Terceiro Capitulo
– Faz quatro meses desde que... A família Carter começou a
cuidar da nossa. Finalmente me acostumei a morar com eles –
bocejei de um jeito bem preguiçoso
– Que boca grande. – reclamou Bruno – Se apresse,
eu também preciso usar o banheiro para escovar os dentes,
droga.
– Espera – fiz uma careta colocando pasta na escova de
dente.
Credo, ele é tão tirano. Mas... ele é o Bruno, o cara que eu amo...
Olhei para o Bruno. Ele foi ao meu lado e passou pasta na escova
dele também.
– Nossa, vocês dois acordam cedo nas férias de verão. –
disse Raquel
– Hmm, Bom dia – sorri com a escova de dente na
boca
– Eu tenho atividades do clube. – disse Bruno –
Parece que a razão dela é um pouco diferente.
– Katarina – gritou Lucas na janela – Vamos para
a aula extra juntos!
Raquel e Bruno olharam para mim. Terminei de escovar os dentes e
fui até a janela.
– LU-LUCAS! O que está fazendo aqui?
– Aula extra? Kata, você não ficou no lugar de numero 50?
– perguntou Raquel
– Aqueles foram no meio de semestre – falei sem
graça
– Você foi mal na finais, certo? – disse Bruno com um
olhar provocador
– Cala boca – murmurei empurrando o Bruno pro lado para
eu passar.
Fui em frente ao espelho enorme da sala para escovar meu
cabelo.
– Você é mesmo estúpida. – disse Guilherme.
– De que você esta falando? – perguntei
entediada.
– Aula extra, certo? Você é inútil sem a ajuda do meu irmão.
Como pensei – disse Guilherme dando um sorriso debochado e
fazendo anotações em seu caderno.
– O que está fazendo? – perguntei tomando o caderno de
suas mãos
– Não olhe! É minha pesquisa de verão. – disse ele
pegando de volta o caderno.
– Como? Já começou? – perguntei
– Claro. É lição de casa afinal.
– Honestamente, lição de casa de verão só deve ser feita nos
dois últimos dias de férias.
– E é por isso que você tem que ir para aula extra.
Fiz uma careta.
– Estou indo. – Disse o Bruno em direção a
porta.
– Ah! Droga. Eu tenho que correr! – gritei –
Esqueci minha bolsa!
Fui correndo para meu quarto busca-la.
– Nossa, que menina barulhenta. Mas, isso torna perfeito
desde o inicio. – disse Guilherme segurando o livro.
OBS: titulo do livro: Anotações sobre observações da
Katarina.
Anotação– 26 de Julho, férias de verão começam hoje. Porém
Katarina já estava em pânico para ir para sua aula extra. Eu
pensei, “Não quero virar estudante igual a ela. ”
–
Bruno já estava em frente a casa e deu de cara com o Lucas.
– Bom dia Sr.Gênio! – disse Lucas com deboche. Bruno
ignorou. – Que chique, jogando Tênis de manhã.
– Você parece estar se esforçando bastante também! –
disse o Bruno friamente.
– Humpf! Você não sabe como ser chamado de gênio o tempo
inteiro o torna um monstro! – disse Lucas
– É verdade. – disse ele já andando, e Lucas fez uma
cara de taxo.
– Lucas, desculpa te fazer esperar. – falei correndo em
sua direção – Vamos?
– Sim. – disse Lucas
– Divirtam-se! – gritou Raquel.
Raquel olhou para o correio e viu que tinha uma carta.
– Os pais vão ter uma reunião escolar? – perguntou
Raquel sozinha, lendo a carta. – Entendi – disse Raquel
com malicia.
Na escola...
– Katarina, bom dia! – disse Isabella
– Ei, ei. Você não era o Bruno da Classe-F? – perguntou
Mariana
– Bem... Acho que o efeito de inteligência acabou –
falei sem graça
– Típico de você. – zombou Isabella
– Ah... Pensando bem, seu marido está aqui. – disse
Mariana olhando pela janela da sala que dava na quadra.
Fomos até a janela.
– Meninas, o que estão assistindo? – perguntou Lucas
após chegar
– Bruno é tão lindo – falei com um tom de desejo.
– AAAH! Katarina, tenha mais um homem do que beleza! –
gritou Lucas
As aulas voaram e já estava na hora de saída
– Hmmm, Katarina, afinal, como anda a construção da nova
casa? – perguntou Lucas
Parei por um tempo para pensar.
– Na verdade, nem eu sei. – respondi
– HÃ?
– Meu pai também não me falou quase nada.
– Nossa, nesse caso, vamos dar uma olhada. – disse
Lucas
– Agora? – perguntei
– Claro! – respondeu Lucas – vamos ver como está
indo. Você deve sair da casa daquele demônio quanto antes
possível.
Saindo da escola, fomos até a casa, ela não tinha começado quase
nada.
– Ah, cara. Você está de brincadeira! – gritei
– Bixo, não progrediu nada! – disse Lucas
– Eles só fizeram esse tanto em quatro meses? –
perguntei – qual o significado disso?
Fiz uma cara de lembrar de algo e sai correndo.
– Ei, Katarina! – gritou Lucas
Os pais planejando criar uma casa:
– Vamos fazer esse aqui o quarto do Guilherme – disse o
pai do Bruno apontando para o desenho no papel.
– Isso mesmo. Ele vai ficar grande logo! – disse
Raquel
– Então, não tem problema fazer dessa sala a sala de karaokê.
– disse o pai do Bruno.
– Coloque isso no porão, por favor. – disse Raquel
apontando para o desenho. – Ah, mais importante, temos que
ver o quarto do Bruno e da Katarina! E do bebê também.
– Você não precisa se preocupar tanto conosco – disse
meu pai
– Ah, que nada. – disse Raquel – Primeiro, temos
que esperar eles se formarem ano que vem. Então, podemos proceder
com o plano.
– Proceder com que plano? – perguntou friamente Lucas
após flagrar a conversa.
– Nada. –respondeu Raquel entediada
– Arh, filho – disse o pai do Bruno assustado
– Cheguei em casa! – gritei abrindo a porta rapidamente
– Pai, a nova casa...!
– Isso não é engraçado. Eu casar com ela? – gritou
Bruno.
– Casar? – pensei
– Por favor, se acalme filho! – disse o pai do
Bruno.
– Mas, você ia se opor se eu contasse. – disse
Raquel
– Claro! Não tem como eu ficar com alguém como ela para
sempre! – disse Bruno
Fiz uma careta e abri a porta do quarto.
– O que quer dizer com isso? – gritei
– Só estou dizendo que eu tenho o direito de escolher.
– respondeu Bruno.
– Mesmo que você diga que quer se casar comigo depois, eu
definitivamente não irei casar! – falei
– Isso me acalma! – disse o Bruno – De qualquer
jeito, vamos terminar essa discussão! – Bruno saiu do
quarto
– Porque o Bruno tem que ser assim? – perguntou Raquel
com um rosto triste.
Subi para meu quarto.
– Já chega! – joguei o travesseiro no chão – Ele
não tinha que falar comigo desse jeito.
Meu telefone começou a tocar
– É a Isabella! – atendi – Oi? Hmmm, Mundo da
Agua? Quando vocês vão? 26 de agosto? O dia depois que acaba nossas
aulas, certo? Ir à piscina com todos? Sim, eu vou!
OBS: Raquel estava ouvindo a conversa atrás da porta.
– Katarina vai para a piscina? – pensou Raquel com
malicia
Guilherme em seu quarto:
–Katarina continua com suas ações idiotas! – murmurou
Guilherme sozinho, fazendo anotações em seu caderno – 5 de
agosto, Minha mãe fez um bolo, depois que Katarina começou a ajudar
no meio do caminho, virou algo nojento. Ela definitivamente é uma
idiota. 10 de agosto, meu irmão disse que o ronco da Katarina é
incrivelmente alto. Gostaria de confirmar eu mesmo da próxima
vez.
No outro dia:
– Desculpe por isso, Raquel – disse o pai do Bruno
– Nós vamos ficar fora por uma semana.
– Não se preocupe. É um reencontro, não é? E também, faz um
tempo que vocês não voltam à cidade de seus pais. Por favor, não se
apressem. – disse Raquel.
– Katarina, trago uma lembrancinha para você. – disse
meu pai
– Não precisa pai – falei abraçando ele – Tenham
uma boa viagem!
– Então, estamos indo! – disse eles em coral saindo e
fechando a porta.
– Parecem animados – comentei
– Katarina, você está de verias de verão, deveria sair e se
divertir. – disse Raquel com um tom doce.
– Acho que tem razão. – concordei
– Por exemplo, que tal ir à piscina? – perguntou
Raquel
– Hmmm, eu e minhas amigas estamos planejando ir ao Mundo das
águas depois da aula extra amanhã.
– Que bom, Kata. – disse Raquel sorrindo – Hmmm,
pode me ajudar a molhar as plantas no jardim?
– Claro! – respondi
No
outro dia, depois da aula extra no Mundo das
águas:
– Não tem nenhum gatinho por aqui? – perguntou Isabella
com desanimo
– Lugares como esses são cheio de pessoas trazendo seus
filhos. – comentou Mariana.
– Ah, acho que sim. – disse Isabella – Mas mesmo
que tivesse, com o maiô que a Katarina está usando... – ela
riu
– O que foi? – perguntei
– Hmmm, meio fora de moda. – disse Mariana
– Ei! O que isso quer dizer? – fiz uma careta
– Na verdade, Katarina fica linda independente do que usa.
– disse Lucas.
– Algo de errado com o que eu estou usando? –
perguntei
– Que roupa de banho sem graça! – disse Guilherme ao
lado de Bruno.
– Bru-Bruno! – gritei
– Que isso? Você está nos seguindo! – disse Lucas
– bom trabalho.
– Acho que o Bruno iria preferir se eu estivesse usando um
biquíni igual o da Isabella. – pensei
– Então era isso, quando Guilherme falou que ele só podia vim
se eu fosse com ele. No mínimo minha mãe planejou tudo. Que
estupidez – pensou Bruno
– É uma boa idéia vocês da aula extra estarem aqui? –
perguntou Guilherme – Vocês não terminaram sua lição, não
é?
– Já te falei, termino só nos dois últimos dias! –
falei
–É férias de verão, afinal. Esqueça coisas tipo lição de
casa! – disse Lucas – Qual a graça se você não se
divertir? Venha Katarina, vamos lá. – ele me puxou pelos
braços e Guilherme fez uma careta.
Nós nos divertimos muito. Fomos em várias piscinas diferentes,
brincamos de quem nada mais rápido (Sim, é estúpido. Foi Lucas que
deu a idéia, embora ninguém quisesse) Chupamos vários picolés...
Agora estávamos em uma piscina simples, de adulto. E Guilherme na
de crianças.
– Não vou conseguir enxergar se não chegar perto. –
pensou Guilherme. – Ei, Bruno! Quero sorvete! – gritou
Guilherme
– Sorvete? Hmpf, espere aqui até eu voltar. –
disse Bruno se levantando e fechando o livro.
Enquanto Bruno ia comparar o sorvete de Guilherme, ele saiu da
piscina de crianças e correu em frente à de adultos.
– Anotações sobre observações da Katarina. Hoje ela está
usando a roupa de banho do colégio.
Guilherme terminou de anotar, largou o livro e foi entrar na
piscina de adultos. Guilherme obviamente não tinha altura o
suficiente para aquela piscina e também não sabia nadar, então, ele
estava se afogando.
– Baunilha? – perguntou o sorveteiro
– Sim. – respondeu Bruno.
– Parece que uma criança quase se afogou. – comentou
alguém.
Bruno olhou para trás e saiu correndo.
– Ei, senhor! – gritou o sorveteiro
– Guilherme! – murmurou Bruno
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– Guilherme! – falei olhando ele deitado no chão e
balançando-o – Guilherme!
Ele acorda assustado.
– Onde estou? – perguntou ele.
– Ainda bem! – soltei um ar de alivio.
– Porque vocês...?
– Ei,isso é coisa de se falar quando a Katarina acaba de te
salvar? – disse Lucas
– Salvar? – perguntou Guilherme
Bruno acaba de chegar com um rosto preocupado e escuta a fala de
Guilherme “Salvar”
– Você não deve entrar em uma piscina onde suas pernas não
alcançam o fundo. – falei sorrindo.
– Mas, criancinha, você não sabe nadar? – perguntou
Lucas colocando a mão na cabeça de Guilherme.
– Cala boca! Não me toque idiota. – gritou Guilherme
– especialmente por você ser do bando da aula extra
– O que disse?! – perguntou Lucas com uma careta
Guilherme sai correndo e senta em um lugar para poder observar
todos na piscina adulta.
– Que saco, o que há com eles? Tratando-me igual uma criança.
– pensou Guilherme
– Ei, Guilherme! – gritei
– Veio rir de mim? – perguntou Guilherme com raiva e
seu rosto virado para o outro lado.
– Não. – respondi
–Então, por que...? – perguntou Guilherme virando-se
para mim.
Sorri e me sentei ao seu lado.
– Vamos andar lá! – falei apontando para um tobo-águas
gigantesco.
Guilherme fez uma cara de espanto
– É um tobo-águas famoso pelo seu tobogã. Vamos?
Guilherme fez um pouco de silêncio e olhou para baixo
– É férias de verão, tem que se divertir, certo? –
falei segurando sua mão – Vamos! – puxei ele
– Ta, mas me solta! – debochou Guilherme
– Vamos! – sorri
– Sua estupidez vai me contagiar!
– Humpf! Nossa.
Bruno ficou de longe olhando
– Eu disse me solta, estúpida! – gritou ele e eu
morrendo de rir.
Lucas e Guilherme fizeram uma aposta em descer o todo-águas, e não
paravam de gritar “Não vou perder pra você”
– Fico feliz que o Guilherme parece bem. – falei
aliviada
– Lucas se da bem com aquela criança. – comentou
Mariana
– Você quer dizer que o Lucas é como uma criança do ensino
fundamental? – zombou Isabela
–Se apresse e desce também, Katarina! – gritou Lucas lá
de baixo
– Tá com medinho? – zombou Guilherme
– Haha, agora você vai ver! – falei
Sentei no tobo-águas e comecei a descer gritando e sorrindo, do
nada uma enorme dor surge em minha perna acabando com toda a minha
felicidade.
– Deu câimbra em minha perna! – sussurei.
Comecei a gritar até que caio na piscina. Não consegui nadar por
causa da câimbra então eu estava me afogando, eu já estava
sem ar, quando alguém me puxa pelos braços.
– Você está bem? – perguntou Bruno me segurando e
preocupado
Comecei a tossir.
– Bruno... – falei sem pensar
Ele me tirou da piscina e me sentou no chão, começou a massagear
meu pé.
– Bruno. – murmurei – Obrigada.
– Sem problema. Você também salvou o Guilherme, certo?
–Hmmm, sim.
Olhei para suas mãos em meus pés e sorri
– Bruno é tão gentil – pensei
De longe agora Lucas nos observava, gritando com o maior ódio
possível. Guilherme cutucou Lucas.
– O que quer droga? – gritou Lucas
Guilherme balançou a cabeça dizendo “não” e isso fez
com que Lucas se calasse. E novamente voltou a me observar
percebendo que estava vermelha com Bruno por perto. Misteriosamente
um flash veio em nossa cara. Perai, me deixe adivinhar... Raquel.
Ela sorrio maliciosamente
– Nossa Bruno, mesmo você comentando essas coisas... –
disse Raquel sozinha – Ok, só mais um empurrão.
Chegamos em casa e Guilherme logo foi fazer suas anotações em seu
maldito caderno.
Anotações sobre a Katarina: 26 de agosto, fui à piscina hoje.
Katarina quase se afogou com sua roupa de banho sem graça. Então,
eu salvei ela.
Virou noite e logo em seguida amanheceu. Eu estava no sofá da sala
lendo umas revistas.
– Katarina. – disse Raquel aproximando-se. –
Desculpe, aconteceu algo e eu vou ter que ir para a casa da minha
mãe também. – disse Raquel com as mãos dadas ao Guilherme e
com malas prontas.
– O que houve? – me espantei
– Recebi uma ligação hoje cedo dizendo que minha mãe não
estava se sentindo bem.
Me levantei do sofá – Coitada. – fiz um rosto
triste
– Parece que não é nada sério. Mas, fiquei preocupada, então
quero ir vê-la.
Bruno se aproximou.
– Tudo bem, então.
– Levarei o Guilherme comigo, então, deixarei a casa para
você e o Bruno.
– Ok... O QUÊ? – gritei
– Porque só eu? – reclamou Guilherme
– Não reclame,vamos ! – disse Raquel indo até a
porta
– Não! Quero ficar.
– Não!
Eles saíram e a casa ficou silenciosa. Percebi a presença do
Bruno.
– Vou ficar sozinha com o Bruno. – pensei fazendo a
maior careta possível.
– Ei. Por favor, cuide da janta. – disse friamente o
Bruno se retirando.
Não sei cozinhar bem, na verdade, nem sei cozinhar. Fui até a mesa
com mais de mil livros com receitas.
– Ok, vou fazer algo incrível e surpreender o Bruno! –
Coitada de mim, eu ainda tinha esperanças. Haha
Tempos depois só viram uma fumacinha saindo da janela da
cozinha.
– Porque acabou assim? – murmurei
Bruno chegou na cozinha e tentou dar um jeito. Ele fez a comida (Me
desculpe Bruno, mais você ficou lindo com um avental,
OIASOAISA)
– Desculpa, Bruno. – falei sem jeito – Você sabe
cozinhar! – fiz uma cara de malicia
– Acabei de aprender. – disse Bruno olhando para o
livro de receitas
Logo depois Bruno terminou de cozinhar e fomos à mesa comer.
– Não acredito que estou jantando com o Bruno. – pensei
– parecemos recém-casados. É isso! –Bruno... está
gostoso?
Bruno fez uma careta como resposta e eu sorri sem graça. Tenho que
pensar em algo para falar.
– Hmmm, Bruno...
– Que foi? – perguntou Bruno.
– Sobre a lição...
– Terminei tudo em um dia.
Me engasguei com a comida.
– Bem lembrado, você não vai conseguir acabar tudo só em dois
dias com essa sua cabeça. – zombou Bruno.
– É mesmo tão difícil? – perguntei
– Ts! Boa sorte.
– Você não quer me ajudar um pouco...? – perguntei sem
graça
– Não. – respondeu friamente o Buno.
– Que frio – pensei
Em outro lugar... Raquel com seu filho:
– Mãe, o que eu estou fazendo aqui? – perguntou
Guilherme entediado.
– Será que os dois já criaram um bom clima? – Raquel
riu – Quem sabe, pode estar indo mais rápido que
imagino.
Em casa, Katarina estudando:
– Estou com problemas serio! – bocejei – Talvez
essa não seja a melhor hora de me preocupar se estou sozinha com o
Bruno. – deitei a cabeça sob a mesa. – Bruno já deve
estar dormindo. Como ele já terminou a lição... Isso! Ele
terminou!
Nas pontas dos pés fui até o quarto do Bruno.
– Querido Deus, por favor, me perdoe. Quero ver as respostas
só um pouquinho. Infiltrando como o evento, a ninja Katarina
aparece! – falei abrindo a porta do quarto do
Bruno.
Logo de cara eu bati meu pé no cômodo. Quando eu ia gritar de dor
lembrei-me que iria acordar o Bruno. Bruno abriu um olho.
– O que ela está fazendo? – pensou Bruno
Em outro cômodo, fui olhando os livros com a lanterna. Um livro me
chamou mais a atenção.
ANOTAÇÕES DA KATARINA.
– Que diabos de livro...?
Fui passando as páginas.
ANOTAÇÃO: 28 de agosto. Férias de verão acabam em três dias. Mas, a
Katarina ainda nem começou a fazer suas lições. Ela deve ta
chorando igual um bebê. Estou ansioso por isso.
– Que pirralho...
Peguei a primeira caneta que encontrei e comecei a escrever em seu
livro:
ANOTAÇÃO DA KATARINA COMO GUILHERME: Posso ter escrito um monte de
coisas, mas na verdade a Katarina é uma amiga muito bonita, gentil,
e maravilhosa. Eu amo ela!
– Arrumado! – falei – Oh! Não é isso que eu vim
fazer Katarina!
Fui rodeando o quarto tentando achar o carderno do Bruno.
– Cadê o caderno do Bruno? – fui revirando tudo –
AHÁ! Achei.
Peguei o livro e fui em direção a porta quando uma mão segura meu
braço me impedindo de sair. Gritei o mais alto que pude.
– O que está fazendo? – perguntou Bruno
Joguei o livro no chão.
– Não fiz nada!
– Hmmm.
Ele olhou para sua lanterna em minhas mãos que eu acabara de
pegar.
– Não roubei nada! – Joguei a lanterna no chão
também
– Eu sei. – disse o Bruno sorrindo maliciosamente
O Bruno me pegou e me jogou em sua cama e segurou meus braços
– Não se preocupe, não vou te deixar com vergonha. Lucas
disse antes: “Você nunca sabe quando um gênio vai se tornar
um monstro”
Bruno aproximou sua cabeça. Eu fechei meus olhos com força
– Não! Bruno, eu gosto de você, Mas... Ainda é muito cedo.
Devemos ter um relacionamento saudável primeiro e...
Percebi ele rindo de minha cara. Ele me soltou
– Não se preocupe. – disse ele rindo demais – Não
ligue para a parte do saudável, não pretendo ter nada com
você.
Me levantei da cama.
– AH! Você estava me enganando! – falei indo em direção
a porta.
– Ei, você esqueceu algo. – disse o Bruno com seu
caderno na mão
Sai do quarto e fechei a porta.
– Que pena. Eu estava pensando em te emprestar o caderno para
recompensar o susto que te dei. Azar se você não quer.
Segundos depois abri a porta rapidamente.
– Vou aceitar já que você insiste! – falei
Ele fez uma cara de taxo.
– Hmmm, vou precisar da ajuda de copiar também!
A cara de taxo dele piorou
Na mesa:
– Ah, sim. – sorri – Acho que entendi.
– Ela realmente é fora do serio – pensou Bruno
– Ei, Bruno, o que é isso? – perguntei
– HÃ? Você não disse que entendeu agora mesmo?
– Bem, eu entendi quando você explicou.
– Inacreditável.
– Assim?
– Errado!
– Mesmo? Porque?
– Porque estou me esforçando tanto? – pensou
Bruno
Bruno pegou a régua e bateu de leve em minha cabeça.
– Ai!

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