Home Data de criação : 09/08/08 Última atualização : 11/10/19 05:06 / 6 Artigos publicados

Quinto Capitulo ®  escrito em segunda 10 agosto 2009 07:32

Quinto capitulo

Eu estava lá, no palco, falando meu discurso como representante da Classe-F ao lado do Lucas.
– Eu acredito que todos nós iremos seguir em frente, com o conhecimento que obtemos no colégio tornam gravado em nossos corações. Professores, pais, estamos profundamente agradecidos por terem nos guiado através desses três anos. Obrigada, representante da Classe 3-F, Katarina Pivato.
– Igualmente, Lucas Banner.
Todos aplaudiram.
Eu comecei a descer as escadinhas enquanto rolavam os comentários: *** Você não imagina que ela é da Classe-F, né? *** Eu não esperava menos da Katarina.***
– Você foi ótima, Katarina. – disse Bruno satisfeito.
Logo depois do discurso, no intervalo, Bruno foi para o pátio da escola. Em seguida vem um monte de garotas correndo atrás dele. E dane-se quem estivesse na frente.
– Bruno! Por favor, me de o seu doce!
NOTA: Na escola onde eles estudavam, tinha um evento que os meninos tinha um docinho, onde ele só daria para a garota que ele amasse. Criativ, eu sei *-* bgs. /há

As meninas ficaram em volta dele, todas gritando e desesperadas para conseguir o seu doce.
– Me desculpe, mas eu já gosto de alguém... – disse Bruno educadamente afastando elas para ele poder passar.
Ele se aproximou de mim e eu inocentemente olhei para trás.
– Aqui, Katarina. – disse ele estendendo a mão com o doce. – Por favor, aceite. – ele piscou.
Meus olhos brilharam e eu sorri.
– Obrigada, bruno. – falei sem jeito.
– Então... Aceita tirar uma foto comigo? – perguntou ele de um jeito educado e perfeito.
Bruno ficou bem mais perto de mim onde eu e ele conseguíssemos escutar a respiração um do outro, ele sorrio para a foto. Raquel já com sua câmera na mão, como de costume, foi lá e bateu a foto.
Nossos rostos estavam muitos próximos, quando o Bruno fecha seus olhos e me da um leve beijo. Meus olhos brilharam, eu estava tão feliz...
Quando rolo da maldita cama e caio no chão acabando com meu lindo sonho.

– Hã? – murmurei – É claro, afinal. É impossível isso acontecer.
Levantei-me do chão.
– Certo, não é bom pensar assim. Hoje vai ser um dia muito cansativo. Só de pensar que eu vou fazer um discurso na frente de todos... E hoje, até seria legal se o Bruno me desse o seu doce. – pensei

Beijo Mαldoso

– Filho, Katarina, já estão prontos? – perguntou Raquel – Hoje é um dia muito importante. Vocês não podem ter um pontinho de poeira no uniforme de vocês.
Raquel esfregou a escova no uniforme do Bruno e olhou para ele.
– Você é o representante formal dos formandos. – disse Raquel – E a Katarina é a representante da turma.
Eu sorri.
– Está bem. – disse Bruno entediado
– Bruno, você não deve dar seu doce para nenhuma garota. – sussurrou Raquel em seu ouvido – Dê para Katarina!
– Dá um tempo! – disse Bruno. – Tchau.
Bruno foi em direção a porta.
– Filho, quero tirar uma foto sua na frente da casa para comemorar sua formatura!
Bruno ignorou Raquel e saiu, em seguida eu saí também.
Quando já estávamos andando na rua, estava um silêncio, como de sempre. Olhei pro Bruno.
– Pra que essa cara? – perguntei. – Se anime, hoje é o ultimo dia, afinal.
– Hmpf!
– Esse ano para mim foi um dos melhores. – murmurei
– De dezoito anos que vivi, esse foi o mais difícil. – disse Bruno sem nem olhar para mim.
– Pelo menos não foi um ano que você só dormia todas as tardes. – contra-ataquei

Chegando à escola, todos olharam para o Bruno e começaram a cochichar no ouvido do outro.

*** Parece que o Bruno não fez o exame pra universidade de Tóquio... *** Ouvi dizer que ele vai freqüentar a faculdade daqui. *** Katarina vai estudar com ele?***

– Bruno. Você é o alvo das fofocas, ts. – disse Igor.
– Oi, Igor. – falei
– Hmmm, oi Katarina. – disse Igor.
– Foi aceito na faculdade que queria não é? – perguntei – Parabéns.
– Obrigado. – ele sorriu

Me afastei deles.

– Falando nisso, os professores estão furiosos com você. – disse Igor. – Por não fazer a prova da Universidade de Tóquio.
– Ah, é mesmo? – perguntou Bruno entediado.

Eu sei que foi minha culpa. Não importa o quanto que o Bruno negue e fale que só foi sua vontade. Tenho certeza que se eu não tivesse dores aquele dia...

– Katarina! – gritou Lucas atrás de mim

Me espantei.

– Porra, que susto Lucas. – fui dura.
– É verdade que o Bruno vai para a mesma faculdade que você? – perguntou ele
– Ahã. Com a Katarina! – afirmou Bruno.
– O que disse? – perguntou Lucas com raiva. – Vá para qualquer outro lugar aberração!
– Pode se juntar a nós também. Afinal é um sistema de inclusão. – Disse Bruno. – Ah, esqueci. Você falhou.

Bruno saiu andando.


– Maldito Nerd.
– Pare Lucas, nós somos os representantes da Classe-F.
– Ok... – respondeu ele. – Escute, vou te salvar se você cair do palco.
– Não diga coisas desagradáveis assim. – falei

Saí de perto do Lucas e fui falar com a Mariana.

– Você não sabe o que vem por aí. – pensou Lucas fazendo um sorriso malicioso.

O tempo se passou e em fim, chegou na hora do discurso.

– Próximo: Classe-F – disse uma mulher no microfone.

Um dos professores da escola que é o líder de nossa sala foi falar um pouco no microfone.

– Esse é o ultimo dia que o Lucas vai ser um estudante. – comentou Mariana ao meu lado
– Por isso escolhemos vocês dois como representantes. – disse Isabella
– Ahã. – concordou Mariana – Não derrube nossos diplomas por tudo, ok?
– Nunca estive em um palco de assembléias. – comentei – Além disso, vou subir as escadinhas na frente do Bruno.
– Representante formal dos formandos, Bruno Carter. – disse a mulher no microfone

Bruno levantou-se de sua cadeira e foi em direção ao palco. Ele fez um lindo discurso, que deixaria qualquer um com inveja.

Após eu ficar olhando o belo discurso do Bruno, notei que, é como se fosse igual o primeiro dia que vi o Bruno. Mesmo não conseguindo tornar meus sentimentos mútuos, fiz lembranças importantes de minha vida de adolescente. Definitivamente amo o Bruno.

– Classe-F, Katarina e Lucas – disse a mulher com o microfone.
– SIM! – gritou Lucas se levantando e levantando o braço

Todos riram.

Não escutei a mulher falar, pois estava pensando no Bruno, e quando penso nele é como se nada estivesse em volta.

– Katarina. – sussurrou Isabella me cutucando
– Katarina Pivato! – disse a mulher com um tom de voz mais alto.

Dei um grito de susto. O motivo que fez com que todos rissem mais ainda.

– Katarina, boa sorte! – gritou Raquel lá dos fundos.
– Shh! Raquel. – disse seu marido.
– Lucas, Katarina, Vocês conseguem! – gritou os idiotas dos amigos do Lucas.

Eu e o Lucas estávamos indo em direção ao palco, eu tentando ignorar as risadas e os comentários. E Lucas igual um idiota fazendo um sinal de paz e amor com os dedos.

– Que comédia. – comentou Igor ao lado de Bruno.
– Que idiota. – disse Bruno.
–Katarina, vamos de mãos dadas. – disse Lucas
– Cala a boca, não vou fazer isso! – falei

Chegamos ao palco. Lucas estava desligado, pensando em nosso casamento.

– Eu juro! – gritou Lucas
– Jura o que? – perguntou o diretor nervoso.
– Pare Lucas! – murmurei

Todos riram.

– Me desculpe, Katarina. – disse Lucas – Eu estava pensando em nosso futuro.

Lucas pegou o microfone.

– Portanto, Bruno! – gritou Lucas apontando para o Bruno. – Não ache que vai ser fácil só por que entro na mesma faculdade que a Katarina! Eu vou me casar com ela! Sem objeções ok?
– Eu protesto! – gritou Raquel lá trás – Diga algo, Filho!
– “Filho”, refere-se a você, não é? – perguntou Igor do lado de Bruno.
– Bruno sofre tanto! – comentou um garoto.

Bruno abaixou sua cabeça, colocou sua mão em sua cabeça e fechou seus olhos.

– Lucas, seu idiota! – falei

Corri em direção à escada, tropecei e cai derrubando todos os papeis. Tinha pessoas que só faltava morrer de tanto rir.
Comecei a catar os papeis. Quando Bruno pega um papel que caiu em sua frente e me entrega.
– Obrigada. – falei

Ele puxou minha orelha e gritou:

– Idiota!

Após isso acontecer, é como se todos os meus sonhos quebrassem igual quando um copo de vidro quando cai no chão, vira apenas cacos de vidro, que depois vai para o lixo.

Quando tudo acabou, eu e Mariana fomos andar pela quadra. Isabela disse que se ocuparia e que não dava para vir com nós. Raquel aparece, acena e sorri.

– Katarina, me desculpe, não queria estragar mais as coisas... – disse Raquel
– Ah, não se preocupe. – falei em um tom triste
– Todos já esperavam algo assim, já que era você. – disse Mariana sinceramente – Não fique assim.

Logo Mariana faz uma cara de espantada olhando para um casal se beijando. Por um momento pensei que fosse o seu namorado que estava ali...

– Que lindo! – disse Mariana – É assim que uma cerimônia de formatura tem que ser.
– Ah, é isso. – falei entediada – Continuando, que inveja.
– Argh, aquele meu filho me deixa louca! – gritou Raquel – Por que, em um dia maravilhoso como esse...?
– Calma. – disse Mariana – Veja, Katarina!

Mariana apontou para o Bruno com uma linda garota ao lado.

–Bruno... Por favor, me de o seu doce? – perguntou a menina.

– É uma garota do primeiro ano. – disse Mariana ao meu lado com deboche.
– Ela está implorando o doce dele. Há, que inacreditável. – disse Raquel sarcasticamente

–Não. – respondeu ele friamente.

A menina fez uma cara de triste e logo suas amigas vieram para te consolar.

– Por enquanto que seja assim. – disse Raquel.
– Me lembro á um ano atrás. – falei meio triste
– Isso é horrível. – comentou Raquel

Outra garota se aproximou do Bruno.

– Aí vem outra – disse Raquel
– É uma aluna do segundo ano. – disse Mariana – Ele é bem popular com as meninas.

– Bruno, pode tirar uma foto comigo? – perguntou a menina
– Não quero. – disse ele se desviando da menina.
– Só uma? – perguntou a menina
– Não seja tão persistente! – reclamou Bruno

– Continue assim Filho! – murmurou Raquel – Tudo bem, você é a próxima Katarina, vá!
– EU? – perguntei assustada – Ele vai me rejei...
– Vá! – exclamou ela – Pegue o doce dele, ah, e não se esqueça de pedir para tirar a foto, ok? Você tem minha permissão para beijá-lo.
– Calma. – disse Mariana a Raquel

Fui em direção a ele e fiquei pensando em mil coisas.

– Fala logo o que quer. – disse Bruno entediado
– Hmmm... – quero você, idiota.
– Não diga que vai me pedir o doce? – perguntou ele – Credo.
– É. – respondi
– Não vou dar. – disse ele friamente

Revirei meus olhos.

– Então... Uma foto? – perguntei
– Também não. – disse ele se virando e saindo

Fui em direção a Raquel.

– Espere Bruno! – gritou Raquel – Que atitude é essa?

Ele se virou para ela.

– Tem certeza de que você nasceu com um pinto? – perguntou Raquel – Não é uma atitude de um verdadeiro homem!

Eu ri e ele olhou para mim.

– Só uma foto. – ele destacou bem a palavra “uma”

Eu sorri.

Raquel pegou sua câmera, ele fez uma careta e eu cara de tímida. Raquel bateu o flash.

– Que isso...? – perguntou ela

Antes de Raquel bater a foto Lucas apareceu por trás e fez uma cara de demente.

– Lucas! – gritei
– Ei, saia daí! – ordenou Raquel
– Oh, atrapalhei? – perguntou ele sarcasticamente.

Bruno saiu andando.

– Espere, Bruno. – fui em direção a ele.
– Eu disse que tiraria uma foto. – disse Bruno.

MALDITO LUCAS!

– Vida de Ensino médio, vida de Classe-F, adeus. – murmurou Mariana em frente a escola
– Finalmente longe da maldita A-F. – disse Isabella

Fiz cara de desanimada e Isabela olhou para mim.

– AF, até quando você vai ficar deprimida por causa do Bruno?
– Foram os meus sonhos, Isabela. – respondi
– De certa forma não fique assim, Droga. – reclamou Isabela

Ficou um minuto de silêncio.

– Estou um pouco preocupada... – disse Mariana
– Por quê? – perguntou Isabela
– Se esqueceu que o Lucas que vai ser o organizador da festa?
– Droga. – sussurrou Isabela.

A festa: (festa?)

–Aqui está tão frio! – falei me encolhendo sentada na mesa o lado das pessoas da Classe-F.

O banheiro estava ao lado de onde estávamos sentados, assim, escutados um barulho de descarga e logo um homem saindo do banheiro.

– E fedendo. – completou Mariana

Um garoto passou por nós, olhou para trás e perguntou:

– Por que estão com essa cara de desânimo?
– Porque Titanic afundou. – respondi com ignorância.
– Aqui é horrível. – disse Isabela

O garoto fez uma cara estranha e depois saiu.

– Então... – disse um garoto da Classe-F – Vamos começar com um brinde?
– Isso que eu ia dizer! – disse o Lucas.

Lucas se levantou.

– Bem, pode parecer um pouco arrogante da minha parte, mas como organizador... Eu, Lucas, farei as honras. Saúde pessoal!

Todos se encolheram.

– Porra, não quero morrer congelada! – murmurei – Principalmente aqui.

Mariana riu.

Logo uma criatura brilhante – e fria – aparece.

– Bruno? – perguntei a mim mesma.
– Está explicado! – disse Isabela – Olhe aí o motivo desse terrível frio.
– O que você está fazendo aqui? – perguntou Lucas irritado.
– O que houve Bruno? – perguntou Igor se aproximando – Como? O pessoal da Classe-F...
– Não diga que a Classe-A vai comemorar aqui também? – perguntou Lucas em desespero.
– Infelizmente, sim. – disse Bruno.
– A não... Com a A-F? – perguntou uma menina desanimada.

Logo todos os da Classe-A foram aparecendo.

– Me diga, o que há de errado com a Classe-F? – perguntou Lucas
– Hmmm, talvez porque tenha um F depois de Classe? – perguntou a menina.

[...]

Comidas deliciosas na mesa do outro lado na Classe-A , com luzes brilhantes e um ótimo cantor no palco. E no lado da Classe-F, uma escuridão, um fedor e um frio. Na mesa apenas uma jarra de água e três copos – nos quais eu nem me atreveria beber água –

– Porque essa diferença estranha de nível? – perguntou Mariana.
– Não gosto dessa atmosfera ruim, por algum motivo. – disse Isabela.
– É como se estivessem separando agente por classe. – comentei

Imagine: Bruno vestido de um príncipe e cercado de donzelas com lindos penteados e lindos vestidos.
Imagine²: Classe-F nada mais e nada menos do que burros em formato de bosta.

As luzes da Classe-A se apagam e logo uma luz no pequeno _ e péssimo _ palco da Classe-f se acendeu.

–Ah não! –reclamei
– Lucas, o que você esta fazendo aí meu filho... – murmurou Isabela

Mariana fez uma cara de deboche e Lucas piscou para mim.

– Senhas e senhores! Bem vindos á noite do Lucas no palco. Por favor escutem minha musica “Katarina meu amor”. – disse Lucas

Lucas começou a cantar a música, só tinha “Katarina i Love you” Todos fizeram uma cara de morto. Lucas, seu idiota!

– Será que...? – perguntou Mariana em um sussurro no ouvido de Isabela. – Os sentimentos dele são recíprocos?

Isabela fez uma careta.

– Mas que porra! Para com isso Lucas! – gritei
– Não precisa se envergonhar, Katarina. – disse Lucas – ainda tem muitos gritos de amor pela frente.

As pessoas da Classe-A estavam entediadas.

– Por favor, pare com isso.
– Credo, como você é idiota.
– Se gravar um cd me avise que eu compro, HÁ.
– Vai estragar minha comida. – disse Bruno

O celular de Lucas toca. Em seguida ele atende.

–Ah, chefe! – uma pausa – Sim. – Sem problemas, estarei aí em um pulo.

Lucas saiu do palco e correu em minha direção.

– Katarina, me desculpe! Mas seu pai disse que contava comi..
–Tchau. – falei entediada

Em fim, Lucas foi embora e as Luzes se acenderam.

– Cara, o que foi isso? – perguntou Isabela

Um homem foi se aproximando.

– Aquele aluno de antes; ouvi dizer que ele não vai para a faculdade, mas está procurando emprego? – perguntou o homem sarcasticamente
– E o que tem de errado nisso? – perguntou outro homem furioso
– Não, absolutamente nada.
– Ele simplesmente vai se juntar a sociedade mais cedo! Não é motivo para tratá-lo como idiota.

Todos da F concordaram. – todos vírgula –

– Ts, sério, vocês todos... – zombou o homem. – E parece que tem uma aluna da classe-F... – ele deu uma pausa e olhou para mim. – Que não passa de um atraso na vida desse aluno – ele aumentou a voz.

– Ei. – disse Bruno chegando por trás – Não é culpa dela.
– Mas, Bru...
– As pessoas dizerem que eu cometeria tal erro por uma idiota seria a maior humilhação.
– Ei, porque ta me chamando de idiota? – gritei
– É a verdade, não é? – contra-atacou Bruno.
– Pode ser verdade... Mas a inteligência não é tudo para uma pessoa. – falei – O que importa é por dentro.
– Seria mais convincente se essas palavras viessem de uma pessoa inteligente.
– Seu... – dei uma pausa. – você é sempre assim. SEU TIRANO SEM CORAÇÃO! – gritei
– Mas está apaixonada por esse tirano, é? – perguntou ele.
– Isso me lembra, a Katarina não deu uma carta para o Bruno? – perguntou uma garota da A.
– Sim, ouvi dizer que ele não aceitou.
– Ela tem um monte de coragem inútil
Bruno riu, como se estivesse gostando.
– Inútil? – repetiu ele. – Sem dúvidas.
Todos riram.
Abaixei minha cabeça levemente e olhei para o Bruno com um olhar provocador.
– Conheço seus sentimentos muito bem. – falei com uma voz rouca. – Se você vai até esse ponto, tenho uma idéia.
Coloquei minha mão no bolso da blusa.
– O que é? – perguntou ele sem vontade.
Tirei minha mão do bolso com uma foto e levantei meu braço para que todos vissem a linda foto do Bruno quando era pequeno, digo... pequena.
– Isso. – falei
Todos ficaram Boquiabertos.
– Quem é essa garota?
– Que fofinha.
– Por que você tem isso? – gritou Bruno.
– Pessoal, vocês acreditam que.... – dei uma pausa. – esse é o Bruno. – falei lentamente ao pronunciar seu nome.
Por um minutos todos ficaram calados.
– Me deixe ver!
– Não acredito.
– Ele é gay?
– Como você era fofa.
Bruno tomou a foto de minha mão.
– Sua...
– Se quer ficar com essa, não tem problemas. – falei – tenho outra.

Coloquei a mão no bolso e ele me puxou rapidamente em direção a porta.
Ele estava me levando para um lugar longe de todos, em seguida me encostou na parede.

– Pare, está me machucando. – falei
– Você não consegue esconder nada.
– Não vou ficar com medo mesmo que você me ameace. – gritei – Você transformou meus sentimentos em forma de piada em frente de todos. – senti uma lagrima escorrer pelo meu rosto. – Só estava retribuindo o favor. Eu já cansei de você. – virei meu rosto. – Nunca mais vou pensar em te amar.
– Então... Você consegue fazer algo assim? – perguntou ele
– É claro. – gritei – conheço seu caráter tão bem que me da nojo.
– Então, vai me esquecer, é? – ele me olhou com um olhar sincero

Olhei para ele confusa.

– Vou. Esquecer de você e viver minha...
– Então, tente.

Ele aproximou seu rosto tocando seus lábios aos meus. Arregalei meus olhos, meu coração começou a bater rapidamente, já não tinha força nenhuma, não tinha nenhuma reação diante aquele desejado momento. Me arrepiei, uma atmosfera profunda passando.
Ele tirou seus lábios dos meus e saiu andando. Logo olhou para trás e falou:

–Bem feito. – ele deu lingüinha.

Me sentei levemente no chão sem força alguma. Lagrimas escorriam por meu rosto, levantei meu rosto e olhei para o céu, observando o crepúsculo

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