melhores estudantes do país inteiro durante seus 3
últimos anos do ensino fundamental, certo?
Gênio número um do país? – pensei. A primeira imagem que se
passou pela minha cabeça, foi a de um nerd.
– Representante dos calouros, Bruno Carter. – disse o
diretor. Em seguida ele entrou no palco. Me espantei ao ver sua
aparência brilhante.
Tão lindo. – pensei, meus olhos brilharam.
– Meu nome é Bruno Carter, da Classe-A. Hoje, por causa dos
novos alunos... – Incrível, como ele conseguiu falar seu
discurso tão complicado de um jeito tão suave.
E foi assim, me apaixonei pelo Bruno. Pela forma mais escrota e
ridícula que se pode imaginar, mas... foi um amor à primeira vista.
Dividido por habilidades, Bruno foi colocado na Classe-A, a classe
onde juntam as pessoas inteligentes, Eu estou na Classe-F, a pior
classe, também conhecida como a classe das sobras. Estudei
desesperadamente com o único objetivo de ficar na mesma sala que o
Bruno. Tudo bem, era impossivel, Mas, no fim, como era de se
imaginar, fiquei na Classe-F. A essa altura, minha vida de ensino
médio vai acabar sem ele saber dos meus sentimentos! Não quero que
isso aconteça!
– Bem, é verdade que o bruno é um gato e tal, mais ele tem
alguns problemas como ser humano. – Debochou Isabella.
– Sim, sim é verdade. – Mariana apoiou Isabella e
continuou – Ele nem parece interessado em garotas mesmo com
17 anos de idade.
– Ah! Fala sério Katri, existem vários garotos legais por ai.
– Isabella disse coçando sua cabeça.
– KATARINA! – Lucas deu um grito – É verdade que
você se declarou para o Bruno? Você gosta daquele nerd maldito?
Mesmo já me tendo...Isso não é muito?
¬– Eu não pertenço a você Lucas. – Falei
seriamente
– Para que essas palavras tão frias? Não sentamos lado a lado
na mesma sala há dois anos? De qualquer jeito, nunca vou perdoar o
idiota do Bruno por ter te rejeitado!
– Você não precisa gritar – Disse Isabella
entediada.
– Cala a boca! É como se ele estivesse me desafiando
abertamente. Isso que estou dizendo!
– Bom, se acalme por enquanto – Antes de Mariana
terminar sua frase ele a interrompeu.
– Eu estou calmo, droga! Não ligo se ele é um gênio ou não
sei o que. Ele é tão cheio de si! Qyem ele pensa que é?
– Já chega. Como você disse, eu não tinha pensado antes de
fazer. Agora que paro para pensar, já sabia que seria rejeitada,
mas... – Falei com um jeito entristecido.
– Katarina... – Disse Isabella com um jeito
consolador.
– E também, talvez ele nem seja uma pessoa legal. Se nem leu
a carta.
– Também acho! – Disse o Lucas me apoiando.
– Tenho um péssimo gosto para homens! – Delirei –
Tudo bem. Irei desistir.
– O que estão fazendo? A aula já começou! Nos seus lugares,
Vou fazer a chamada. – Disse o professor. O tempo passou
rápido e finalmente acabou as aulas, nós estávamos indo para
casa.
– Ah é, já se mudou para sua casa nova Katarina? –
Balancei a cabeça dizendo sim.
– Uma casa novinha, que legal!
– Vamos todos na casa dela, na próxima vez.
– Isso parece legal.
– Por favor, não vão! Vocês vão rir. É uma casa estilo
japonesa autêntica, mesmo nos dias de hoje.
– Seu pai é um chefe de cozinha, não é Katarina?
– Eu estava esperando uma casa mais moderna – falei
ignorando Mariana.
– Como só é a Katarina e o pai dela na casa, parece que não
vai ser um problemão quando ela se casar. – Disse
Isabella.
– Serio? Ei. Eu posso entrar na família. – Disse o
Lucas de um jeito totalmente sem nexo.
– Pare de falar sozinho. – Mariana disse já entediada
das palhaçadas do Lucas. Ah! Oh não. O Bruno vem vindo, tentei me
esconder atrais das meninas de um jeito inútil. O amigo do Bruno
que no caso é o Igor disse:
– Aquela não é a garota de hoje sedo? – O bruno olhou
seriamente em meus olhos.
– Vamos.
– O que aquele pivete... – Disse o Lucas
– Bom, é a realidade – Disse Mariana. – Não deixe
isso te afetar Katarina.
– Espere ai! – Lucas deu um grito – Não pode
tratar minha Katarina assim só porque você é um nerd maldito da
Classe-A! Você recusou a carta dela, certo?
– Pare! por favor Lucas. – Dizia eu tentando
acalmá-lo
– Você ao menos tem sangue correndo pelas veias?!
– Já chega, pare!
– Eu odeio meninas estúpidas! – disse ele se virando
– vamos Igor.
– MALDITO! – Gritava o Lucas.
–Poxa, isso é tão cruel! Como ele pode dizer algo assim de
mim? Não acredito! – Pensei – Só de pensar que gostava
dele há dois anos. – Comecei a sentir lagrimas quentes se
passando pelo meu rosto. Cheguei em casa, se passou um tempo e me
sentei na mesa junto com o meu pai.
– Casas novas são tão legais! – Disse meu pai –
Né Katarina? Eu fiz você passar por tempos difíceis Katarina.
Mas... nós, pai e filha podemos até construir uma casa se
trabalharmos juntos.
– Bem, mais essa casa não faz alguns barulhos esquisitos às
vezes?
– Não seja boba! Essa casa é bem construída! Algum dia, seu
marido vai morar...
– Sem chance, não vou te dar outro filho.
– Você esta dizendo que vai deixar seu único pai depois de se
casar? Como pode ser uma filha tão insensível – nesse
instante a campainha tocou.
– Ah, visitas! Quem pode ser a essa hora? – Abri a
porta e dei de cara com todos os meus amigos.
– Oi! Viemos
– Vocês vieram mesmo!
– Sim. Parabéns pela conclusão da casa nova. Roberto.
– Estamos entrando!
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– A comida foi deliciosa!
– É verdade, parabéns Roberto.
– Na verdade, o Lucas veio mesmo aqui para te consolar do que
aconteceu hoje. – Disse Mariana no meu ouvido
– Ele está caidinho por você né Katri? – Isabella disse
e sorrio
– Ei, não acha que esse suco esta meio inclinado? –
Disse mariana
– Você quis dizer, que a casa está inclinada? – Disse
Isabella.
– Como poderia? – perguntei
– Exatamente! – caímos na risada – De qualquer
jeito, esqueça logo do Bruno, certo Katri?
– Nunca mais fale esse nome! – disse o Lucas
furiosamente. – Aquele idiota! MERDA! – Ele dava vários
socos na parede.
– Não quebre a casa Lucas. – Alertou Isabella
– O que foi isso? – Roberto perguntou assustado.
– Não fiz nada! – Disse o Lucas
– Um terremoto? Parece um dos grandes! – Todos estavam
em pânico.
– Vamos sair rápido daqui pai! – falei apavorada e
puxando ele para fora – O que foi pai?
– Tenho que pegar o retrato da Mãe!
– Pai! Paaaaai! – A casa ficou totalmente destruída,
caída aos pedaços. Comecei a chamar o nome do meu pai e a
chorar
Em seguida os bombeiros chegaram para ajudar. Lucas ficou apavorado
e tirando tudo do seu caminho, com a esperança de encontrar o meu
pai.
– Ei! Eu estou aqui. – A voz do meu pai estava vindo
debaixo da casa totalmente destruída.
– Roberto? – Lucas perguntou.
– Eu estou aqui! – Lucas olhou para baixo.
– O altar esta em cima de mim, não consigo me mexer. –
Lucas tirou as coisas de cima do meu pai.
– Graças a deus! – eu disse, foi um alivio saber que
tudo esta certo, na verdade, nem tudo. Agora a nossa casa esta
destruída.
– Eu fui tentar pegar o retrato da mãe de volta – disse
meu pai – mas, ao invés disso, fui protegido por ela.
Tinha muitas pessoas em volta do acidente. *** Não era uma casa
nova? *** Coitadinhos! ***
“
Na noite passada ás 8:40, teve um terremoto no meio da área Kanto,
o terremoto em Tokyo atingiu a escala dois.
”
Poxa, já basta a carta rejeitada e agora é a casa que destrói. Na
escola, o assunto de hoje sou eu. *** Você viu o jornal? *** Vi.
Uma casa desmorono de um simples tremor nível-2. ***
– Você é o alvo das fofocas toda manhã, hein? – disse
Mariana, enquanto eu ficava com cara de taxa, mais do que já
tava.
– Desculpa – disse com a maior tristeza. – Eu
estou causando problemas pra vocês também.
– , Mas, foi algo extraordinário. – disse
Isabela.
– Então, já decidiram aonde vocês vão ficar? – Mariana
perguntou preocupada.
– Talvez na casa do amigo do meu pai. Não podemos ficar no
hotel para sempre.
– Entendo, deve ser difícil. – disse Isabella juntando
as sobrancelhas.
De repente tive uma sensação de desconforto, como se tivesse alguém
tirando fotos de mim. Olhei para os lados e definitivamente tinha
alguém tirando fotos de mim. Uma mulher com um disfarce esquisito,
óculos escuros e tal.
– Desculpa! – disse a mulher antes de sair correndo.
Deve ser um repórter idiota!
– Ei, você virou uma celebridade. – comentou Mariana e
Isabela concordou.
– Isso não me deixa nem um pouco feliz. – abaixei a
cabeça. Lucas veio ao meu lado tentando me consolar.
– Ei – levantei minha cabeça e olhei para ele, sim era
o Bruno. – Me deixe passar.
– Bru...Bruno! – falei assustada. Enquanto ele olhava
furiosamente para mim.
– Você! – disse o Lucas com raiva. – Culpa de
quem você acha que é que a Katri esta sofrendo tanto agora?
– Culpa do tremor de escala dois, certo? – disse ele
entediado e olhando no fundo dos olhos de Lucas. Meu Deus, Lucas,
cala a boca!
– Cala a boca! É porque você disse aquelas coisas horríveis à
Katarina. – disse furioso o Lucas – Aquilo que causou
tantas coisas terríveis para ela.
– Você quer dizer que eu causei o terremoto?
– Isso mesmo!
– Lucas, por favor pare – disse para ele segurando seu
braço.
– Esta bem. – disse o Bruno. – Você não vai
reclamar se eu doar, certo? – ele tirou algumas notas do
bolso e estendeu a mão – toma. – Em seguida eu dei um
tapa na mão dele, espalhando todo o dinheiro.
– Não me faça de idiota! – dei um grito – foi um
desperdício sentir algo por você nesses dois últimos anos. –
Algumas lagrimas começaram a descer – Não quero sua ajuda nem
se eu estivesse morrendo!
– Tem certeza que quer fazer isso? – disse ele
friamente.
– Claro que sim! Não tem o porque você cuidar de mim. –
falei expressando toda raiva em meu olhar. – Não me trate
como uma idiota só por que sou burra! – ele se virou e
começou a rir.
O tempo passou, as aulas se acabaram, agora eu e meu pai estávamos
indo para a casa desse tal “amigo” dele. Dentro do
carro eu e meu pai conversamos horas, sobre vários assuntos.
Finalmente chegou a tal casa desejada
– O filho do Fernando tem a mesma idade que você. –
disse meu pai
– Que mansão incrível – fiquei admirada.
– E mais, parece que ele freqüenta a mesma escola que você.
– Na parede tinha escrito Carter, espera um pouco, Carter não
é o sobrenome do Bruno? Ah, que nada, não passa de uma
coincidência, comecei a rir sem motivo.
– O que esta fazendo? Se apresse! – falou meu
pai.
– Está bem, pai.
– Bem vindos! Podem entrar. – disse o amigo do meu pai
quando abriu a porta, Ele não parece nada com o Bruno, como pensei,
é só mesmo uma coincidência.– Essa que é a Katarina Pivatto?
– perguntou ele.
– Prazer em conhecê-lo – falei com timidez. Ele se
virou e gritou:
– Ei! Filho! Katarina e seu pai chegaram!
– Parece que tem o consentimento do filho dele
também
– Bem vindos! – não pode ser... – Sou o filho
mais velho, Bruno, prazer em conhecê-lo. – senti meu coração
batendo desesperadamente, ele evitava olhar para mim, olhava para
meu pai, Deus, porque fez isso comigo? – Ele tem uma bela
filha, não é? – disse o pai do Bruno. O bruno cossou a cabeça
e olhou para mim.
– Estou sem palavras – disse ele serio.
– Estou surpreso. Você é bem mais bonita pessoalmente do que
nas fotos. – disse o pai do bruno admirado.
– Fotos? – perguntei.
– Bem vindos! Obrigada por vir Katarina. Estávamos te
esperando! Meu nome é Raquel.
– Não é Fernando? Ela é uma menina muito bonita, como eu
disse. – em seguida ela amostrou a minha foto quando eu
estava no colégio, exatamente, era ela aquela mulher que pensei que
fosse uma repórter. – Não agüentei esperar. Desculpe-me
– disse ela rindo – Mais do mesmo jeito, deve ter sido
muito difícil, não é, Kata? Então, vamos entrando!
– Com licença. – disse meu pai – Venha Katarina,
diga algo também.
– Licença – falei totalmente sem graça.
– Filho, você conhece ela de vista não é? – disse
Raquel.
– Sim. Nossas classes são bem distantes. – disse ele
segurando o riso. – Muitas coisas aconteceram ultimamente,
não é Katarina? – naquele momento eu estava totalmente
envergonhada.
– Mas, estou tão feliz. – disse Raquel, ela parece ser
muito legal. – Vai ser muito divertido de hoje em diante! Vou
fazer compras com a Katarina, fazer bolos com ela, e também...
– Em seguida uma criança abriu a porta do quarto, era
igualzinho o Fernando. Baixinho e com um rosto parecido com de
japonês.
– Ah, Guilherme. – disse Raquel, empolgada. –
Venha aqui cumprimentá-los. Esse é um bom amigo do seu pai,
Roberto, e sua filha, Katarina.
– Ele é o irmão mais novo? – perguntei.
– Sim
– Prazer em conhecê-los. Sou Guilherme Carter. – disse
ele com uma cara de desânimo – Estou no terceiro ano do
ensino fundamental.
– Que rapaz com cara de inteligente. – disse meu
pai
– Sou Katarina Pivatto. Prazer em conhecê-lo, Guilherme.
– ele olhou no fundo dos meus olhos, pude sentir uma energia
de ignorância.
– Katarina, estou fazendo minha lição de casa... então, você
pode por favor me ensinar a lição de matemática? – disse
Guilherme, com um olhar firme.
– Claro. – senti uma gota de suor passar pelo meu
rosto, sou péssima em matemática.
– Deixe-me ver... – ele me mostrou. – Ér...
– Nós aprendemos isso no ensino fundamental!? Quando eu olhei
de volta para ele, continuava com a mesma cara. Meu Deus, o que eu
faço. – 7x6?... 52, talvez. – fiquei com uma cara de
preocupação.
– E o segundo?
– 9x8?... 84.
– E o terceiro?
– 12x4?...56.
– E o quarto?
– 14x7?... 110. – ele fecho os olhos com uma cara de
deboche. Ta, devo te errado tudo.
– É 42, 72, 48 e 98. – Guilherme disse com uma tremenda
ignorância. – Você tem 17 anos e não sabe tabuada. Você é
retardada?
– Guilherme, isso é muito grosseiro! Peça desculpa. –
disse Raquel, colocando as mãos nos ombros de Guilherme.
– Não! – Guilherme gritou, tirando as mão de Raquel.
– Idiota! Odeio você! – Meu Deus, minha cara caiu no
chão, que pirralho irritante.
– Guilherme. – gritou seu pai Fernando. Guilherme
virou, deu língua para mim e saiu correndo, eu não sabia o que
fazer.
– Desculpa por isso Katarina. – disse Fernando.
– Desculpa, aquele menino é demais. – disse Raquel,
lamentando pelo o que seu filho fez. Bruno deu umas risadas, mas eu
ignorei. Fui rejeitada pelos dois irmãos...
– Isso mesmo, Katarina. Deixe-me te mostrar o seu quarto.
– Raquel falou sem graça, mas com o maior carinho. –
Coloquei todo meu coração pra decorá-lo.
– Ok. – respondi.
– Pode entrar, é isso. – disse Raquel abrindo a porta.
Babei, muito lindo, meus olhos brilharam na hora. – Então,
gostou?
– Sim, é muito fofo. – dei umas risadas sem
graça.
– Sempre quis ter uma menina, sempre esperei por algo assim.
– Raquel falou com a maior felicidade.
– Isso costumava ser o quarto do Guilherme. – disse
Bruno na porta, com os braços cruzados. – Graças a você, tive
que levar a mesa dele para o meu quarto, agora tá tudo apertado.
– minha cara caiu.
– Bruno, não diga coisas assim! – Raquel me defendeu.
– Não ligue para ele Kata.
– Ok... – respondi.
– Por favor ajude a Katarina a desfazer as malas, ok? –
disse Raquel olhando para Bruno. – Tenho que preparar o
jantar. Te vejo depois Kata. – ela deu uma piscada para mim e
saiu do quarto.
– E então, com o que devo te ajudar? – disse ele
pegando minhas malas que estava na porta.
– Tá tudo bem, posso fazer sozinha.
– Ah, é mesmo. – na mesma hora eu largo as malas.
– Não tem porque eu cuidar de você, certo? – meus olhos
arregalaram. – Você estar aqui ou não, não faz diferença. Por
favor não bagunce o meu estilo de vida. – disse ele fechando
a porta junto com seu irmão Guilherme dando língua para
mim.

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