Quinto capitulo
Eu estava lá, no palco, falando meu discurso como representante da
Classe-F ao lado do Lucas.
– Eu acredito que todos nós iremos seguir em frente, com o
conhecimento que obtemos no colégio tornam gravado em nossos
corações. Professores, pais, estamos profundamente agradecidos por
terem nos guiado através desses três anos. Obrigada, representante
da Classe 3-F, Katarina Pivato.
– Igualmente, Lucas Banner.
Todos aplaudiram.
Eu comecei a descer as escadinhas enquanto rolavam os comentários:
*** Você não imagina que ela é da Classe-F, né? *** Eu não esperava
menos da Katarina.***
– Você foi ótima, Katarina. – disse Bruno
satisfeito.
Logo depois do discurso, no intervalo, Bruno foi para o pátio da
escola. Em seguida vem um monte de garotas correndo atrás dele. E
dane-se quem estivesse na frente.
– Bruno! Por favor, me de o seu doce!
NOTA: Na escola onde eles estudavam, tinha um evento que os meninos
tinha um docinho, onde ele só daria para a garota que ele amasse.
Criativ, eu sei *-* bgs. /há
As meninas ficaram em volta dele, todas gritando e desesperadas
para conseguir o seu doce.
– Me desculpe, mas eu já gosto de alguém... – disse
Bruno educadamente afastando elas para ele poder passar.
Ele se aproximou de mim e eu inocentemente olhei para trás.
– Aqui, Katarina. – disse ele estendendo a mão com o
doce. – Por favor, aceite. – ele piscou.
Meus olhos brilharam e eu sorri.
– Obrigada, bruno. – falei sem jeito.
– Então... Aceita tirar uma foto comigo? – perguntou
ele de um jeito educado e perfeito.
Bruno ficou bem mais perto de mim onde eu e ele conseguíssemos
escutar a respiração um do outro, ele sorrio para a foto. Raquel já
com sua câmera na mão, como de costume, foi lá e bateu a
foto.
Nossos rostos estavam muitos próximos, quando o Bruno fecha seus
olhos e me da um leve beijo. Meus olhos brilharam, eu estava tão
feliz...
Quando rolo da maldita cama e caio no chão acabando com meu lindo
sonho.
– Hã? – murmurei – É claro, afinal. É impossível
isso acontecer.
Levantei-me do chão.
– Certo, não é bom pensar assim. Hoje vai ser um dia muito
cansativo. Só de pensar que eu vou fazer um discurso na frente de
todos... E hoje, até seria legal se o Bruno me desse o seu doce.
– pensei
Beijo Mαldoso
– Filho, Katarina, já estão prontos? – perguntou Raquel
– Hoje é um dia muito importante. Vocês não podem ter um
pontinho de poeira no uniforme de vocês.
Raquel esfregou a escova no uniforme do Bruno e olhou para
ele.
– Você é o representante formal dos formandos. – disse
Raquel – E a Katarina é a representante da turma.
Eu sorri.
– Está bem. – disse Bruno entediado
– Bruno, você não deve dar seu doce para nenhuma garota.
– sussurrou Raquel em seu ouvido – Dê para
Katarina!
– Dá um tempo! – disse Bruno. – Tchau.
Bruno foi em direção a porta.
– Filho, quero tirar uma foto sua na frente da casa para
comemorar sua formatura!
Bruno ignorou Raquel e saiu, em seguida eu saí também.
Quando já estávamos andando na rua, estava um silêncio, como de
sempre. Olhei pro Bruno.
– Pra que essa cara? – perguntei. – Se anime,
hoje é o ultimo dia, afinal.
– Hmpf!
– Esse ano para mim foi um dos melhores. –
murmurei
– De dezoito anos que vivi, esse foi o mais difícil. –
disse Bruno sem nem olhar para mim.
– Pelo menos não foi um ano que você só dormia todas as
tardes. – contra-ataquei
Chegando à escola, todos olharam para o Bruno e começaram a
cochichar no ouvido do outro.
*** Parece que o Bruno não fez o exame pra universidade de
Tóquio... *** Ouvi dizer que ele vai freqüentar a faculdade daqui.
*** Katarina vai estudar com ele?***
– Bruno. Você é o alvo das fofocas, ts. – disse
Igor.
– Oi, Igor. – falei
– Hmmm, oi Katarina. – disse Igor.
– Foi aceito na faculdade que queria não é? – perguntei
– Parabéns.
– Obrigado. – ele sorriu
Me afastei deles.
– Falando nisso, os professores estão furiosos com você.
– disse Igor. – Por não fazer a prova da Universidade
de Tóquio.
– Ah, é mesmo? – perguntou Bruno entediado.
Eu sei que foi minha culpa. Não importa o quanto que o Bruno negue
e fale que só foi sua vontade. Tenho certeza que se eu não tivesse
dores aquele dia...
– Katarina! – gritou Lucas atrás de mim
Me espantei.
– Porra, que susto Lucas. – fui dura.
– É verdade que o Bruno vai para a mesma faculdade que você?
– perguntou ele
– Ahã. Com a Katarina! – afirmou Bruno.
– O que disse? – perguntou Lucas com raiva. – Vá
para qualquer outro lugar aberração!
– Pode se juntar a nós também. Afinal é um sistema de
inclusão. – Disse Bruno. – Ah, esqueci. Você
falhou.
Bruno saiu andando.
– Maldito Nerd.
– Pare Lucas, nós somos os representantes da Classe-F.
– Ok... – respondeu ele. – Escute, vou te salvar
se você cair do palco.
– Não diga coisas desagradáveis assim. –
falei
Saí de perto do Lucas e fui falar com a Mariana.
– Você não sabe o que vem por aí. – pensou Lucas
fazendo um sorriso malicioso.
O tempo se passou e em fim, chegou na hora do discurso.
– Próximo: Classe-F – disse uma mulher no
microfone.
Um dos professores da escola que é o líder de nossa sala foi falar
um pouco no microfone.
– Esse é o ultimo dia que o Lucas vai ser um estudante.
– comentou Mariana ao meu lado
– Por isso escolhemos vocês dois como representantes. –
disse Isabella
– Ahã. – concordou Mariana – Não derrube nossos
diplomas por tudo, ok?
– Nunca estive em um palco de assembléias. – comentei
– Além disso, vou subir as escadinhas na frente do
Bruno.
– Representante formal dos formandos, Bruno Carter. –
disse a mulher no microfone
Bruno levantou-se de sua cadeira e foi em direção ao palco. Ele fez
um lindo discurso, que deixaria qualquer um com inveja.
Após eu ficar olhando o belo discurso do Bruno, notei que, é como
se fosse igual o primeiro dia que vi o Bruno. Mesmo não conseguindo
tornar meus sentimentos mútuos, fiz lembranças importantes de minha
vida de adolescente. Definitivamente amo o Bruno.
– Classe-F, Katarina e Lucas – disse a mulher com o
microfone.
– SIM! – gritou Lucas se levantando e levantando o
braço
Todos riram.
Não escutei a mulher falar, pois estava pensando no Bruno, e quando
penso nele é como se nada estivesse em volta.
– Katarina. – sussurrou Isabella me cutucando
– Katarina Pivato! – disse a mulher com um tom de voz
mais alto.
Dei um grito de susto. O motivo que fez com que todos rissem mais
ainda.
– Katarina, boa sorte! – gritou Raquel lá dos
fundos.
– Shh! Raquel. – disse seu marido.
– Lucas, Katarina, Vocês conseguem! – gritou os idiotas
dos amigos do Lucas.
Eu e o Lucas estávamos indo em direção ao palco, eu tentando
ignorar as risadas e os comentários. E Lucas igual um idiota
fazendo um sinal de paz e amor com os dedos.
– Que comédia. – comentou Igor ao lado de Bruno.
– Que idiota. – disse Bruno.
–Katarina, vamos de mãos dadas. – disse Lucas
– Cala a boca, não vou fazer isso! – falei
Chegamos ao palco. Lucas estava desligado, pensando em nosso
casamento.
– Eu juro! – gritou Lucas
– Jura o que? – perguntou o diretor nervoso.
– Pare Lucas! – murmurei
Todos riram.
– Me desculpe, Katarina. – disse Lucas – Eu
estava pensando em nosso futuro.
Lucas pegou o microfone.
– Portanto, Bruno! – gritou Lucas apontando para o
Bruno. – Não ache que vai ser fácil só por que entro na mesma
faculdade que a Katarina! Eu vou me casar com ela! Sem objeções
ok?
– Eu protesto! – gritou Raquel lá trás – Diga
algo, Filho!
– “Filho”, refere-se a você, não é? –
perguntou Igor do lado de Bruno.
– Bruno sofre tanto! – comentou um garoto.
Bruno abaixou sua cabeça, colocou sua mão em sua cabeça e fechou
seus olhos.
– Lucas, seu idiota! – falei
Corri em direção à escada, tropecei e cai derrubando todos os
papeis. Tinha pessoas que só faltava morrer de tanto rir.
Comecei a catar os papeis. Quando Bruno pega um papel que caiu em
sua frente e me entrega.
– Obrigada. – falei
Ele puxou minha orelha e gritou:
– Idiota!
Após isso acontecer, é como se todos os meus sonhos quebrassem
igual quando um copo de vidro quando cai no chão, vira apenas cacos
de vidro, que depois vai para o lixo.
Quando tudo acabou, eu e Mariana fomos andar pela quadra. Isabela
disse que se ocuparia e que não dava para vir com nós. Raquel
aparece, acena e sorri.
– Katarina, me desculpe, não queria estragar mais as
coisas... – disse Raquel
– Ah, não se preocupe. – falei em um tom triste
– Todos já esperavam algo assim, já que era você. –
disse Mariana sinceramente – Não fique assim.
Logo Mariana faz uma cara de espantada olhando para um casal se
beijando. Por um momento pensei que fosse o seu namorado que estava
ali...
– Que lindo! – disse Mariana – É assim que uma
cerimônia de formatura tem que ser.
– Ah, é isso. – falei entediada – Continuando,
que inveja.
– Argh, aquele meu filho me deixa louca! – gritou
Raquel – Por que, em um dia maravilhoso como esse...?
– Calma. – disse Mariana – Veja, Katarina!
Mariana apontou para o Bruno com uma linda garota ao lado.
–Bruno... Por favor, me de o seu doce? – perguntou a
menina.
– É uma garota do primeiro ano. – disse Mariana ao meu
lado com deboche.
– Ela está implorando o doce dele. Há, que inacreditável.
– disse Raquel sarcasticamente
–Não. – respondeu ele friamente.
A menina fez uma cara de triste e logo suas amigas vieram para te
consolar.
– Por enquanto que seja assim. – disse Raquel.
– Me lembro á um ano atrás. – falei meio triste
– Isso é horrível. – comentou Raquel
Outra garota se aproximou do Bruno.
– Aí vem outra – disse Raquel
– É uma aluna do segundo ano. – disse Mariana –
Ele é bem popular com as meninas.
– Bruno, pode tirar uma foto comigo? – perguntou a
menina
– Não quero. – disse ele se desviando da menina.
– Só uma? – perguntou a menina
– Não seja tão persistente! – reclamou Bruno
– Continue assim Filho! – murmurou Raquel – Tudo
bem, você é a próxima Katarina, vá!
– EU? – perguntei assustada – Ele vai me
rejei...
– Vá! – exclamou ela – Pegue o doce dele, ah, e
não se esqueça de pedir para tirar a foto, ok? Você tem minha
permissão para beijá-lo.
– Calma. – disse Mariana a Raquel
Fui em direção a ele e fiquei pensando em mil coisas.
– Fala logo o que quer. – disse Bruno entediado
– Hmmm... – quero você, idiota.
– Não diga que vai me pedir o doce? – perguntou ele
– Credo.
– É. – respondi
– Não vou dar. – disse ele friamente
Revirei meus olhos.
– Então... Uma foto? – perguntei
– Também não. – disse ele se virando e saindo
Fui em direção a Raquel.
– Espere Bruno! – gritou Raquel – Que atitude é
essa?
Ele se virou para ela.
– Tem certeza de que você nasceu com um pinto? –
perguntou Raquel – Não é uma atitude de um verdadeiro
homem!
Eu ri e ele olhou para mim.
– Só uma foto. – ele destacou bem a palavra
“uma”
Eu sorri.
Raquel pegou sua câmera, ele fez uma careta e eu cara de tímida.
Raquel bateu o flash.
– Que isso...? – perguntou ela
Antes de Raquel bater a foto Lucas apareceu por trás e fez uma cara
de demente.
– Lucas! – gritei
– Ei, saia daí! – ordenou Raquel
– Oh, atrapalhei? – perguntou ele
sarcasticamente.
Bruno saiu andando.
– Espere, Bruno. – fui em direção a ele.
– Eu disse que tiraria uma foto. –
disse Bruno.
MALDITO LUCAS!
– Vida de Ensino médio, vida de Classe-F, adeus. –
murmurou Mariana em frente a escola
– Finalmente longe da maldita A-F. – disse
Isabella
Fiz cara de desanimada e Isabela olhou para mim.
– AF, até quando você vai ficar deprimida por causa do
Bruno?
– Foram os meus sonhos, Isabela. – respondi
– De certa forma não fique assim, Droga. – reclamou
Isabela
Ficou um minuto de silêncio.
– Estou um pouco preocupada... – disse Mariana
– Por quê? – perguntou Isabela
– Se esqueceu que o Lucas que vai ser o organizador da
festa?
– Droga. – sussurrou Isabela.
A festa: (festa?)
–Aqui está tão frio! – falei me encolhendo sentada na
mesa o lado das pessoas da Classe-F.
O banheiro estava ao lado de onde estávamos sentados, assim,
escutados um barulho de descarga e logo um homem saindo do
banheiro.
– E fedendo. – completou Mariana
Um garoto passou por nós, olhou para trás e perguntou:
– Por que estão com essa cara de desânimo?
– Porque Titanic afundou. – respondi com
ignorância.
– Aqui é horrível. – disse Isabela
O garoto fez uma cara estranha e depois saiu.
– Então... – disse um garoto da Classe-F – Vamos
começar com um brinde?
– Isso que eu ia dizer! – disse o Lucas.
Lucas se levantou.
– Bem, pode parecer um pouco arrogante da minha parte, mas
como organizador... Eu, Lucas, farei as honras. Saúde
pessoal!
Todos se encolheram.
– Porra, não quero morrer congelada! – murmurei –
Principalmente aqui.
Mariana riu.
Logo uma criatura brilhante – e fria – aparece.
– Bruno? – perguntei a mim mesma.
– Está explicado! – disse Isabela – Olhe aí o
motivo desse terrível frio.
– O que você está fazendo aqui? – perguntou Lucas
irritado.
– O que houve Bruno? – perguntou Igor se aproximando
– Como? O pessoal da Classe-F...
– Não diga que a Classe-A vai comemorar aqui também? –
perguntou Lucas em desespero.
– Infelizmente, sim. – disse Bruno.
– A não... Com a A-F? – perguntou uma menina
desanimada.
Logo todos os da Classe-A foram aparecendo.
– Me diga, o que há de errado com a Classe-F? –
perguntou Lucas
– Hmmm, talvez porque tenha um F depois de Classe? –
perguntou a menina.
[...]
Comidas deliciosas na mesa do outro lado na Classe-A , com luzes
brilhantes e um ótimo cantor no palco. E no lado da Classe-F, uma
escuridão, um fedor e um frio. Na mesa apenas uma jarra de água e
três copos – nos quais eu nem me atreveria beber água
–
– Porque essa diferença estranha de nível? – perguntou
Mariana.
– Não gosto dessa atmosfera ruim, por algum motivo. –
disse Isabela.
– É como se estivessem separando agente por classe. –
comentei
Imagine: Bruno vestido de um príncipe e cercado de donzelas com
lindos penteados e lindos vestidos.
Imagine²: Classe-F nada mais e nada menos do que burros em formato
de bosta.
As luzes da Classe-A se apagam e logo uma luz no pequeno _ e
péssimo _ palco da Classe-f se acendeu.
–Ah não! –reclamei
– Lucas, o que você esta fazendo aí meu filho... –
murmurou Isabela
Mariana fez uma cara de deboche e Lucas piscou para mim.
– Senhas e senhores! Bem vindos á noite do Lucas no palco.
Por favor escutem minha musica “Katarina meu amor”.
– disse Lucas
Lucas começou a cantar a música, só tinha “Katarina i Love
you” Todos fizeram uma cara de morto. Lucas, seu
idiota!
– Será que...? – perguntou Mariana em um sussurro no
ouvido de Isabela. – Os sentimentos dele são
recíprocos?
Isabela fez uma careta.
– Mas que porra! Para com isso Lucas! – gritei
– Não precisa se envergonhar, Katarina. – disse Lucas
– ainda tem muitos gritos de amor pela frente.
As pessoas da Classe-A estavam entediadas.
– Por favor, pare com isso.
– Credo, como você é idiota.
– Se gravar um cd me avise que eu compro, HÁ.
– Vai estragar minha comida. – disse Bruno
O celular de Lucas toca. Em seguida ele atende.
–Ah, chefe! – uma pausa – Sim. – Sem
problemas, estarei aí em um pulo.
Lucas saiu do palco e correu em minha direção.
– Katarina, me desculpe! Mas seu pai disse que contava
comi..
–Tchau. – falei entediada
Em fim, Lucas foi embora e as Luzes se acenderam.
– Cara, o que foi isso? – perguntou Isabela
Um homem foi se aproximando.
– Aquele aluno de antes; ouvi dizer que ele não vai para a
faculdade, mas está procurando emprego? – perguntou o homem
sarcasticamente
– E o que tem de errado nisso? – perguntou outro homem
furioso
– Não, absolutamente nada.
– Ele simplesmente vai se juntar a sociedade mais cedo! Não é
motivo para tratá-lo como idiota.
Todos da F concordaram. – todos vírgula –
– Ts, sério, vocês todos... – zombou o homem. – E
parece que tem uma aluna da classe-F... – ele deu uma pausa e
olhou para mim. – Que não passa de um atraso na vida desse
aluno – ele aumentou a voz.
– Ei. – disse Bruno chegando por trás – Não é
culpa dela.
– Mas, Bru...
– As pessoas dizerem que eu cometeria tal erro por uma idiota
seria a maior humilhação.
– Ei, porque ta me chamando de idiota? – gritei
– É a verdade, não é? – contra-atacou Bruno.
– Pode ser verdade... Mas a inteligência não é tudo para uma
pessoa. – falei – O que importa é por dentro.
– Seria mais convincente se essas palavras viessem de uma
pessoa inteligente.
– Seu... – dei uma pausa. – você é sempre assim.
SEU TIRANO SEM CORAÇÃO! – gritei
– Mas está apaixonada por esse tirano, é? – perguntou
ele.
– Isso me lembra, a Katarina não deu uma carta para o Bruno?
– perguntou uma garota da A.
– Sim, ouvi dizer que ele não aceitou.
– Ela tem um monte de coragem inútil
Bruno riu, como se estivesse gostando.
– Inútil? – repetiu ele. – Sem dúvidas.
Todos riram.
Abaixei minha cabeça levemente e olhei para o Bruno com um olhar
provocador.
– Conheço seus sentimentos muito bem. – falei com uma
voz rouca. – Se você vai até esse ponto, tenho uma
idéia.
Coloquei minha mão no bolso da blusa.
– O que é? – perguntou ele sem vontade.
Tirei minha mão do bolso com uma foto e levantei meu braço para que
todos vissem a linda foto do Bruno quando era pequeno, digo...
pequena.
– Isso. – falei
Todos ficaram Boquiabertos.
– Quem é essa garota?
– Que fofinha.
– Por que você tem isso? – gritou Bruno.
– Pessoal, vocês acreditam que.... – dei uma pausa.
– esse é o Bruno. – falei lentamente ao
pronunciar seu nome.
Por um minutos todos ficaram calados.
– Me deixe ver!
– Não acredito.
– Ele é gay?
– Como você era fofa.
Bruno tomou a foto de minha mão.
– Sua...
– Se quer ficar com essa, não tem problemas. – falei
– tenho outra.
Coloquei a mão no bolso e ele me puxou rapidamente em direção a
porta.
Ele estava me levando para um lugar longe de todos, em seguida me
encostou na parede.
– Pare, está me machucando. – falei
– Você não consegue esconder nada.
– Não vou ficar com medo mesmo que você me ameace. –
gritei – Você transformou meus sentimentos em forma de piada
em frente de todos. – senti uma lagrima escorrer pelo meu
rosto. – Só estava retribuindo o favor. Eu já cansei de você.
– virei meu rosto. – Nunca mais vou pensar em
te amar.
– Então... Você consegue fazer algo assim? – perguntou
ele
– É claro. – gritei – conheço seu caráter tão bem
que me da nojo.
– Então, vai me esquecer, é? – ele me olhou com um
olhar sincero
Olhei para ele confusa.
– Vou. Esquecer de você e viver minha...
– Então, tente.
Ele aproximou seu rosto tocando seus lábios aos meus. Arregalei
meus olhos, meu coração começou a bater rapidamente, já não tinha
força nenhuma, não tinha nenhuma reação diante aquele desejado
momento. Me arrepiei, uma atmosfera profunda passando.
Ele tirou seus lábios dos meus e saiu andando. Logo olhou para trás
e falou:
–Bem feito. – ele deu lingüinha.
Me sentei levemente no chão sem força alguma. Lagrimas escorriam
por meu rosto, levantei meu rosto e olhei para o céu, observando o
crepúsculo

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